Eu Vou Errando e Acertando

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não te dizer o que eu penso, já é pensar em dizer

Eu não estou desapontado com você, a gente se desaponta com alguém somente quando esperamos algo dele. E de você eu nunca esperei nada!

Queria te dar algo especial
que, ao mesmo tempo que você
ganhasse eu me sentisse feliz
e realizada, que, ao mesmo tempo
fosse um momento mágico, também
seria inesquecível, mas infelizmente
eu não sei como se embrulha
Um beijo

Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir, toda a hora a gente está num cômpito. Eu penso é assim, na paridade. (...) Um sentir é o do sentente, mas outro é o do sentidor. O que eu quero, é na palma da minha mão.

Guimarães Rosa
Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Nota: Fala de Riobaldo, in Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa

...Mais

Hoje eu quero paz, desejo amor e lhe entrego a fé que meu transborda em meu coração

"Deus, se quiseres que eu coma as oferendas não se manifeste de nenhuma maneira... ... Tua vontade será feita..."

Você diz que eu sei que você confia em mim de olhos fechados. Então feche os olhos e confie em mim...

Como eu não possuo

Olho em volta de mim. Todos possuem ---
Um afecto, um sorriso ou um abraço.
Só para mim as ânsias se diluem
E não possuo mesmo quando enlaço.

Roça por mim, em longe, a teoria
Dos espasmos golfados ruivamente;
São êxtases da cor que eu fremiria,
Mas a minhalma pára e não os sente!

Quero sentir. Não sei... perco-me todo...
Não posso afeiçoar-me nem ser eu:
Falta-me egoísmo para ascender ao céu,
Falta-me unção pra me afundar no lodo.

Não sou amigo de ninguém. Pra o ser
Forçoso me era antes possuir
Quem eu estimasse --- ou homem ou mulher,
E eu não logro nunca possuir!...

Castrado de alma e sem saber fixar-me,
Tarde a tarde na minha dor me afundo...
Serei um emigrado doutro mundo
Que nem na minha dor posso encontrar-me?...

Como eu desejo a que ali vai na rua,
Tão ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
Bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...

Desejo errado... Se a tivera um dia,
Toda sem véus, a carne estilizada
Sob o meu corpo arfando transbordada,
Nem mesmo assim --- ó ânsia! --- eu a teria...

Eu vibraria só agonizante
Sobre o seu corpo de êxtases doirados,
Se fosse aqueles seios transtornados,
Se fosse aquele sexo aglutinante...

De embate ao meu amor todo me ruo,
E vejo-me em destroço até vencendo:
É que eu teria só, sentindo e sendo
Aquilo que estrebucho e não possuo.

Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.

Eu prometo te dizer eu te amo todas as noites e te provar isso todos os dias.

Tempestade sempre rola, mas minha fé desvia. Mau-olhado aqui é mato e eu sou mais eu. Já, já queima sempre a energia negativa, sempre que a vibe destrutiva se aproxima. Quando a porta abria e apareci, eu sabia o que Deus tinha guardado, e meu choro sorria.

Por você eu tenho feito e faço tudo que eu puder
Pra que a vida seja mais alegre do que era antes
Tem algumas coisas que acontecem que é você quem tem que resolver
Acho graça quando às vezes, louca, você perde a pose e diz foi sem querer
Quantas vezes no seu canto em silêncio você busca o meu olhar
E me fala sem palavras que me ama tudo bem, tá tudo certo
De repente você põe a mão por dentro e arranca o mal pela raiz
Você sabe como me fazer feliz Carne e unha, alma gêmea, bate coração, as metades da laranja
Dois amantes, dois irmãos duas forças que se atraem sonho lindo
De viver, estou morrendo de vontade de você

Toda vez que eu medito ou faço uma visualização para cura, eu estou me conectando a pessoas com pensamentos iguais em todo o planeta.

Hoje eu achei que ia conseguir, que ia conseguir dizer, quero dizer, dizer tudo aquilo que escondo desde a primeira vez que vi você, não me lembro quando, não lembro onde. Hoje havia calma, entende? Eu acho que as coisas que ficam fora da gente, essas coisas como o tempo e o lugar, essas coisas influem muito no que a gente vai dizer, entende? Pois por fora, hoje, havia chuva e um pouco de frio: essa chuva e esse frio parece que empurram a gente mais para dentro da gente mesmo, então as pessoas ficam mais lentas, mais verdadeiras, mais bonitas. Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse.

Caio Fernando Abreu

Nota: Trecho de "Carta para além do muro" de Caio Fernando Abreu

Eu sou assim... uma pessoa feliz, de bem com a vida.
Para uns, sou simpática, para outros antipática.
Vejo o mundo com os olhos da alma e do coração.
Adoro poesias e conjugo o verbo amar frequente e intensamente.

Se eu demorar, me espera, se eu te enrolar, me empurra
se eu te entregar, aceita, se eu recusar, me surra
se eu sussurrar, escuta, se eu balançar, segura
se eu gaguejar, me entende, se eu duvidar, me jura
se eu for só teu, me tenha, se eu num for, me larga
se eu te enganar, descobre, se eu te trair, me flagra
se eu merecer, me bate, se eu me mostrar, me veja
se eu te zuar, me odeia, mas se eu for bom, me beija
se tu ta bem, eu to, se tu num ta, também...
não to legal, não to, pergunto o quê que tem
tu diz ki ta tranquila, mas eu sei que tu num ta
tu ta bolada filha, vamo desembolar
se eu te amar, me sente, se eu te tocar, se assanha
se eu te olhar, sorria, se eu te perder, me ganha
se eu te pedi, me da, se for brigar, pra que?
se eu chorar, me anima, mas se eu sorri eh por voce

Em momentos de dificuldade, substitua a frase "eu não consigo" por "f*da-se essa m*rda"

Eu nasci e cresci debaixo das estrelas do Cruzeiro do Sul. Aonde quer que eu vá, elas me perseguem. Debaixo do Cruzeiro do Sul, cruz de fulgores, vou vivendo as estações de meu destino.
Não tenho nenhum deus. Se tivesse, pediria a ele que não me deixe chegar a morte: ainda não. Falta muito o que andar. Existem luas para as quais ainda não lati e sois nos quais ainda não me incendiei. Ainda não mergulhei em todos os mares deste mundo, que dizem que são sete, nem em todos os rios do Paraíso, que dizem que são quatro.
Em Montevidéu, existe um menino que explica: — Eu não quero morrer nunca, porque quero brincar sempre.

Eduardo Galeano

Nota: Eduardo Galeano, in O livro dos abraços

Se Eu Fosse Teu Patrão

Eu te adivinhava
E te cobiçava
E, te arrematava em leilão
Te ferrava a boca, morena
Se eu fosse o teu patrão
Aí, eu tratava
Como uma escrava
Aí, eu não te dava perdão
Te rasgava a roupa, morena
Se eu fosse o teu patrão
Eu te encarcerava
Te acorrentava
Te atava ao pé do fogão
Não te dava sopa, morena
Se eu fosse o teu patrão
Eu encurralava
Te dominava
Te violava no chão
Te deixava rota, morena
Se eu fosse o teu patrão
Quando tu quebrava
E tu desmontava
E tu não prestava mais não
Eu comprava outra, morena
Se eu fosse o teu patrão
Pois eu te pagava direito
Soldo de cidadão
Punha uma medalha em teu peito
Se eu fosse o teu patrão
O tempo passava sereno
E sem reclamação
Tu nem reparava, moreno
Na tua maldição
E tu só pegava veneno
Beijando a minha mão
Ódio te abrandava, moreno
Ódio do teu irmão
Teu filho pegava gangrena
Raiva, peste e sezão
Cólera na tua morena
E tu não chiava não
Eu te dava café pequeno
E manteiga no pão
Depois te afagava, moreno
Como se afaga um cão
Eu sempre te dava esperança
D'um futuro bão
Tu me idolatrava, criança
Seu eu fosse o teu patrão
Mas se tu cuspisse no prato
Onde comeu feijão
Eu fechava o teu sindicato
Se eu fosse o teu patrão

O livre-arbítrio é a capacidade de fazer com alegria aquilo que eu devo fazer.