Eu Vou Errando e Acertando
"Não vou me transformar em um limão azedo só porque minha outra metade da laranja me trocou por um suco de caixinha."
"A lagarta é livre para decidir se quer ou não voar, mas não vou deixar de voar só porque você decidiu ser uma lesma."
Vou me comparar a um computador.
Meu hardware é de 1978, meu software é atualizado, há alguns vírus que querem modificar minha memória e meu antivírus não deixa, é óbvio que faço tudo que meu programa permite, mas tem algo em mim que não é controlável, pode ser chamado de espírito, o antivírus não quer deixar o espírito controlar meu cérebro, assim eu deixaria de ser igual aos outros computadores.
“Ainda Estou de Pé — Porque Deus Me Sustenta”
Estou cansado.
Não vou negar.
Há dias em que o peso é grande demais…
e a alma parece pedir socorro em silêncio.
Sinto o cheiro da maldade no ar.
Não é cheiro de morte física,
mas de almas corrompidas,
de pessoas que se alimentam do sofrimento alheio,
que vibram ao ver um lar destruído,
que se alegram com a dor do outro.
Mas mesmo cercado por tanta escuridão,
eu me lembro:
O Senhor é a minha luz e a minha salvação —
a quem temerei?
As laranjas podres podem até estar ao meu redor,
mas se Deus é por mim,
quem será contra mim?
Eles querem ver minha queda,
mas Deus está me ensinando a voar.
Eles esperam meu fim,
mas o meu Deus escreve recomeços.
Eles querem apagar minha fé,
mas mal sabem que é na dor que ela se fortalece.
Estou cansado, sim…
mas a minha força vem do alto.
E quando penso em desistir,
lembro que os que esperam no Senhor renovam as suas forças;
sobem com asas como águias,
correm e não se cansam,
caminham e não se fatigam. (Isaías 40:31)
Se o mundo te machuca,
se as pessoas te ferem,
não se rebaixe ao nível delas.
Ore por elas.
E siga em frente.
Porque o justo pode até cair sete vezes…
mas o Senhor o levanta todas elas.
E eu sei — Deus ainda não terminou comigo.
Na tentativa incansável
De seguir em frente,
Vou falando de tropas
De leais soldados
Em total sequestro,
Por terem dito não
Ao plano do Inferno.
Dos desaparecimentos
Brutalmente forçados
E da falta de satisfação
De todo o paradeiro
Daqueles que contestaram,
Devemos acreditar que eles
Se encontram em cativeiro.
Na gradação do anoitecer
Bolivariano giram
Os astros iluminando,
Desce o céu para capturar
O demônio que não
Permite encontrar
Um caminho para quem
Perfeitamente deseja
A reconciliação plena.
O absolutismo
Brutal do silêncio,
A ocultação
Total do paradeiro.
Não vou parar
De satisfação pedir,
Sigo a reclamar.
O egocentrismo
Infernal prendeu
Quem não merece
No cativeiro.
Não vou parar
Da liberdade exigir,
Sigo a conclamar.
Quem não aceita
A opinião de quem
Deseja o melhor
Para a Pátria,
Não pode se queixar
Nenhum pouco
Do que o povo fala.
Rodeio no Glória
Na Capela Nossa Senhora
da Glória vou na Missa
e volto de carona
na paz gostosa e risonha.
Rodeio no Glória abraço
a tua gente de fé,
Tenho um encontro
com cuca e café.
Após a Missa e o café
não me deixam voltar
a pé até porque por
enquanto não posso.
Rodeio no Glória agradeço
porque viver na tua paz
é receber todo o dia
o melhor prêmio.
Festa do Agricultor
Vou daqui de Rodeio
para Apiúna nem que
seja pegando carona
para a Festa do Agricultor,
Dançar ao som de sanfona
abraçada com o meu amor
em poesia e toda sintonia
para viver a nossa alegria.
Abril
Abril é o mês
para ser o marco
poético de paz
para todos vocês,
Vou buscar que assim
seja todas às vezes
e por todos os meses.
Nos teus olhos tenho
oceanos a cruzar,
Nunca vou os dominar
porque tu és meu
e feito de liberdade;
Na tua pele tenho
a poção do transe perfeito,
Nos teus passos
o caminho indelével
deste continente inabalável
profundo e místico
que nos une na poesia sidérea
sob a regência da Via Láctea.
