Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

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EU ESTOU AQUI

Depois que a gente vive um bocadinho de vida, a gente percebe o quanto a gente gosta de complicar as coisas, do quanto tudo é muito mais amor do que parecia ser.
Agora, vendo o sol indo embora mais uma vez, aqui dentro de mim nasce aquela certeza de que todo fim de tarde vai voltar amanhã, que tudo pode ser muito melhor e muito mais bonito. Que todo aquele sonho que eu sonhei por tanto tempo e que desapareceu em minutos, transformou-se numa realidade muito mais encantadora e plena.
É estranho demais as voltas que o mundo dá.
Aqui da janela do apartamento, eu posso ver aquela montanha que tem forma de “gente”. Os olhos, o nariz, o resto do corpo. O sol batendo no prédio do fórum, a vida passando bem na frente dos meus olhos.
Eu estive pensando em tudo o que vivi, em tão pouco tempo tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou. Toda aquela responsabilidade de fazer as pessoas que eu amava sentirem-se bem desapareceu, foi como se um peso saísse dos meus ombros. Eu confesso que eu quis carregar tudo isso, que eu quis ser útil demais, quis demonstrar demais... Mas, como sempre, eu também preciso cuidar de mim e de quem sempre esteve tão perto e eu nunca dava atenção. Com a vida, a gente também aprende que não dá pra agradar todo mundo, pra ser porto seguro de todo mundo, pra ser melhor amigo de todo mundo. Existe um mundo inteiro precisando de um melhor amigo, seria injusto demais da minha parte...
Também, a gente aprende que, uma hora ou outra, alguém tem que sair do trem, alguém vai desembarcar, parar em alguma estação esperando outro trem pra poder seguir viagem... Isso é inevitável.
Eu preciso cuidar, preciso amar um pouco, me permitir viver além do que os livros permitem. Me permitir pensar um pouco mais em tudo, viver um pouco mais intenso, brincar um pouco mais pra risada ser mais longa. Sair de toda aquela prisão que me fazia ter a falsa impressão que eu tinha asas, que eu podia voar, sem saber que meus pés estavam presos a correntes.
Somente. Algum mal nisso?
Eu não tenho escrito com tanta freqüência (eu sei que não tem mais trema, mas o maldito Word teima em colocar), confesso que andei desanimada, sem vontade, pensativa demais e confusa o suficiente para não saber nem por onde começar a escrever.
Mas, desde que me decidi a pensar em mim e no que me faz bem, eu me inspirei novamente (pro desespero de todos).
Viva a vida, ao amor, a paz, e tudo que sempre me fez sorrir!
...
Prestei atenção no detalhe daquele ser humano. Nunca trocamos mais que três palavras, mas é incrível como eu posso ler em ser olhar a vontade imensa que ele tem de sair, de fugir de si mesmo.
Não adianta. Os olhos me dizem o que a alma sente. Não, não estou me achando uma MUTANTE, mas tenho coração para ver a alma pelos olhos de quem olha. E, aqueles olhos me diziam que aquela alma precisava chorar, precisava fugir, ir embora... Eu ajudei como eu pude. Confesso que não fiz o que qualquer pessoa faria, posso até ser sido dura demais, chata demais, mas fui sincera, falei exatamente como eu estava vendo. Foi bom te acolher nos meus braços, te emprestar o ombro pra você chorar um pouco e, mesmo depois de você tentar negar tudo o que eu dizia, acabou afirmando, em silêncio, que eu estava certa. Que aquele coração que pulsava perto de mim estava cansado de amar errado, estava cansado de procurar algo que preenchesse alguma coisa que nunca te pertenceu mas que sempre te fez falta. Eu sabia, desde que te encontrei atravessando a rua cabisbaixo, que você estava cansado demais de andar, viajar, e sempre sentir-se um estrangeiro. Estava cansado de procurar um porto pra atracar e passar um bom tempo ali, em segurança, sem as tempestades que a vida te coloca, apenas com o balanço do mar que traz um profundo sono pra esquecer todas as maldades que as ironias te causaram. Eu pude sentir o seu desespero em ter que demolir mais uma fantasia que construíram na sua cabeça, mais uma vez te enganaram.
Depois de tanta conversa, aquela coisa podre, úmida, aberta, que te machucava demais, ficou seca, jogada em algum canto aí dentro de você, à espera do vento forte pra levá-la pra bem longe, bem longe das suas lembranças.
Eu me senti bem ao saber que ainda resta dentro de você um pouco de esperança, e que depois de tanto te ouvir, sentir em cada palavra sua aquela paz que te faltava e que você a teve nessa tarde.
Eu já me senti assim, como te disse. Me senti impossibilitada de expressar o que eu queria, o que eu sentia, o que eu amava. Mas essa esperança estranha que te invadiu hoje à tarde, era a minha força e a única certeza que eu tinha de viver momento bem melhores.
Também andei assim, perdida. Já andei como você, olhando para os lados, para os prédios, e tentando encontrar entre toda essa civilização, algum espaço no céu para eu me sentir um pouco mais eu.
Mas, eu tenho certeza que você vai descobrir que pode me ligar às seis da manhã só pra gente correr ali na Beira-mar e ver o sol chegando, mais uma vez, praquela esperança nos visitar de novo e nos fazer sorrir.
Eu li esses dias que a ferida não se mede pelo tamanho da cicatriz, mas pela dor que causou. Aquele foi a minha maior ferida, a pior dor. Mas, passou. Isso é bom, não é?
Depois de toda essa sua filosofia clichê e errante, a gente descobriu juntos que o que você mais queria era ser feliz, somente! E, você vai ser.
A vida sempre nos reserva uma caixinha de felicidade em algum canto da estrada... Acredite!
Um dia desses, uma pessoa me disse que eu sempre falo besteiras, que vivi pouco demais pra falar tudo isso que digo saber. Fiquei em silêncio. Mexeu comigo, me fez pensar. Mas, eu pensei...
Sou a pessoa mais feliz desse mundo por saber tanto com tão pouca vivência. Pode ser que daqui a alguns anos tudo isso mude, eu passe a acreditar em outras coisas, passe a viver um pouco mais além... Mas, o que importa, é que mesmo você dizendo que falo besteiras, você se importou e se comoveu com todas as verdades que eu disse. E mesmo negando, isso te fez pensar, te fez querer mudar e, mais cedo ou mais tarde, vai te fazer viver mais dignamente. Acredite! Você não sabe dar nomes as tuas emoções, cresceu perto de quem te queria como todo mundo, mas esqueceu de crescer pra você mesmo, pro seu bem.
Você fica aí procurando alguma coisa que nunca esteve, não está nem nunca estará aí.
Eu estou aqui

Eu sei que não morrer, nem sempre é viver.

Conceição Evaristo
Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas, 2014.

Eu sei o quanto são difíceis as suas lutas diárias.
Sei o quanto é cansativo dar conta de tudo sempre.
Mas sei o quanto é capaz...
Mesmo que não saiba.

Eu nunca fui de demonstrar meus sentimentos. Isso nunca foi meu forte, relacionamentos. Sempre fui confusa e desastrada nesse requisito. Se um dia eu tivesse uma prova sobre o assunto, eu seria reprovada sem antes começar. Quando, envolve sentimentos, eu fico mais boba do que eu sou. Não sei falar, agir, demonstrar; mas não significa que eu não sinta. Pode apostar, eu sinto. Tudo. O pior é que quando há sentimentos evolvidos, eu viro uma bagunça gigantesca. Um verdadeiro furacão surge em mim, porque tudo transborda e eu não consigo evitar. Eu sempre vou sentir, mas nunca vou saber como te explicar isso.

E eu serei forte, mesmo se tudo der errado mais uma vez.

Nada nem ninguem pode me ajudar quando apenas eu sei o que estou sentindo por dentro.

Quando eu consegui sair de mim, passear por ai...fugir sem saber para onde ir...então assim, serei eu sem mim...

Quando eu escrevo, eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente, não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possível.

Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja um unicórnio, salamandra, elfo, sereia ou ogro. Eles não dividem seus hábitos. Ninguém é capaz de compreender um dragão. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro) sempre batem a cauda três vezes, como se estivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja a sua maneira desajeitada de dizer: que seja doce.

Eu quero menos desse apego pelo que não me pertence.

Se lágrimas não são desculpa, como disse Machado, gritos não são solução, digo eu!

Enquanto eu estiver argumentando, está tranquilo.
Quando eu me calar, esqueça.

Eu sei que o seu mundo girou só pra me encontrar

Sonhar com você

De longe eu te vejo,
De perto te desejo,
De manhã te dou um beijo,
De tarde te dou carinho,
A noite eu quero a cama pra nós dois ficarmos sozinhos.

Qual a diferença da hora e do tempo,
Se a cada momento eu só penso em você,
Olho para o céu vejo passarinhos,
Que quando sozinho quero estar com você,
Pegar tua mão dizer coisas lindas e belas,
Que da minha janela eu quero te ver,
Quando chega a noite eu só penso em coisa,
Em sonhar com você.

Duas vezes nossos olhos se fitam, e eu tenho que afastar o meu para longe de seu olhar nublado.

Talvez, quando eu achar que não preciso mais de ti, tu venhas me amar
Talvez, quando a vida me mostrar o caminho certo a seguir, tu venhas parar pra me olhar
Talvez, quando o mundo girar tanto que eu ficarei cansada de esperar por ti, tu venhas pensar em mim
Talvez, quando os dias passarem tanto que eu vá embora pra sempre, tu venhas me pedir pra ficar
Talvez, quando um amor novo me chegue ao coração, tu venhas perceber que me ama
Talvez, quando eu deixar de fazer tudo o que tu quer, tu venhas perceber que precisa de mim
Talvez, quando na chuva tu estiveres sozinho na chuva e com frio, tu venhas perceber que precisa do meu calor pra te aquecer.
Porque é assim que estou hoje:Sozinha na chuva e com frio.Enquanto tu te divertes com tuas ilusões, eu fico aqui, a te esperar.Mas cuidado, no dia que tu perceberes que de mim precisa, TALVEZ seja tarde demais.

⁠Sempre será eu por mim, independentemente de qualquer situação. Temos nossos amigos e nossa família, mas,, no final, estamos sempre por conta própria.

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

José Saramago
Os Poemas Possíveis

Isso é mais informação do que eu precisava.

Eu realmente não consigo idealizar alguém apaixonado por mim. Eu não consigo imaginar alguém pensando em mim antes de dormir, ou contando para os seus amigos sobre mim com um sorriso bobo. Eu não consigo imaginar ninguém nas nuvens porque eu disse um “oi” ou qualquer coisa assim. Não consigo imaginar alguém sorrindo para a tela do computador quando a gente está conversando. Sei lá, só não consigo.