Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

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Eu te vejo tão de perto
Mesmo você estando tão distante...


Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar?


Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...


Não seria uma má ideia seguir o exemplo desse cavaleiro imaginário...


De: Kauan
Para: A.J.

Eu me afoguei no ar
Do vácuo
Que você me deu
Você chegou na minha vida
Me oferecendo
Um oceano de amor
Eu mergulhei de cabeça
Me machuquei
Tentei, tentei nadar
Me aprofundar
Só que esse mar
Era de mentira
Secou
E eu morri
Largada
Em uma vida artificial

Eu entrei na sua vida para somar
Só que você sempre me diminuiu
Me quebrou
Tornando-me outra(s).

"Conseguimos ver a luz de uma estrela
Até depois da mesma não mais existir.
O que eu quero dizer com isso
É que, se você deixar bons exemplos,
Você irá ser lembrado
Até depois da sua morte.
Seus ensinamentos
Nunca irão morrer."

'Sou consequências das suas ações
Eu sou as reações'

Não faço nada além das suas ações
para comigo.
Sou consequência dos teus atos.
Eu sou a reação.

"Eu sou como a terra sólida, resistente.
Porém, às vezes me abalo,
Causando terremotos.
Consequentemente, vêm os maremotos,
Que fazem das águas calmas
Uma devassidão,
Sai levando tudo pela frente.
E eu não tenho culpa.
A natureza me fez assim?
Ou foram as circunstâncias da vida?
As vivências, traumas...
Que culpa tem a terra das placas tectônicas se colidirem?
E que culpa tem o mar,
Da terra mexer tanto com ela,
Ao ponto de tirá-la do seu lugar,
A levando desesperadamente a fugir,
Mesmo que a consequência seja acabar com tudo que cruze seu caminho?"

"Eu me entreguei de corpo e alma na relação, loucamente apaixonada, amando de verdade. Entrei de forma transparente, contei tudo de mim. E sempre contei quando algo me magoava; se repetia, eu ficava chateada, me expressava dizendo que de novo não tinha gostado de tal comportamento. Dentro de mim, várias vezes eu gritei e chorei, sem aguentar mais, porque eu não era ouvida. Me sentia sem voz, desvalorizada, desmotivada. Mas isso não é lembrado. Depois você se quebra, se torna vários fragmentos do que foi um dia. Aí você é julgada, tachada de várias coisas: preguiçosa, a que não colabora. E tudo que você faz todos os dias é tentar sobreviver, mesmo sem ter esperança de se reerguer. Você torce pelas pessoas que ama, deseja sucesso, o melhor da vida. E fica ali, aguardando lentamente os dias passarem, para quando esse dia chegar, poder descansar, fechar os olhos e não mais abrir."

A sensação de “eu” que parece tão sólida é, na verdade, um fenômeno contínuo sendo recriado momento a momento através da identificação com pensamentos, memórias e expectativas. Quando essa construção é observada em tempo real, ela começa a perder densidade, e o que resta não é vazio no sentido negativo, mas uma abertura viva e consciente.⁠

Se todos sentissem o que eu senti, a visão sobre as mães seria outra! Não aquela de empregada, mas a de anjo. No final, o sentimento seria de gratidão ao invés de obrigação por nos ter colocado no mundo.

"Que eu possa ser luz
Que eu possa fazer brilhar
Que eu possa acender
A chama da Esperança
No coração da humanidade."

⁠Que eu saiba sempre agradecer, E em cada pedido, também aprender. Pois a vida é feita de dar e receber, E na gratidão, encontramos o poder.
Cleber Novais.

A Gaiola, Afinal, Sou Eu




Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.A Gaiola, Afinal, Sou Eu
Mudei, sabe? Mudei pra encontrar meu pedaço de mundo, Construir algo do zero. Me sentia tão preso, lá. Achei que a distância, a cidade nova, Me libertaria.
A ironia, essa que me corta, É que a gaiola nunca foi a cidade. Nunca foi o lá fora. A gaiola, sou eu. A prisão, está na minha mente.
Essa cela, feita de medo, De que me descubram, De que vejam a farsa que sou. Síndrome do impostor, me sussurram. Queria ser melhor, Focado, com propósitos. Mas a autodúvida, essa sombra, Me paralisa, me afoga.
Me sinto um robô, um autômato. O querer existe, grita, Mas a vontade... Ah, a vontade Se desfaz em inércia. Minha agência minada, O que quero não vira o que faço.
Mas se a prisão está em mim, Se sou eu quem a constrói, Então a chave também é minha. Uma dor que traz esperança. Essa consciência, eu do futuro, É o primeiro passo pra se libertar.

O Querer que Dissolve em Nada


Eu queria mesmo ser diferente. Mais focado, com passos claros. Mas a realidade é outra, Sou só confusão. Quero abraçar o mundo inteiro, Fazer tudo ao mesmo tempo. Mas minha vontade, essa que me engana, Se desfaz em inércia.
O resumo da minha vida, no fim: A intenção de fazer tudo, E o resultado: absolutamente nada. Paralisia por análise, Tantas escolhas, tanto medo. O cérebro ansioso, Pensando demais, fazendo de menos. Perfeccionismo, essa armadilha, Transforma cada decisão num fardo.
Procrastinação. Não é preguiça, eu sei. É falha em me regular, Em lidar com o desconforto. Crenças tortas sobre mim, Sobre as tarefas, sobre a dor.
Mas a inércia não sou eu. Não sou um "nada". Sou a luta. O querer abraçar o mundo, Esse grito, É a prova do que sou. A pessoa confusa, É um estado, não um destino. Há potencial. Há valor. Eu do futuro, que você saiba disso.

Para Você, Meu Eu do Futuro


Salvei isso, aqui, Para você, meu eu do futuro. Que um dia vai tropeçar neste áudio, Nessas palavras. Quando ouvir, espero de verdade, Que tudo esteja diferente. Que sua cabeça seja um lugar calmo, tranquilo. Que a paz que hoje busco, Você já a tenha encontrado.
Essa "lápide" não é um fim, não. É um marco zero. Um alicerce, meu ponto de partida. Um testemunho da jornada, Da escuridão à luz. Uma "lapidação" que buscou, Transformar a dor em mapa.
A paz não é um destino final. É um processo. Autoconhecimento. Prática. E, sobretudo, autocompaixão. A jornada é árdua, Mas exige gentileza.
Gravar isso, dar voz à angústia, Articular o caos, Falar com você, eu do futuro, Já foi o primeiro ato de lapidação. Um gesto de agência. A recusa de me afogar.
Que você, ao encontrar isso, Reconheça a força na minha vulnerabilidade. Que veja a semente plantada na noite fria de Curitiba Florescer. E que continue a cultivar, ativamente, Esse espaço interno. Onde a cabeça, sim, Seja um lugar cada vez mais calmo, Mais tranquilo. Onde a paz, buscada com tanta verdade, Seja uma companheira presente em sua vida.

Eu necessito, eu necessito…
como quem já não distingue desejo de falta,
como quem arde por dentro
sem saber onde termina o fogo.


Necessito sentir você
não só na pele,
mas no intervalo das coisas,
no silêncio entre uma palavra e outra,
no espaço onde o mundo desacelera.


Necessito estar perto…
perto o suficiente
pra que tua respiração bagunce a minha,
pra que tua presença dissolva
o excesso que me transborda.


E, ainda assim,
no meio de toda essa fome,
há uma pausa em você
que me salva do excesso
que, contraditoriamente,
é tudo o que eu mais necessito.

No meu coração só havia dor e solidão, magoas que eu não encontrava solução. Mas agora você é a dona do meu coração. Me deu felicidade e alegria, me ajudou a reconstruir a minha vida, me mostrou o que é a vida, o que é viver, me ensinou a viver,se tornou a minha vida. -ÁG-

Sinto falta de você
Você é a pessoa que eu mais amei.
O que eu fiz de errado? Até hoje não sei,
Me deixou, disse que não me ama mais.
E falou que não vai olhar para tas.
Por quê? Aonde eu errei?
Se foi apenas por você que me apaixonei?
Se foi apenas você que eu amei?
Meu coração ainda grita por você,
eu ainda amo você
ainda sinto sua falta, falta de você
Por favor me explique o porque?
Me diz aonde eu errei?
(ÁG)

Hoje eu acordei chorando.
Lágrimas de felicidade, não tristeza.
Pois num momento sem direção,
você veio por poucos segundos me acalentar.

Não te vi dormindo, pouco antes de acordar,
Mas quando percebi, na sua frente me ajoelhei e desatei.
Não soluçava, como agora, mas já chorava lagos e rios.

Tentei sua testa beijar, enquanto dormia serena, mas antes você acordou e me olhou.
Aquela cara de quem acaba de acordar, mas já ostentava seu zelo, tentando tirar da minha camiseta um pelo.

Parando para refletir, sua voz eu não me lembro de ter ouvido, mas as palavras eu entendi e as respondi com um riso baixo.
Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, infelizmente virei para o lado, acordei e me afoguei.

Foram poucos segundos, não nego,
um curto infinito, aceito.
Mas nesse momento de dor,
Foi muito mais do que eu podia querer.

⁠Tem coisas que eu sinto por você que nem cabem nas palavras, mas ainda assim eu tento, porque você merece saber o quanto transforma meu mundo. Quando você me abraça, tudo desacelera; quando você me olha, tudo ganha vida de novo. É como se o caos em mim encontrasse descanso no simples fato de você existir.


Tatianne Ernesto S. Passaes