Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
E quando a noite cai
O peito pulsa inquieto
Desajeitado
Sentindo-se incompleto
Voam das mãos ao céu
E lá reluzem
Na infinitude da alma
Aquele amor
Eterno, infalível
Que uniu-me
Num afago que acalma.
Noite Morta
Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
O córrego chora.
A voz da noite...
(Não desta noite, mas de outra maior.)
lua em noite nublada
mulher misteriosa
e secreta ilha
numa mística
distante península
feita para sacudir
as estruturas
e as tempestades
sempre resistir
fuga do mundo
no mesmo lugar
em círculos a te buscar
no fundo por não saber
nem por onde começar
corrente estelar de virgo
de silêncio em silêncio
sem obter resposta
o coração segue endoidecido.
A minha oralidade da noite tem a conversação de prosa e poesia
Desejo uma boa noite de sono a quem têm sonhos pendentes, pedindo todos os dias;
E que a harmonia possa envolver cada pensamento em descanso.
Para amanhã viver intensamente a sua vida!
E porque na solidão da noite lembro de seus lindos olhos castanhos? E por que sempre que te vejo finjo não te ver por medo de me apaixonar ainda mais por você? E por que quando vejo o seu sorriso perco o ar e fico bobo?
Em dia de sol claro, em dia de noite sombria, vou te amar em todos os tempos, meu amor e minha vida.
''As pessoas não mudam do dia para a noite, o que muda do dia para a noite é a forma como você enxerga as pessoas.''
O pesadelo do homem: tem jogo na TV e a cerveja acabou. O pesadelo da mulher: tem festa de noite e a chapinha queimou.
A escuridão só fica durante a noite
De manhã vai desaparecer
A luz do dia é boa
ao chegar no momento certo
Não será sempre cinza assim
Tudo deve passar
Tudo deve ir embora
Mais bom dia, boa tarde e boa noite. Mais educação. Mais com licença, de nada, me desculpa, obrigada, por favor. Mais livros. E mais leitores. Mais cheirinho de casa limpa e roupa nova. Mais feriado. Mais dias de sol e vento no rosto. Mais outono e primavera. Mais namoro. Mais mãos dadas. Mais abraços acolhedores. Mais conforto. Mais carinho nas costas. Mais massagem nos pés.
Se você acordou de manhã é evidente que não morreu durante a noite. A felicidade começa com a constatação do óbvio.
Bom dia/Boa tarde/Boa noite pra você que gasta mais do que ganha e acabou de perceber que está pagando pra trabalhar.
Ele se conforta toda noite apenas com lembranças. Ela chora todo o dia apenas por lembranças. Os amigos dizem “bola pra frente” e eles simplesmente fingem seguir o conselho, mas ainda leem as mensagens antigas, olham as fotos e ainda guardam os bilhetes do cinema. Cada um levando a vida “com a barriga”, mas querendo engolir o orgulho e se entregar.
…“Naquela mesma noite escrevi minha primeira história…era um pequeno conto meio soturno sobre um homem que encontra um cálice mágico e fica sabendo que, se chorar dentro dele, suas lágrimas vão se transformar em pérolas. Mas, embora tenha sido sempre muito pobre, ele era feliz e raramente chorava. Tratou então de encontrar meios de ficar triste para que as sua lágrimas pudessem fazer dele um homem rico. Quanto mais acumulava pérolas, mais ambicioso ficava. A história terminava com o homem sentado em uma montanha de pérolas, segurando uma faca na mão, chorando incosolável dentro do cálice e tendo nos braços o cadáver da esposa que tanto amava…
… sacudi Hassan, para acordá-lo, e perguntei se queria ouvir uma história…Li a história para ele na sala de visistas, perto da lareira de mármore…Hassan era o público perfeito, em todos os sentidos: inteiramente absorto na narrativa, a expressão de seu rosto ia se modificando de acordo com os tons que a história ia assumindo. Quando li a ultima frase, ele fez com as mãos o gesto do aplauso sem som.
- Mashallah, Amir jan, bravo!- disse ele radiante.
- Gostou? – indaguei eu, esperando sentir pela segunda vez o sabor, e como era doce, de uma apreciação positiva.
Hesitou um pouco , então, como se estivesse prestes a acrescentar algo. Pensou bem as palavras e pigarreou.
- Mas posso perguntar uma coisa sobre a história? – indagou envergonhado.
- Claro.
- Bem…- principiou ele, mas logo parou.
- Pode falar, Hassan – disse eu. E sorri, embora, de repente, o escritor inseguro que havia em mim não subesse muito bem se queria ou não ouvir o que ele tinha a dizer.
- Bem… - recomeçou ele – o que eu queria perguntar é por que o homem matou a esposa. Na verdade, por que ele precisava estar triste para derramar lágrimas? Será que não podia simplesmente cheirar cebola?
Fquei pasmo. Um detalhe como esse, tão óbvio que chegava a ser absolutamente estúpido, não tinha me ocorrido. Movi os lábios sem emitir som algum. Parecia que na mesma noite em que eu tinha aprendido qual era um dos objetivos da escrita, a ironia, ia ser apresentado também a uma de suas armadilhas: os furos da trama. E, entre todas as criaturas do mundo, Hassan é que foi me ensinar isso. Hassan que não sabia ler e nunca tinha escrito uma única palavra em toda sua vida.
O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É dormir de conchinha. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. E saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
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