Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
ajuste
o relógio rege a hora
o estro rege o verso
a sorte afável senhora
então, sonho eu peço...
o segundo rege a vida
o silêncio cala o momento
tudo está de partida
já o amor, vital sentimento!
então, ajuste a batida!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
26/09/2019
Araguari, Triângulo Mineiro
bafios
eu era simplista
bastava a valeria
na agonia fui artista
poetando com maestria
na busca de conquista
baixas, também alegria
sem querer ser alarmista
no é fugaz, até a ousadia
abaixou a crista
e as dores em cortesia
fizeram da queixa ritmista...
e o dia, leveza vadia.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
8 de outubro, 2016
Cerrado goiano
Eu descobri um problema meu, é que o meu coração ele é todo seu;
E se você não souber cuidar, esse amor vai acabar comigo;
Eu quero ser tua paixão muito mais que teu amigo.
Te abraçar é o que eu espero, te beijar é o que eu mais quero;
Por favor não me deixe assim, vem cuidar um pouco de mim.
Amor toda noite sonho com você, amor eu invento mil desculpas pra te ver;
Amor não aguento mais a solidão, amor vem salvar o meu pobre coração.
Encarando a face do passado não dá pra apagar eu sei, pois eu já tentei, começo a me sentir sozinho, vou sentir falta de tudo eu sei, pois eu já tentei.
Tanto tempo está passando e eu tenho que te dizer...
Se olhar atrás, se por os pés no chão, tenho certeza você vai voltar pra mim, quando estiver só, basta olhar pra trás, eu estarei lá, é onde você pode me encontrar.
Olha eu nunca esqueci o que você me falou, pra sempre vou guardar em meu coração, merecido eu fiquei, gesto tão bonito, uma cartão bem escrita, bem elaborada, você foi tão verdadeira, pois eu nunca imaginei, eu estou surpreendido e tenho a certeza que seu amor por mim valeu;
Pra recompensar, te prometo meu amor, eu prometo a minha vida inteira pra você;
Pra recompensar te prometo meu amor, eu prometo a minha vida, inteira pra você, pra recompensar.
IMMAGINAZIONE
Eu queria uma sumarenta poesia
Que as rimas dessem paladar e analogia
Aos aromas do fruto maduro do amor
Onde todos degustassem com prazer e sabor
O universo do vário gosto de cada verso
Do poema, carcomendo sentimento diverso
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2016
Cerrado goiano
SEM DITA
Num poema todo criado de incerteza
De noturna inspiração e de tristura
É que eu vi a insônia em desventura
E ( mais que desventura) de rudeza
Ditar em vulgar estro da aspereza
Um ardor na trova sem suavidade
Sem luz, sem brisa da venustidade
Que até nem sei se há tal fel frieza
Uma malícia, mística, uma mistura
Desta feita de medo, de amargura
E da lágrima duma dor derradeira
Ó lampejo, visão aflita e nervosa
Crias a poesia agasta e chorosa
Sem deixar provar a sorte inteira!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
27/08/2019, 05'35"
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Quem eu mais amava não está mais entre nós, e vc acha que vou ficar mal por que algo em minha vida deu errado sabe nem o que acontece em minha vida, minhas crises, meus apertos, minhas dificuldades as vezes quem mais tá do seu lado sabe nem oque você está passando ou já passou então sigo firme perante minha caminhada $2
Assim é e assim será
Se eu pudesse andar descalço
Na terra, pra voltar neste paladar
Teria evitado algum percalço
Pois na falta, pede-se mais amar
E neste fio de tal equilíbrio
Morre a noite e morre o dia
Pra poder nascer sem ludíbrio
A vida, na diversidade em parceria
Assim é e assim será
Entre pedregulhos e relva
A nossa também findará
É a continuidade desta selva
Pois o amanhecer é mágico
e mágica a noite que fica...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Paráfrase Alberto de Campos
cerrado goiano
Regresso I
Lá vou eu com a saudade na mão
Sendo levado ao sabor do fado
Respingando as lembranças pelo chão
Triste tormento este suspiro calado
Pobre dor esvaída
Roja no afeto como tudo
No pesar lhe dando vida
E no sonho uivo agudo
Agora jaz na direção
Do fado em seu acato
Parte comigo na emoção
O me dar ( ao pai) que me alimenta
De gratidão e esperança numa volta
Vou embora. Regressar me acalenta
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
05/08/2012, 05’59”
Cerrado goiano
Sejamos sinceros, a felicidade, ela nunca existiu definitivamente. Assim como eu, como você e as pessoas de nossas vidas ela é passageira e frágil. Similar a uma flor se desmantelando e murchando em uma estação qualquer. Nunca ficara para sempre com alguém e jamais a terão por completo.
Entender isso é realmente difícil. Conviver com esses pensamentos de que tudo um dia ira se desfazer não pode ser aceito por alguns e isso se torna pior ainda quando se sabe que não terá mais volta.
CAOS
No fundo do meu eu, o meu efeito
São noites, entardecer e alvoradas
Enlevos, suspiros e dores sepultadas
Devaneios engasgados no meu peito
Retas alongadas, curvas e lombadas
Mas, de repente, o esperado desfeito
Refeitos, rajadas do eu ser imperfeito
Clamor, as regras, retintim das ciladas
E nos motins, glórias e nada absoluto
Choro e hosana... Com o dito estrovo
Numa sina dum salmo agreste e bruto
E há no poetizar, de que me comovo
Gritos, festa, agonia, meu eu matuto
Incertezas, e o recomeçar de novo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Mais de Ti, e menos de mim, quero mergulhar Senhor nos teus rios de amor, eu sei que sou fraco limitado,mais tua graça me basta...
