Eu Vou Errando e Acertando
Eu atribuo o meu sucesso a isto: eu nunca desisto ou dou alguma desculpa.
Eu sou assim, com defeitos e qualidades, na verdade, mais defeitos que qualidades. Sincera, ignorante, calma e, ao mesmo tempo, uma pilha de nervos. Essa, com esse jeito, com essa cara feia, e com esse ar arrogante. Essa com esse jeito de moleca e mente de mulher. Essa com vontade e determinação. Sou tudo, e sou nada. Sou nada e sou tudo. Sou muitas e, ao mesmo tempo, posso ser nenhuma.
Deixo desculpas para aquelas que eu feri com a falta de caráter ou até mesmo por não poder suprir e ser quem fantasiaram que eu seria. Que fique o meu adeus para os que não completaram a jornada ao meu lado, que por covardia me abandonaram ou por outros motivos tiveram de voltar. Deixo um grande abraço e ternura para aqueles que simplesmente se foram. Levo comigo todos os sonhos do mundo, toda experiência hoje adquirida, todos os amigos que não me abandonaram com o decorrer dos dias, estiveram ao meu lado me encorajando. Levarei comigo esperanças de que o amanhã tudo será melhor, e que por mais que hoje eu quebre a cara sempre terei a bravura de me refazer e recomeçar. Se tudo der errado, paciência, respirando se pode viver. Sei que não se pode apagar o passado, tampouco voltar e mudar o que lá está, mas sei que posso mudar o hoje para que o amanhã o hoje não me envergonhe. Que eu consiga deixar para trás minha "imaturidade", sei que é impossível, pois por mais que eu cresça sempre serei um eterno imaturo aos olhos dos outros. Que eu goste de mim, acima de tudo. Que eu aprenda que amores vem e vão, que alguns amores são passageiros. Que eu saiba sempre que por mais que um amor de verão seja um amor relâmpago, ele pode durar eternamente em nossa mente. Que lembranças boas são feitas para serem recordadas e as ruins para serem esquecidas. Que remoer o passado não me tornará melhor e que chorar pelo que passou não o trará de volta. Espero que eu consiga distinguir a verdade da mentira, o mal do bem, e o fácil do difícil, mas acima de tudo; nunca me esquecer de quem eu realmente fui, e sou.
Durante nossa vida, eu e você vamos cruzar com algumas pessoas descartadas. Jogadas fora. Ás vezes jogadas fora por igreja. E precisamos escolher: desprezar ou resgatar? Rotulá-las ou amá-las? Sabemos qual é a escolha de Jesus. Apenas veja o que ele fez conosco.
Eu sigo a vida aprendendo ,a cada momento...
São valiosas lições aprendidas, muitas vezes, a custa de lágrimas e dor , mas que me fazem perceber de modo claro e significativo que, nem sempre, aquilo que considero algo como negativo...o seja.
Eu quero um amor simples, sem muita gritaria, nem a necessidade de postar a cada 10 minutos que tenho alguém. Eu quero um amor tranquilo, onde possamos sentar e conversar sobre o que não se encaixa, ao invés de fazer joguinhos emocionais e disputar no fim quem está mais ferido. Eu quero um amor sereno, daqueles que a gente pode sentar em um sofá num sábado a noite e pegar pipoca, cevada e chocolate para assistir qualquer coisa legal, sem a sensação de estar perdendo tempo. Eu quero um amor real, longe de qualquer perfeição, com seus erros, para consertarmos juntos, com seus medos para confiarmos juntos, porque amor é amor, o resto é gritaria desnecessária.
Eu aceitaria até o inferno por você, mas não por sua solidão e sim por não suportar ficar sem ter você por perto.
Eu sou assim.
Eu sou assim..
Apaixonado..
Por este riso malicioso.
Apaixonado eu sou...
Quero você, mulher fêmea
Toda sorridente.
Eu sou assim....
Apaixonado..
Por este teu corpo que me incendeia.
Apaixonado eu sou...
Quero você, toda em brasa.
Ardente e alucinada.
Eu sou assim..
Apaixonado..
Pelo néctar de tua boca.
Apaixonado eu sou..
Quero você, louca.
libidinosa e frenética
Eu sou assim...
Apaixonado...
Insano nos meus sentidos.
Apaixonado eu sou...
Quero você, sedutora.
Sempre questionando o que digo.
Eu sou assim..
Apaixonado...
Inflamado, seduzido, enfeitiçado e largado.
Apaixonado eu sou.
Quero você, louca ardente e insana.
Sempre sorrindo, misteriosa.
Eu sou assim...
Apaixonado...
Perdido, sem razão, louco de paixão.
Apaixonado eu sou.
Quero voce, tatuada no meu corpo.
Não quero te decifrar, apenas ser seduzido.
A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez mais com fé e liberdade. O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele do coração. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver.
Todos os dias eu descubro mais e mais coisas bonitas. É o suficiente para enlouquecer. Eu tenho tal desejo para fazer tudo, minha cabeça está estourando com ele.
Eu sei que sou pegajoso, triste, dramático, inseguro, louco, carente, mas você esquece que, pra você, eu tenho várias qualidades. A melhor delas, que me fez sobreviver até hoje, é que eu sou só. Sou só quando deixo de sair pra pensar em você, sou só quando fico deitado esperando que, em sua existência perfeita, você lembre de falar pelo menos um "oi" pra mim. Eu poderia fazer milhões de coisas, mesmo porque o mundo não se resume a você, mas eu prefiro, sim, ficar na minha, fechado para o mundo, aberto para você. Todos os lugares que eu poderia ir ou todos os momentos que eu poderia viver não teriam a menor graça sem esse sorriso meio bobo, amarelo, puxando as narinas para os lados. Mesmo assim, eu detesto quando você me deixa sozinho com meus pensamentos, enquanto as paredes se fecham em mim sem eu poder, ao menos, te explicar em cada detalhe o que diabos me faz pensar em você o tempo todo. Todos os dias eu tenho tentado fazer você se esvair da minha mente, queria ficar longe do celular e do computador, ou qualquer coisa que me fizesse lembrar da sua existência. Ultimamente, tenho me olhado bastante no espelho, tentando, em partes, meio que encontrar minhas forças que parecem estar perdidas debaixo de todo esse spray para cabelos. Normalmente, choro ao me ver lá, tão singelo, tão emotivo e, ao mesmo tempo, seco como galhos de árvores no outono. Passo um tempo sentado no chão, mas não sei se é por falta de forças, por medo ou só porque me sinto um lixo mesmo. Estar sozinho mudou minha vida, mas o que me entristece é ver que você poderia ser feliz comigo. E eu sei que seria.
Não sou a Chapeuzinho Vermelho, na verdade, eu não faço parte de nenhum conto que você já tenha ouvido por falar por ai...Mas que eu adoro/amo um lobo mau...Ahh isso sem dúvidas
Fotografar é Ver Com a Alma
Eu vejo o mundo de uma maneira única, como se houvesse sempre uma nova perspectiva sobre a mesma coisa. Para mim, a fotografia não é apenas capturar uma imagem; é sobre enxergar o que os outros não conseguem ver. Acredito que o olhar de um fotógrafo tem a capacidade de transformar algo simples em algo valioso, essencial, e é isso que tento passar em cada clique.
Minha sensibilidade me permite ver além do óbvio, e é essa percepção que tento compartilhar com o mundo. Quando vejo uma cena, busco encontrar a alma daquele momento, algo que muitas vezes passa despercebido, mas que, para mim, é o que dá significado à imagem. É como se eu estivesse dando voz àquilo que só eu consigo enxergar, tentando transmitir um pouco da minha alma através do meu olhar.
Eu quero que as pessoas, ao olharem minhas fotos, consigam enxergar aquilo que elas mesmas não conseguem ver, que sintam a essência do momento. Acredito que a verdadeira beleza está na percepção, e é isso que tento capturar – uma nova maneira de olhar para o mundo.
Perdão pelas Ausências
Peço perdão a todos que eu não consegui responder, nem me conectar.
Perdão àqueles a quem eu disse que estava tudo bem — só para não preocupar, só para não precisar explicar o que nem eu sabia dizer.
E peço perdão também a quem um dia recebeu um “oi” meu, um pedido simples de atenção, de conversa, de oito minutos de presença…
Mas que talvez também estivesse travando suas próprias batalhas, e não percebeu que aquele gesto era um pedido de socorro disfarçado.
Hoje eu entendo: a ausência não é só minha.
Vivemos todos cercados por presenças que não estão de fato aqui.
As redes sociais estão cheias de gente, e, ao mesmo tempo, tão vazias de encontro.
Ninguém parece realmente preocupado com o “eu” verdadeiro de mais ninguém.
E os poucos que ainda se preocupam, se afundam, como eu, no excesso de sentir.
Sentem por todos, carregam o mundo nos ombros e, aos poucos, se afogam na própria empatia.
Talvez o silêncio não seja falta de amor, mas o peso de sentir demais num mundo que sente de menos.
Na era do físico perfeito, eu sigo me apaixonando pelo que não se exibe: gestos que acolhem, atitudes que revelam verdade, ações que abraçam sem tocar, gentilezas que dizem tudo sem exigir nada. É nesse invisível que meu coração encontra lugar.
Para minha rede de apoio,
Eu queria dizer tudo de forma simples, mas aprendi que o que não é dito não pode ser compreendido. Então deixo que essas palavras saiam do lugar mais profundo de mim — daquele canto silencioso onde a dor se recolhe, mas também onde nasce a gratidão.
Hoje, eu reconheço que transbordei. Transbordei porque consegui captar, acolher e cultivar a amizade de vocês. E isso, para mim, é raro. É precioso.
Eu espero um dia conseguir retribuir minimamente — mesmo que seja com pequenas demonstrações, pequenos gestos, algum resultado que mostre que o cuidado de vocês encontrou abrigo em mim.
Eu agradeço a cada um de forma individual, porque cada pessoa aqui teve um papel único na minha trajetória.
E por mais que eu busque, não existem palavras capazes de traduzir o tamanho da minha gratidão.
Eu também peço desculpas por ainda não conseguir expressar alegria do jeito que gostaria.
Ela existe — ela vive aqui dentro —
mas está contida, presa em uma parte de mim que ainda está tentando despertar.
Um dia, eu já transbordei sorrisos pelos olhos, pelos abraços, pelo jeito de falar.
Hoje, meu corpo está anestesiado, cansado, tentando se recompor.
Mas quero que saibam: mesmo no silêncio, mesmo na ausência do brilho que eu já tive,
aqui dentro ainda existe um coração profundamente agradecido.
Obrigada por não desistirem de mim. Obrigada por ficarem.
Ressurreição Silenciosa
Eu tenho vivido como quem caminha entre escombros — tentando juntar os pedaços do que sobrou de mim, tentando entender onde foi que o brilho se perdeu. Às vezes, sinto o cheiro do fim antes mesmo de acordar, como se o dia viesse com um aviso: hoje vai ser pesado de novo. E é.
É como viver dentro de um corpo que não responde, uma alma que não sente, um coração que cansou de pedir socorro.
Já tentei gritar.
Aos céus, ao travesseiro, ao silêncio.
Já segurei a própria garganta, tentando expulsar a dor por onde pudesse sair.
Mas meu grito nunca teve som — só ecoava dentro de mim, como um trem desgovernado, como a música que eu sempre escolho porque fala a língua da exaustão que carrego.
E mesmo assim… Deus ouviu.
Eu pedi anjos, Ele me enviou pessoas.
Gente que consegue me alcançar quando ninguém mais vê, que percebe minha ausência mesmo quando estou presente, que insiste em me segurar quando tudo em mim está escorregando.
Eu não sei agradecer, não sei sorrir do jeito que gostaria.
Quimicamente, emocionalmente, fisicamente, estou esgotada.
Mas por dentro, há gratidão — quieta, mas viva.
No meio desse caos organizado que sou — dessas ideias que nascem de sentimentos embolados, dessas certezas plantadas num chão de dúvidas — eu tento existir.
Mas confesso: às vezes, viver dói.
Respirar dói.
Levantar dói.
Ser forte por quem precisa de mim dói ainda mais.
É um dilema cruel: enquanto luto para não desistir de mim, preciso ser força para quem enfrenta batalhas visíveis, enquanto as minhas são todas internas.
E, mesmo assim, algo em mim insiste.
Uma faísca minúscula, quase apagada, mas ainda ali.
Talvez seja fé.
Talvez seja o amor pelo meu filho, meu potinho de mel, que um dia segurou meu dedo como quem segurava meu futuro inteiro.
Talvez seja o desejo de deixar algo meu — um conselho, um afeto, uma verdade — que permaneça quando eu não conseguir mais permanecer.
Eu não quero romantizar nada.
O que eu vivo é bruto, cru, real.
É depressão, ansiedade, burnout, dor física, dor emocional, dor espiritual.
É anedonia.
É o vazio que engole até o que era mais bonito em mim.
Mas ainda assim… há algo aqui dentro que se recusa a morrer.
Talvez eu seja mesmo uma fênix cansada.
As asas queimadas, o peito em cinzas, a voz quase sem som.
Mas ainda assim… cinzas não são fim.
São começo.
Então, Deus, se por acaso ainda houver em mim qualquer sopro de recomeço, qualquer possibilidade de renascer, eu te peço:
seja bálsamo para as minhas dores, sustento para a minha alma.
Me ajude a ressurgir.
A encontrar no silêncio um pouco de paz.
A reconstruir o sorriso que perdi pelo caminho.
A reencontrar a luz que um dia brilhou nos meus olhos.
Porque, mesmo que eu não me sinta viva todos os dias,
mesmo que eu caminhe tropeçando entre sombras,
eu ainda acredito — lá no fundo —
que a fênix que existe em mim ainda pode se levantar.
Nem que seja devagar.
Nem que seja quase sem forças.
Nem que ninguém veja.
Mas eu…
eu ainda quero renascer.
10 de Dezembro 2024
Agora todo mundo me ama.
Todos choram e dizem o quanto eu fui incrivelmente incrível…
Engraçado, né?
Porque enquanto eu estava aqui, inteira nos meus pedaços, ninguém percebeu o quanto eu estava desmoronando.
No meu dia normal, ninguém viu o silêncio que gritava, o sorriso que tremia, a exaustão que escorria pelos cantos dos meus olhos.
Agora — agora, quando imaginam minha falta — dizem que eu era luz.
Que eu era forte.
Que eu era especial.
Que fiz falta.
Mas quando eu estava aqui, precisando de um abraço,
de um ouvido,
de um “eu tô aqui”,
as pessoas se confundiram, se calaram, se distanciaram…
ou simplesmente não souberam olhar pra mim.
E é isso que dói:
só valorizam quando acham que perderam.
Só enxergam quando acreditam que acabou.
Só sentem quando a gente já não tem força pra sentir nada.
Eu sigo viva, mesmo sem saber como.
Sigo tentando existir num corpo cansado, numa mente pesada, numa alma que luta todos os dias contra o invisível.
Sigo aqui, mesmo sem saber se alguém realmente vê.
Porque a verdade é essa:
não é que eu queira morrer.
É que, às vezes, dói demais viver invisível.
