Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

Cerca de 293991 frases e pensamentos: Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

- Eu amo a minha loucura!
É essa minha vontade e coragem de fazer o que me alegra que me satisfaz!
Bendito sejam os loucos! Aqueles conscientes, que se responsabilizam por seus atos,
e não tem vergonha de mostrar quem realmente são.
Porque essa vida é curta, e perder tempo é vão.

Pra essa pressa de ser,
Pra essa pressa de ter,
Pra essa exigência de crer:
Eu tenho uma vida inteira pra isso.

Essa dona é uma flor mais linda do jardim, demoro pode vir que hoje eu tô "facim". Não brinca comigo, amor, não faz assim, meu sonho é ter você toda só pra mim.

Essa é a nossa triste realidade no mundo em que vivemos.
Queria eu todos os dias poder falar de amor, de amizade e poesia...
Mas, nem sempre a vida é assim.
Existe a maldade, a traição e a falsidade.
Infelizmente, em nosso caminho, encontramos pessoas assim, que um dia fala de mim pra você e no outro, de você pra mim.
E nós vamos nos acostumando a viver dessa maneira, "não aceitando", mas aprendendo a separar quem em nossa vida vale a pena ficar, e quem devemos ignorar.


19/09/2018

Medo da Eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.

- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.

- Não acaba nunca, e pronto.

Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.

Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.

- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.

Perder a eternidade? Nunca.

O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

- Acabou-se o docinho. E agora?

- Agora mastigue para sempre.

Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.

Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Mas esta não é a eternidade, é a danação.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Inserida por natxalinha

⁠A noite está acabando . Disse eu a meu coração já é tarde amanhã a gente começa de novo essa busca, quem sabe em uma curva qualquer da vida a encontramos. Sei que á em mim um desconhecimento completo de por onde anda essa tal felicidade. Cenas, fatos e pessoas. Momentos de um passado distante, ainda presente me conduz a turbilhão de pensamentos Tristonho. O céu não está totalmente negro
Carrega em si, nuvens cinzentas
embaçadas tudo esta deserto, a noite está vazia. A lua linda se apresenta sorrateira e diz meu amigo saiba que ; Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la. Boa noite.

Querido Deus, obrigado
por mais um dia
abençoa a nossa noite
e nos livra de todo mal...
Amém...

Até logo, até mais ver, bon voyage, arrivederci, até mais, adeus, boa viagem, vá em paz, que a porta bata onde o sol não bate, não volte mais aqui, hasta la vista, baby, escafeda-se e saia logo.

Desde o momento em que te vi jurei que não respiraria até saber seu nome.

O amor não exige que você seja extraordinário.

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo
O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.

Às vezes só ouvimos falar de ódio, mas há mais amor neste mundo do que você poderia imaginar.

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo
O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.

Não quero me casar só por casar. Não consigo pensar em solidão maior do que passar o restante da minha vida com alguém com quem não possa conversar ou, pior, com quem não possa ficar em silêncio.

– Qual é a coisa mais corajosa que você já disse?
– Socorro.

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo
O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.

Pelo fato de ter sempre o mesmo nome, os mesmos olhos e o mesmo nariz, não quer dizer que eu seja sempre a mesma mulher.

Nem todo mundo que chega na sua vida, vem com a intenção de ficar. Da mesma forma, que nem todos os que se foram, queriam partir.

O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade.

E o riso dela? Era algo absolutamente dominador. Ninguém tinha a menor chance diante dele.

Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.

Nós precisamos ser tocados por quem amamos quase tanto quanto precisamos do ar que respiramos.