Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
O sonho
O sonho é algo que a gente quer viver
Mas a realidade é totalmente diferente
È triste, é complicado é fora de série
Sinto saudades de alguém, mas não sei quem
Queria poder beijar mas quem?
Queria abraçar e descaçar e amar! Mas que?
Talvez se soubesse o mundo depressa tirasse
E nem o via!
será que vai ser sempre assim?
POEMA PARA UM BOM DIA
Um novo dia vai se formando
É o raiar do sol num novo amanhecer
Que a gratidão e alegria estejam no comando
Pois é a vida nos convidando pra viver...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ACORDA CERRADO
Acorda cerradinho... É tudo já amanhecer
E os pássaros, cantam, podemos ouvi-los!
Desperta o teu sono, árido, a vida à viver!
Com teu diverso, seriemas já em seus trilos...
Acorda... Há sol no horizonte. Venha ver!
Eu te asseguro, já recolhidos os grilos
No dia alto, como variado dia há de ser
Em sua vastidão, e langores tranquilos
O vento está chiando no buriti da estrada
O vento redemoinhou-se chão a chão
Acorda cerradinho.... já é de madrugada
Só o teu silêncio... E não tão leves são
Já em arruaça as maritacas em retirada
Desenhando o alvorecer do teu sertão...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
05 de setembro, 2019
Cerrado goiano
Quintaneando
Soneto nostálgico
Solitário passei a falar com a solidão
A lua passou a me ver amanhecer
E o brilho do sol a me ver anoitecer
Então o repesar instalou no coração
Via a noite, as estrela e a escuridão
Na comitiva o ontem, hoje o porvir
Tentando comigo alvos para sentir
E nos cochichos nenhuma questão
As lágrimas não mais querem falar
Para que chorar, naquele momento
O vazio é quem veio em mim poetar
E neste total silêncio do pensamento
A viga do tempo e que veio escorar
A saudade, pois o fado é seguimento
Luciano Spagnol
AMANHECER (soneto)
O sol do cerrado, hoje nasceu no cantinho
da página do horizonte, e o vento friorento
opaco, a chiar na fresta, com olhar sedento
abraçando o dia e, brindado com remoinho
E no cantinho da pauta do céu, momento
dum novo alvorecer, engrunhado, mansinho
encimando o inverno no sertão torvelinho
num ritmo trêmulo, mas cheio de elemento
E o coração na janela d'alma observando
suspenso nos pensamentos, devaneando
enquanto o tempo tingia o olhar de magia
Neste amanhecer da vida de sol brando
que nasce ali no cantinho, dia formando
meus sonhos vão sonhando em romaria...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho – Cerrado goiano
Amanhece o cerrado goiano
Ah! Aurora no cerrado em sonata
Põe-se a sonorizar o amanhecer
Em doce tilintar em ouro e prata
Num delíquio de ventura e prazer
Bendito és este despertar de cores
Vai-se os devaneios nesta explosão
Mil "bravos “ressoam nos arredores
Em trínula volata pela pasma visão
Amanhece o cerrado goiano. Esplêndida canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Março de 2016, 05'42" - Cerrado goiano
AMANHECER
Abra a janela dos teus olhos,
preze a maravilha
do amanhecer.
É a vida renascendo, cantante,
bela,
No seu fugaz instante.
É preciso ir além, da cancela...
Acreditar,
tudo é constante,
quando existe o admirar...
Da dor faça um mirante
pra ver a alegria
contemplar.
Sorria! É mais um dia...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Ainda que haja noite no sentimento, vale a pena esperar o amanhecer no coração...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Se a Lua uiva na sua noite, silencie para que o Sol possa amanhecer...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Quando o sofrimento bater á sua pora é melhor abrir. Resistir ou negá-lo é apenas um jeito de fugir do que mais cedo ou mais tarde você tera que enfrentar.
Nós realmente somos magnéticos,nos atraímos mesmo sem perceber,soltamos faíscas quando muito perto,nossa química é perfeita,com o resultado certo,nós unidos...Seria perfeito,seria a resposta para a nossa equação.
Não e não! As uvas não estavam verdes, estavam no ponto, encheram minha boca d'água, muito me apetecia, porém a videira estava fincada à beira do precipício, se pulasse para pegá-las, eu me perderia.
As vezes é preciso se permitir desabar, para depois se reconstruir melhor e mais forte. Hoje eu me deixo desabar. Para que todo o horror ao qual fui submetida todos esses anos possam me abandonar, assim como os alicerces de uma casa a abandonam diante da enxurrada que chega sem aviso prévio, no meio da madrugada, acorda a todos ou simplesmente os carrega para debaixo dos escombros. Fui forte por muitos anos. Enquanto todos me viam como a pessoa forte e inabalável, eu morria a cada suspiro que eu segurava e depois o soltava devagarzinho para não chamar a atenção.
Hoje eu me permito desabar...
Se permita também, mas antes, certifique-se ser capaz de se levantar sozinho (a). Eu espero conseguir tbm.
