Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Se te amo, não sei!
Amar! se te amo, não sei.
Oiço aí pronunciar
Essa palavra de modo
Que não sei o que é amar.
Se amar é sonhar contigo,
Se é pensar, velando, em ti,
Se é ter-te n'alma presente
Todo esquecido de mim!
Se é cobiçar-te, querer-te
Como uma bênção dos céus
A ti somente na terra
Como lá em cima a Deus;
Se é dar a vida, o futuro,
Para dizer que te amei:
Amo; porém se te amo
Como oiço dizer, — não sei.
————
Sei que se um gênio bom me aparecesse
E tronos, glórias, ilusões floridas,
E os tesouros da terra me oferecesse
E as riquezas que o mar tem escondidas;
E do outro lado — a ti somente, — e o gozo
Efêmero e precário — e após a morte;
E me dissesse: "Escolhe" — oh! jubiloso,
Exclamara, senhor da minha sorte! —
Que tesouro na terra há i que a iguale?
Quero-a mil vezes, de joelhos — sim!
Bendita a vida que tal preço vale,
E que merece de acabar assim!
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Nota: Trecho do poema "A Lagartixa"
Amo você quando não é você
Parece aquelas notícias de jornal popular, mas merece uma página inteira na imprensa nobre. Escute só: um casal em crise estava, cada um, em segredo, trocando e-mails com um pretendente virtual. Ela querendo ver o marido pelas costas e total mente envolvida pelo cara com quem teclava todos os dias. E o marido querendo que a bruaca evaporasse para poder curtir a gata que conheceu num chat. Você certamente já matou a charada: cada um marcou um encontro às ganhas com seu amor clandestino e shazam: descobriram que estavam teclando um com o outro sem saber.
Ou seja, marido e mulher não se amavam mais, porém se apaixonaram um pelo outro pela internet, usando pseudônimos. Imagine a cena: você se arruma para um primeiro encontro com alta carga erótica e dá de cara com seu cônjuge. Eu iria rir da situação e tentaria reinvestir no casamento desgastado, dessa vez estabelecendo novos códigos, mas o casal em questão não teve senso de humor e pediu o divórcio, alegando que estavam sendo "traídos". Moralismo nessa hora?
Não é preciso teses nem seminários: este fato, isoladamente, consegue explicar e exemplificar o ponto frágil dos casamentos de longa duração. Todo ser humano é vaidoso - uns mais, outros menos - e essa vaidade se estende ao campo da sedução. Por mais que a gente ame a pessoa com quem casamos, a passagem do tempo reduz o feedback sexual. As transas podem até continuar prazerosas e relativamente assíduas, mas já não temos certeza se seríamos capazes de chamar a atenção de alguém que nada soubesse sobre nós, e esta é uma necessidade que não esmorece nunca: seguimos interessantes? seguimos atraentes? E a pergunta mais séria entre todas: depois de tanto tempo fundidos com um parceiro, sabemos ainda quem somos nós?
Sendo assim, ficamos suscetíveis a uma paquera. Pela internet, parece seguro, sem conseqüências, mas não impede que nos apaixonemos - nem tanto pelo outro, mas principalmente por nós mesmos. Recuperamos a adolescência perdida: nos tornamos novamente audazes, sedutores e jovens - paixão rejuvenesce mais que botox. É a chance para a gente se reinventar e ganhar uma sobrevida neste mausoléu de sentimentos chamado "estabilidade afetiva". Não, você não, que é de outra estirpe. Estou falando de gente comum.
Este casal pagou um mico, mas fez um alerta à humanidade: somos capazes de nos apaixonar por quem já fomos apaixonados, desde que esta pessoa se apresente a nós como uma novidade e nos dê também a chance de sermos quem a gente ainda não foi. Este marido, que em casa talvez fosse carrancudo e desleixado, revelou-se bem-humorado e empreendedor para sua nova "namorada". A esposa, que em casa talvez bocejasse pelos cantos, mostrou-se alegre e entusiasmada para o novo "namorado". Estavam o tempo inteiro conversando com quem conheciam há anos, mas, da forma que se apresentaram, desconheciam-se.
Já escrevi uma vez sobre este tema: a gente se apaixona para corrigir nosso passado. Agora fica claro que podemos corrigir nosso passado com os próprios protagonistas do nosso passado, desde que eles nos enxerguem com olhos mais curiosos, com um coração mais disposto e que acenem com um novo futuro.
Nem tudo que busco
é flor,
Nem tudo que encontro
luz;
Nem tudo que amo
é céu,
Nem tudo que crio
cor;
Nem tudo que crio
é busca,
mas tudo que busco amor...
Então não o ama mais? - Amo. Só guardei isso num cofre. E tranquei. E esqueci a senha. Não porque quis. Foi preciso.
Que te dizer? Que te amo (...) que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco.
Gosto de Comunicação e Filosofia. Amo muito os dois. Adoro relacioná-los, estabelecer insights que nenhum outro comunicador ponderou. É um amor visceral que já me custou bons empregos em escolas de comunicação que idolatram técnicos americanos e condenam qualquer tipo de reflexão crítica. Tornar-se um reprodutor acéfalo de discursos vindos de além-mar é o componente indispensável na formação da elite brasileira. Um amor platônico por aquilo que vem do norte do planeta e não do que pode ser feito aqui.
Amor por Filosofia, amor por Comunicação, amor por estrangeiros. Amor, amor e amor. Amar é tudo de bom. Não só por ele mesmo. Mas porque torna tudo mais interessante. Assim, se alguém preferir falar de futebol, de política ou de dinheiro é porque os ama.
Por isso escrevo e falo sobre o assunto. Mas a que afeto corresponde esta palavra tão recorrente?
Amor pode ser desejo. Quando estamos apaixonados. Gostaríamos que a vítima da nossa paixão permanecesse ao nosso lado todo o tempo. Como não dá, pensamos nela sem parar. Amamos o que desejamos, quando desejamos, enquanto desejarmos. E podemos desejar quase tudo. Desde uma pessoa até uma groselha bem gelada. Para desejar, basta não ter. Sempre que desejamos, é porque algo nos falta. Desejamos o que não temos, o que não somos, o que não podemos fazer. Assim, o desejo é sempre pelo que faz falta. E o amor, também.
Claro que você se deu conta das consequências deste entendimento. Ou você ama e deseja o que não tem, ou tem, mas aí, sem desejo, sem amor. Paradoxo platônico da existência. Ora, se a felicidade para você e para mim implica ter o que se quer ter, então, o amor não será feliz nunca. Aragon é poeta. Não há amor feliz para ele. Eu sou professor de Ética na Comunicação, ou seja, um pobre desgraçado na definição afetiva daquele filósofo e do Estado que me paga.
Mas Platão e seus tristes seguidores não têm sempre razão. Porque amor pode ser também alegria. É o que nos propõe Aristóteles, seu mais conhecido aluno. E alegria é diferente de desejo. Porque sempre acontece no encontro, na presença. O mundo alegra quando está bem diante de você. Não é como o objeto do desejo, confinado nos seus devaneios. O amor aristotélico é pelo mundo como ele é. Não pelo mundo como gostaríamos que fosse.
E você, andando na rua, declara sem medo de errar: gostei mais desta mulher do que gosto da minha. Afeto carnal. Inclinação erótica. Tesão. Eu prefiro um amor na alegria pelo que tenho do que no desejo pela mulher de capital estético exuberante e apetecível que me falta. Eu, no seu lugar caro leitor, teria cautela. Porque se seu cônjuge for adepto da mesma concepção, amará sempre o que encontrar. Na mais estrita presença. E aí, de duas uma. Ou você ocupa todos os seus espaços e se torna onipresente para ele, ou ele te amará só de vez em quando. Nos instantes de encontro. No resto do tempo ele amará a secretária, a copeira, o personal, o zelador e o que mais lhe alegrar pelo mundo.
Por isso, é melhor que os dois tenham razão. Para que o amor seja rico. E possamos amar na falta, desejando o que não temos, e também na presença, alegrando-nos com o que já se encontra à nossa disposição. É como dar aulas e sustentar uma família, um conflito afetivo entre minha alegria e a responsabilidade orçamentária com meus entes queridos. É bem verdade que não desejamos tudo e que nem tudo nos alegra. Mas não é nenhum problema, pois nossa capacidade de amar não é mesmo tão grande. Amemos no desejo e na alegria, e isto já nos converterá em grandes e refinados amantes.
Espero que nesse ano você, leitor, cultive mais inclinações amorosas do que suas obrigações ordinárias. Rotinas desagradáveis muitas vezes são importantes, mas não são fundamentais. O amor não é tão ruim como nos faz ver Platão. É possível ser prudente, sábio, e, mesmo assim, cultivar amores na vida. Optar pelo amor em detrimento da estabilidade já conhecida pode ser bom. Ser um pouco mais afetivo e um pouco menos racional. Pense nisso.
Meus ex-namorados estão se casando, nunca ninguém me pediu em casamento.
Eu ia dizer não, mas, pelo menos, teria sido pedida em casamento.
Razão do meu viver
A amanhecer, tudo o que mais quero é sentir seus beijos.
A cada anoitecer o que mais quero é sentir seus braços me abraçando.
Se só a luz e o brilho do teu sorriso e do seu olhar me dão motivação para continuar a viver.
Se a cada dia que acordo me lembro do seu rosto angelical e sei que enquanto você estiver ao meu lado me amando, sempre serei a pessoa mais feliz do mundo.
Se durante minhas noites, só você vive nos meus sonhos.
Se tudo o que eu preciso está na pessoa que eu mais amo neste mundo.
TE AMO!
Então a minha vida não tem mais sentido sem você.
Só você sabe como me fazer feliz e só você me completa.
Se eu pudesse resumir a felicidade em uma só palavra eu daria seu nome.
Sua presença é a única que eu quero sentir por perto e seus lábios são os únicos que quero beijar, pois a eternidade ao seu lado é como um minuto ao lado de qualquer outra pessoa.
Se um dia houver alguma dúvida do que sinto por você basta fechar os olhos e pensar em tudo o que já passamos e tudo o que ainda vamos passar juntos.
Nunca se esqueça do imenso amor que eu sinto por você!
Te amo mais e mais a cada dia que passa.
Tua presença me inspira e me leva a descobrir os segredos do coração.
Toda vez que uma estrela brilhar meu amor por você só vai aumentar.
Escrevo teu nome junto do meu, nas areias do tempo para que nosso amor dure pela eternidade.
Hoje meu coração em tempestade esta
meus olhos querem sorrir
mas tudo que faz e chorar
quero um carinho, um abraço um beijo
quero ouvir sua voz dizendo
tudo que sente por mim.
Mas as ondas do meu coração
estão me levando às rochas
fazendo feridas em meu corpo
deixando marcas da saudade
da tristeza e solidão.
Mesmo assim tento a tormenta acalmar
mesmo sabendo que forças não mas tenho
mesmo assim tento.
tento engolir o choro
afastar meu medos
sufocar a minha dor
Tentando fazer meu coração ficar mas forte
em nome deste amor
do nosso amor
Corpo violado.
Na mente a lembrança de alguém
Que nunca, mas viria.
No coração um amor
Que só a ele pertencia.
Mas mesmo assim;
Tinha que permitir
A violência em seu ser
Foi à forma encontrada.
Deixar de viver.
Amar sorriso.
Trocou o sussurrar da voz de seu amado.
Pelas palavras frias de quem tanto lhe fez sofrer
Corpo violentado.
Sua voz queria dizer
O que a mente e o coração queria
Mas não podia
Este foi o destimo escolhido
Trocou o braço e o amor de sua vida
Pelos seus.
Mas este mau ainda não acabou.
Um dia quando perceber
Ela não terá vida para viver.
Amor para amar.
E nem o homem que tanto quis
Porque ela preferiu o matar
Do que lutar
Como sempre disse que faria.
Corpo violado, morto, sem amor e só dor.
Os dias
Os dias passam
As lagrimas
Continuam a cair
Os olhos vermelhos
Já não esconde mas a sua dor
Estou perdido
Para o futuro
Minha mente
E meu coração
Vivem no passado
Onde encontrava
Carinho amor e paixão
Mas este passado vive em mim
Porque o amor e grande e forte
Não me deixa desistir
Mas você quer que eu viva
Mas eu quero morrer
Você quer que eu volte a sorrir
Mas me escondo do mundo para chorar
Tenho que sair da escuridão
Mas não tenho, mas.
O brilho do seu olhar
Para poder me guiar
Quer que eu
Tenho motivos para viver
Mas esqueceu
Que você me dava vida
Encimou-me a viver
A sorrir
E a amar você
Sol do amanhecer
A espera de um toque
Ta difícil te esquecer
Tirar você de mim
Ta difícil de viver
Por isso quero só morrer
Meu amor não acabou
Ele nunca vai ter fim
Nossa historia de amor
Marcou muito em mim
Ta difícil de viver
Ta faltando
Um pedaço em mim
Nosso amor não acabou
Ele nunca vai ter fim
Pouco a pouco estou minguando
O meu corpo esta morrendo
Não sei, mas o que é viver.
Estou morrendo sem você
Amor triste
Amor triste
É aquele que acorda sozinho
Querendo esta do lado de quem ama
Amor triste
É aquele que sofre na saudade
Mas sorri quando vê o seus olhos brilhar
Amor triste
É aquele que chora na distancia
Querendo sumir, morrer.
Mas quando ouve sua voz
A vida volta a habita seu corpo
Dando-lhe motivos para viver
Amor triste
É aquele que mesmo longe ama
E quando esta perto
Ama mais e mais.
Amor triste
É aquele que espera um dia todo
Para ao anoitecer ouvir
Eu te amo
Vejo-me no espelho
Meus olhos
Vermelho de chorar estão.
Perderam o brilho
Da alegria de viver
Na minha face cicatrizes
Deixado pelo tempo
E alguma vem deformando
Meu rosto jovem
Meu corpo
Este cansado pela luta do dia a dia
Queria seus braços
Para a noite repousa
E acordar no dia seguinte
Vivo
Mas a noite não durmo
Porque quando um pouco venho a dormir
Acordo assustado
Às vezes gritando
E acabo chorando
Meu coração ferido
Adoeceu
Não bate mais como antes.
Este cansado, como meu corpo.
Esta sem vida
E quando, mais rápido vem a bater.
Mas transformo-me
Ao ponto de sentir
Todo meu corpo doer
Tento me acalmar
Mas já é tarde
então fico deitado
Em um canto
Sofrendo meu planto
Chorando por fora
Morrendo por dentro
Por que
Não, mas verei.
O brilho do seu olhar
Aquele que me fazia
Viver, sorrir, sonhar e amar.
