Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Para quem é de bom-dia,
damos bom-dia!
Para quem é de boa-noite,
damos boa-noite!
Para quem não é nem disso nem daquilo, damos a nossa compreensão generosa e afetiva.
A noite vai chegando, o vazio tomando conta e a mente ficando agitada. Quando olho o relógio percebo que me perdi em meio aos meus pensamentos, olho pela janela e o sol está nascendo.
Mais uma noite sem dormir e tendo que sorrir e transparecer ao mundo que estou bem. Mas na verdade estou quebrado. E o pior é que eu não sei como colar os pedaços, fechar as trincas. Minha essência se esvaiu, minha alegria se foi.
Nada mais importa, eu apenas sobrevivo.
No silêncio profundo da noite escura, tudo é densidade e ausência. Cai a noite cortante, como uma faca a cortar amenidades. Eu no meu quarto sou apenas um instrumento da noite que pode ser música ou ruído. Quando olho sua imagem em um retrato, penso quão longe estamos um do outro. É inútil insistir. O tempo nos distanciou como a noite e o dia, que se encontram fuzgamente na aurora e no crepúsculo. Já não cabe questionar quem errou. Não há erros. A natureza cumpre seu ciclo. E o nosso destino é estar separados. Isso me dói, mas me impele a aceitar os fatos como os fatos são. Com tantas pessoas no mundo, porque o universo ia querer nossas mãos entrelaçadas? Recolho-me a minha condição humana. Eu posso querer o que quero, mas não posso ter o que quero. Isso me impele a uma aceitação dolorosa dos limites do eu. Fico com a lembrança terna do teu ser tão grave. Na sua gravidade encontro respostas para o meu silêncio. Agrada-me mais a sua seriedade do que o seu sorriso, porque em seu rosto sério encontro contrastes e inquietações. Mas você para mim é lembrança em palavras. E ainda assim me alimento do ser que um dia amei. Falar de amor é sempre um solo delicado, dividido entre a prosa e a poesia. A prosa fria, desmistificada. E a poesia buscando o cadenciar de palavras que exprimem verdade. Eu não ia falar de amor. Falaria sobre o universo e suas complexidades. Mas me vi mortalmente terrena, e o peito é a ausência do seu. A eterna incompletude. O amor idealizado encontra sempre as melhores palavras. Tem uma potência maior que o amor concretizado. Ao concretizar, somos humanos demais para manter a chama. Mas digo isso ao meu coração, e ele se nega a aceitar a verdade. Ele quer você aqui presente, seus pelos e sua pele. Seu jeito sério que me faz querer decifrar o que tanto te cala. É um poema de amor. E o amor flerta sempre com o ridículo. E é ridículo amar uma imagem que nunca mais verei. Mas o amor tem esse talento inato de desconhecer fronteiras. É noite e pesa em meu ser essa ausência. E te amo, sem nada esperar.
VÉU DA NOITE
.
Na noite envolta em véus, de trevas e luar,
Onde estrelas cintilam, em lágrimas a brilhar,
As ondas murmuram segredos de além-mar,
Em sombras dançantes, a alma a sussurrar.
O horizonte distante, em brilho espectral,
Reflete os mistérios de um mundo infernal,
Onde o vento frio carrega um lamento fatal,
De amores perdidos, num eco irreal.
As nuvens velam a lua, num manto de dor,
Que ilumina a praia, um palco de horror,
Onde as pedras, quais sentinelas do terror,
Guardam memórias de um antigo clamor.
.
As palavras vêm a me secar,
O fruto da mente a se encerar.
Vazio é a noite sem fim,
Dias distantes, flor do jardim.
Lições que temos nesse viver,
Ladrilhos na jornada têm que ter.
Safira
Lua, como ela voa,
Sempre delicada, a noite
É toda sua, toda tua.
Ela, com cores de seu cabelo.
Na rua, a lua nua,
Como colírio para os seus olhos lindos.
Tanta beleza, a natureza
Refletindo nos seus olhos, rindo.
Tanta beleza, indiscreta,
Inquieta de tanto beijar,
Se desmontou de tanto imaginar o nosso amor.
Hoje a lua, ela canoa,
Inesperada de tanto desejo.
E no seu beijo, safira, eu te digo:
De tanto que eu penso em ti,
Plena, Taíssa, como é a vida
De tantos cantos roucos
E de beijos loucos,
Se tanta falta me faz.
Safira
Safira
Safira...
Ofício Solar
A noite é fria, e o frio fustiga o vão
Onde o coração, sem eco, jaz no chão:
Um cálix sem licor, um braseiro apagado,
Um árido silêncio, desolado.
Mas eis que a pálida aurora, em seu labor,
Fende a mortalha do noturno horror.
O Sol — cíclope eterno, forja em chamas —
Tecendo o dia com douradas tramas.
Não mero fulgor que apenas vela a dor,
Mas alquimia sutil, um ato maior:
Transmuta o gelo em seiva, o vazio em vaso,
Onde a esperança, planta de tenro laço,
Desabrocha — não em júbilo feroz,
Mas em quieta alegria, como a voz
Da fonte que retorna ao seu leito antigo,
Da estrela que persiste no perigo.
Nasce o dia. Não como um grito vão,
Mas como o lume que a razão acende
Na escuridão. É o gesto que desfende
A vida do seu próprio abandono:
O sol, Vênus, a alba... É o eterno dom
De um novo tempo, um compassado som
Que diz: Em ti, a luz se refaz agora."
E o coração — vaso, crisol, forja ignora
O frio da memória, e aprende, enfim,
O ofício de ser luz, de ser jardim...
Ao amanhecer o dia espero a noite ardente Que queima a alma
Na noite me torno luz estroboscópica
Me encontro em fogo que queima os ossos
À noite me viro, reviro, retorno.
Na noite vejo toda a verdade incandescida que no dia se oculta
Tudo fica no seu devido lugar
Olhares refutados, sorrisos amarelados, sonâmbulos falantes.
Somos apenas acidentes esperando acontecer
A noite cala, chora, lamuria! Dançando no ritmo dos inconsolados
Subsisto nas noites mais escuras
No dia sem luz espero a fragilidade das impossibilidades
A grande noite, dobravam as suas delicias ao sentar, exagero que me encantava
Cabelos crespos, mas era liso o seu toque ao lele!
Algodão sinfônico que tocará aos meus ouvidos
Sua voz se intrica na batida formando canção poética
Sambava sobre os racistas, era metódica aos seus próprios deveres
A quem tivesse medo de dar ordens, aquela mulher era sua própria lei, seu próprio chão
Firmeza a todos que seguravam a honestidade na mão!
Dei um punhado da felicidade que um dia tive, ela sorriu e disse até mais tarde seu João
Que menina danada zé! Sobrou-me só os versos, que descreviam todas as poesias já compostas naquele esplendoroso corpo poético.
Que a boa noite seja abençoada pelo Senhor Jesus Cristo, iluminada pelas estrelas Marte e serena como os anjos da guarda. Que os planetas Júpiter e Saturno protejam sua madrugada e que a esperança e a paz de Deus estejam sobre todos nós, brasileiros de Marcos Escrita. Que todos tenham uma ótima noite!
Uma noite não seria suficiente para mudar o seu sorriso, minha mulher. Você vale mais do que ouro, sentimento. Seu sorriso brasileiro ilumina meu coração, e na Praça da Mulher seu sentimento não pode ser definido em uma noite. Por isso, eu te mostrarei o futuro nas estrelas, e você verá o quanto você é especial.
Mulher, mil palavras não conseguiriam capturar a profundidade da sua beleza, tanto interior quanto exterior. Você é tão mais do que a sua aparência, tão mais do que a sua superfície. Você tem uma profundidade que vai além de qualquer descrição, e é isso que torna você tão especial.
Marcos é um renomado escritor brasileiro conhecido por suas obras românticas. Suas histórias são cheias de emoção e suas palavras costumam tocar profundamente o coração de seus leitores. Seus livros, que tratam de temas como o amor, o desejo, a esperança e a felicidade, são extremamente populares e estão disponíveis em português, inglês e espanhol. Além disso, Marcos ganhou inúmeros prêmios nacionais e internacionais por suas obras, reforçando ainda mais a sua reputação de romancista brasileiro de renome.
A calmaria dessa linda noite, vem aquietando os ânimos e embalando os sonhos, sob o manto azul pontilhado de brilhantes, gentilmente cedido pelo Criador de todas as galáxias.
Madrugadas a fio
Sentindo a tua falta
O vento congelante da noite
A solidão de um único travesseiro
A pequenez de uma só cama
Já não sei mais quantas são as faltas
As piadas, as risadas, as brincadeiras, as loucuras, as aventuras, os beijos, os carinhos, sua mão em minha face, as perguntas na madrugada, as respostas inconscientes e tão sinceras, os "eu te amo", os "eu gosto de você", nossas faces no espelho
São 02:41 da madrugada e escorrem lágrimas da minha face enquanto escrevo esse trecho.
O Soneto de Jaci
No jardim da paixão, tu floresces,
Seus olhos, estrelas que brilham à noite,
Seu sorriso, doce mel que me aquece,
Em seu abraço, o mundo se faz perfeito.
És musa dos meus versos ardentes,
Teço rimas e sonhos em teu nome,
Cada sílaba é um beijo que me mente,
E a poesia flui como um rio sem fome.
Nossos corações, entrelaçados na dança,
Como folhas ao vento, girando sem fim,
E nas noites serenas, sob a lua que avança,
Tu és a inspiração que me faz assim.
Que este soneto alcance teu coração,
E que nosso amor floresça em perfeição.
Vamos Celebrar
Hoje é noite de alegria
Vamos todos celebrar
O nascimento de Jesus
Vamos juntos comemorar,
Todas as pedras do Caminho ,
um dia ele retirou ,
Deixando livre a tua estrada
Como prova de amor ,
É natal é alegria
mais um ano se passou ,
Más tuas palavras não passam ,
E tua historia ficou .
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