Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Quanto tempo leva
Pra tocar a noite
Que descansa em seus cabelos
Fazendo despertar
Uma constelação de sorrisos
Em seu rosto?
A lua inquieta observa os raios de sol,
purificada das dores minguantes
aguarda o reino da natureza que leve e sutil, revela sua aptidão;
ligar os contraditórios.
O romantismo quebrado, a solidão embriagada e uma estética suja e bonita de quem já viu o amor morrer dentro de um quarto de hotel e ainda assim tentou escrever poesia com o corpo todo doendo.
Que nesta ultima noite
de Outono, Deus te guarde.
Que ele te proteja de todo mal.
Que leve embora as incertezas
e fortaleça a sua fé.
Que te faça descansar
com esperança para a próxima estação
que vai chegar.
Bebo vinho somente em ocasiões especiais.
...
Bebo vinho todas as noites, pois cada dia vivido é especial!
O Anoitecer está chegando, talvez você encerrou o seu dia, mas lamentavelmente alguma coisa não saiu como planejado, ops não se desespere,um novo dia se aproxima; vamos , levante sua cabeça e continue a lutar.
cicatrizes da noite.
Maldita lua, que em mim faz despertar,
A solidão profunda que insiste em ficar.
Na bruma densa da mente a vagar,
Nos olhos vastos, um mar a chorar.
Mas, apesar disso, admiro teu brilho,
Teu claro aviso em meio ao meu trilho.
Sussurras que essa dor nunca vai ceder,
Um ciclo eterno difícil de vencer.
Carrego as cicatrizes de um tempo que não volta,
Memórias que sussurram nas sombras do meu ser.
A dor do ontem se entrelaça à vida que me assolta,
E no presente, ainda busco forças para renascer.
Oh lua, testemunha de meus segredos,
Guarda em ti a dor que não se desfaz.
E quando a madrugada me traz seus enredos,
Teu brilho é a luz que não me traz paz
E o sol conduz...
Eterno nos envolva na sua claridade, faça-nos fortes, plenos de fé, hoje para um novo amanhecer.
A noite vem vindo
vejo você sorrindo...
de mãos dadas
com o destino,
vá seguindo e sempre
acreditando no Divino!
Encantou-se
com seu sorriso
e se apaixonou
por seu olhar.
Sob a luz
daquela linda lua,
se encontraram
e deixaram a noite
mais iluminada
e ardente!
Orvalho
Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.
Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.
Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.
Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.
Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.
Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.
Êxodo Faunal
Os vagalumes se apagaram de tanto iluminar o nada.
Deixaram no ar uma saudade de lampejo,
como se a noite agora fosse menos noite.
Antes, ao escurecer, acendiam luminares.
As abelhas,
desistiram de suas casas de mel,
escravizadas em nome do capital e do progresso.
Talvez tenham cansado de voar entre o barulho,
as flores e suas celas de cimento.
As borboletas,
flores flutuantes,
que nunca gostaram de despedidas,
foram embora sem alarde.
Levaram consigo a leveza do mundo,
deixando só o peso e a cor opaca da nossa pressa.
A gente, bicho grande,
ficou sem esses pequenos.
E agora, o que fazemos?
Apenas aprendemos o inútil.
A cidade cresce,
mas encolhemos por dentro -
sem o zunido, sem o lampejo, sem o voo.
Medo
Medo da chuva,
Medo da curva
Medo da água turva.
Medo da estrada,
Medo da escada
Medo da voz calada.
Medo do dia,
Medo da pia
Medo da noite que esfria.
Medo da dor,
Medo do amor
Medo do coração que guarda rancor.
Uma estrela entre as árvores brilha,
Um luar entre as nuvens espia,
A noite me inspira.
Meu amor bem vindo,
De coração bem lindo,
Sufoca-me no calor infindo.
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