Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Lamentavelmente, muitos têm vergonha de amar, confessar e divulgar seu sentimento. Eu, porém, teria do oposto!
Se eu for metade do que sugere a vaidade e o dobro do que desejam meus opositores, serei o melhor homem do mundo!
Eu não preciso que concordem comigo e nem me aplaudam. O único preço que a paz me cobrou até hoje, foi a fidelidade a mim mesmo!
Todas as vezes que eu desejar obter algo de alguém, devo lembrar-me que me cabe lhe proporcionar o mesmo!
Pode parecer que eu seja louco, mas para mim subir é isso: uma queda livre de todo ego, posto que ninguém é tão elevado como aqueles que aprendem a ser pequenos.
Eu posso ter milhares de argumentos que me defendam, mas se errar, tudo que me cabe é a honra da sincera confissão!
Sim eu adoraria retornar no tempo. Não tanto para reviver momentos felizes, mas sobretudo para não concretizar meus muitos desacertos!
Eu não sou um fabricante de poemas e nem um construtor de pensamentos. Eu sou apenas um funcionário das inspirações!
Eu sou o que fui, mais no que serei
(pelo menos tento),
Um matuto que no cerrado deixei
Na diversidade sou igual ao vento
Sem visibilidade, mas com percepção
Brisa e vigor. Se assim eu não contento
Sinto muito, sou eu: amor, letra e canção.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Soneto do meu eu
Em busca do meu eu, muito errei
Noite a dentro, adentrava em prece
Tolo fui eu, pois a vida acontece
E por muito querer, muito eu andei
Neste dilema o silêncio foi solitário
Achei areia e cascalho sob os pés
E nas procuras tive prazer e revés
Mas sempre nostálgico no itinerário
Fechei os olhos, e ao amor poetei
Pois a poesia tornou-me alicerce
E nos vários temores me encontrei
Tive fala de saudade no meu diário
A cada por do sol tentei ir através
Mas fui operário no meu eu arbitrário
Luciano Spagnol
01/06/2016, 03'16"
Cerrado goiano
Eu não estou no mundo para brincar de ser cristão. Sei o peso e as implicações da missão que professo. Lamento que hajam impostores, mas ao admitirmos a existência do falso, por premissa, concordamos que haja também o verdadeiro. E na mesma simplicidade com que iniciei essa jornada, irei finalizá-la, ciente do lado a que pertenço!
SONETO TRISTE II
Eu estou assim: da tristura cativo
Intrusivo num túnel dum calvário
Rodeado de sentimento solitário
Mesmo entre olhares como vivo!
Do peito rezam vozes num rosário
Da casa um silêncio tão opressivo
Frio, sem graça e, sem incentivo
Que lá fora fracasso no itinerário
Olho-me num soluço pensativo
E vejo sonhos perdidos no diário
Desfolhado num jardim subjetivo
E me pergunto: por que o cenário?
Quando é meu tempo? Respectivo!
Pois, se o tempo no tempo é vário!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
05/02/2017
Cerrado goiano
Adeus ao cerrado
Oxalá
Que eu volte então
Para o poetar de lá
E assim na retribuição
Só saudade sinta de cá
Oxalá
Que de lá eu só despeça
Em breves idas ali e acolá
E então volte bem depressa
Sem ter que servir de escala
Uma coisa é certa, a gratidão
O cerrado foi recompensa
E um bem ao meu coração
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
