Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Eu vivo a vida com uma parte de mim que não deseja sucumbir, é a consciência que reluta em não ser eterna, afinal para onde irão todos esse nossos pensamentos?
Ei-los aqui para sempre, sendo eu, ponte de outros tantos pensamentos, chegam a ti em uma pequena parte do que fomos nós, seguem contigo e partem para adiante daquilo que podemos ser em outro ser.
É terno o quão ciente.
E fácil desistir? Não me venha com essa! Não tem nada fácil em desistir! Você acha que eu não estou fazendo nada, que não estou pensando sobre nada, me tirando de tudo o que for possível e deixando tudo de lado! E que foi só isso que me fez desistir?! Não foi nada fácil desistir. Era mais fácil eu acreditar que havia algo que eu podia fazer! Mas não há nada que eu possa fazer.... Não tem jeito algum! Todos os caminhos me levam a desistir de tudo! Se eu pudesse fazer algo, eu faria... Eu faria!
(Subaru Natsuki)
Quando eu era pequena, meu primo pegou uma rolinha machucada e levou pra casa pra cuidar. Ele sabia que eu era apaixonada por animais, e me mostrou assim que chegou em casa.
Nós colocamos ela na gaiola até ela se recuperar.
No dia seguinte ela morreu enforcada tentando sair da gaiola.
Ela se matou tentando se libertar.
Não se prende um pássaro que conhece a liberdade, imagina um povo inteiro.
Quando o filme da sua vida passar, vai ser um curta, meia ou longa metragem?
Eu espero que se não for um longa, que seja digno de um oscar.
Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.
—
Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.
—
Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.
—
Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.
—
Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.
Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.
Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.
O tempo foi passando e eu não me atentei da importância daquilo que não aprendi.
Com a brevidade da vida, passou…
Passou a oportunidade de leveza para a grandeza, fazendo se achegar a tristeza pela falta de beleza no agir, no vestir, no me comportar como a mulher que tem amor no peito, mas é sem jeito.
O tempo consolida padrões difíceis de desfazer. Trazendo dificuldades, em razão da deselegância consoante com o rude jeito do ser que a máscara usada por muito tempo deixou como cicatriz em raiz profunda.
Como reprimir a avalanche de sensações e emoções que me tomam o ser?
Se mesmo que eu tente sufocar isto em mim transborda.
A emanação de sentimentos que me toma a alma e se esvai corpo afora, como banho demorado de água morna?
Como calar o sentimento que estava aprisionado e encontrou vazão para ecoar?
Silenciar o grito de alegria que teimosamente se faz som audível a quem me encontrar?
Como não transbordar amor se o sorriso não se apaga de mim?
São tantos por quês, que desisto de perguntar e responder, quero apenas me deixar ficar, para apenas ser…
Eu sou dessas que amam sem economizar. Leonina de alma quente, de coração que se entrega inteiro, de mãos estendidas e olhos cheios de promessas. Quando amo, faço do outro um reino e, dentro de mim, acendo fogueiras que não sabem arder pela metade.
E então…
Você surgiu, trazendo esperança. Não a esperança ingênua de quem sonha sozinha, mas aquela que nasce quando um homem olha uma mulher nos olhos e a faz acreditar que vale a pena permanecer, tentar e florescer.
Você me deu a coragem de imaginar um amanhã. E eu, sendo quem sou, transformei pequenos gestos em constelações, palavras em abrigo e possibilidades em eternidade.
Porque eu amo assim: intensa. Não sei amar em doses pequenas. Meu coração não conhece o raso. Sou tempestade e sol, coragem e entrega. Sou leonina. Carrego a mania bonita de acreditar, de proteger, de oferecer o melhor de mim.
E é justamente por isso que a esperança que um homem desperta em mim se torna tão poderosa. Ela não encontra apenas uma mulher; encontra um universo inteiro, pronto para amar, cuidar e fazer do sentimento uma obra grandiosa.
Sou feita de intensidade. E quando me dão esperança, eu a transformo em amor — daquele amor que ilumina, aquece e se oferece por inteiro, sem medo de ser imenso.
Não vale a pena insistir por ninguém. Por mais que eu possa ter insistido na pessoa errada, a verdade é que não devemos insistir em ninguém, independentemente de ser a pessoa certa ou não!
Eu acredito no amor de verdade, no amor que dura pra sempre, em alma gêmea. A gente só fala de coisas bobas e divertidas, então você nem imagina isso.
Mas eu acredito sim. Sempre penso que pode dar certo, que dessa vez é diferente. Talvez por isso eu me decepcionei tanto.
"Olha que legal: fui atrás do amor e ele já estava aqui. Fui tentar ser feliz e já fiquei feliz sem saber."
Felicidade Coisa de Gente...
Alexandre Sefardi
Eu Queria Não Ter Te Conhecido
Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:
"Eu queria nunca ter te conhecido."
Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.
Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.
Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.
O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.
Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.
Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.
E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.
Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.
Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.
Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.
Vieram para ensinar.
E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.
morte morte
eu não te darei este gostinho de ceifar minha vida
antes que busque em mim o seu prazer
eu abrirei mão desta que só me trouxe noites e tempestades
farei assim
E minha melhor
a minha melhor amiga a solidão
será minha testemunha
o meu último ato como libertação
não morte
não se ira de mim com teu ódio
mas veja minha absolvição como o teu auxílio
eu vivi para conhecer a vida dos vivos e desejo não viver a mais como prisão pois se viver entre os sorrisos pouco duradouro que se encharcam nas lágrimas das Noites e dias
e ver o tempo passar de felicidades que só antecipam a tristeza
então morte
Oh morte
deixe-me partir do meu jeito sem me despedir
O amor
Bom como alguém que tá sempre postando sobre o amor
Eu posso resumir dizendo que
O amor não precisa ter uma explicação
Simplesmente acontece
Mas, só com quem deseja amar de verdade.
Durante muitos anos eu passei pelas mesmas portas que abrigaram e me dei conta que com o tempo
Elas se desgastaram rangindo as velhas e desgastadas dobradiças
Algumas arriadas raspava o piso criando uma marca no chão de tacos uma circunferência mas eram as mesmas portas que me abrigaram por anos que eu vivi a porta de entrada e saída
A porta de quartos hoje vazios
Onde em alguns ficam entalhados meus escritos algumas das minhas arte sem valor algum esquecidos metendo a porta fechada já me esqueci de lembrá-las
As portas envelheceram envelheceu também a casa
Eu envelheci
E um dia as portas serão substituídas
Por portas novas
E a casa reformada
E eu
Eu provavelmente não estarei aqui mais
Nem minhas obras
Talvez algo do que vivi escrevi seja lembrado
E as portas só existirão nas fotos antigas de momentos importantes da velha casa
Onde entrei e saí pelas mesmas portas
Onde vivi...
Portas
Eu me sinto egoísta quando penso em mim
Então eu paro de pensar em mim por um momento e penso em você e
Eu percebo que você está pensando em mim...
Houve um tempo na minha vida em que eu era eu mesmo e tão feliz, mesmo com tantas adversidades e fatores que eu nem entendia as coisas de adulto.
Eu era feliz e podia sorrir, correr, cantar, pular, ser uma super-heroí — tudo o que eu queria ser, eu podia fazer sem me preocupar com mais nada.
Ao longo da vida, crescemos e amadurecemos, e tudo em que acreditávamos começa a desaparecer, e a magia se esvai com o sorriso que se perde pelo caminho.
E depois de tanto caminhar, como umo adulto maduro, sobrecarregado e cansado, olho no espelho e não resta nada daquele garotinho, vivo, livre e feliz, que podia voar.
Só cansaço e exaustão, cabelos grisalhos,
Rugas que aparecem.
Acho que meu verdadeiro eu se perdeu lá atrás, no caminho da vida...
Marcio Melo
