Eu sou uma Pessoa Timida

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Eu sobrevivi a muitas tempestades para ser incomodado por algumas gotas de chuva.

⁠Alguns relutam com a escuridão, mas eu não. É nas sombras que espreito melhor.
(Tio Chico)

Wandinha (série)
2ª temporada, episódio 4.

Eu Devia Ter Dito Adeus




Já no primeiro beijo que te dei

Você timidamente consentiu,

Mas foi fácil sentir que não retribuiu,

E neste momento eu já deveria ter dito adeus.



Naquele tempo não houve abraços,

Quem dirá, amassos,

Não houve porque não queria os braços meus,

E por isso eu já deveria ter dito adeus.



E aos poucos era você que me atraia

Com o olhar de longe, cativante,

E a cada dia eu mais apaixonado,

Mas deveria ter pensado e dito adeus.



Quando quis desapaixonar já era tarde,

E o coração só vivia a esperar,

Momentos secretos para nos encontrar,

Mas ainda era tempo para dizer adeus.



Você colocou um feitiço em mim

E a sensação que tenho é que sou teu.

De coração partido, uma metade é tua

Porque outra metade é de Deus.



E hoje os dias passam e é só espera.

Eu esperando um momento para te beijar,

Você esperando um momento para se entregar,

E o meu coração agora já não pode dizer adeus.

Choro no pampa

Na vastidão dos pampas, onde o céu abraça a terra,
Eu vi a água subir, tragédia que desespera.
Rio Grande em pranto, suas lágrimas a correr,
Levando casas, sonhos, num lamento sem poder.

Chora o gaúcho, de bombacha e alma lavada,
Pela perda dos seus, pela lida inundada.
No galpão submerso, a tristeza era senhora,
E as fotos dos antigos, agora só na memória.

Sem teto, sem abrigo, sob o manto estrelado,
O peito da gauchada, de saudade foi cravado.
Perdido o que se tinha, construído com suor,
Restou só a esperança, e o peito cheio de dor.

Mas veio a solidariedade, de todos os cantos, a brilhar,
Brasileiros de mãos dadas, prontos para ajudar.
Do Oiapoque ao Chuí, um só coração pulsante,
Na tragédia das enchentes, somos todos irmãos, adiante.

E assim sigo campeiro, com o pala a me cobrir,
Na certeza que o Rio Grande, há de novamente florir.
Com a força do meu povo, e a ajuda nacional,
Reconstruiremos tudo, num esforço sem igual.

Esta poesia reflete a resiliência e a união do povo gaúcho e de todos os brasileiros
diante das adversidades, mantendo viva a esperança de que unidos venceremos todas as adversidades.

Roberval Culpi
08/05/2024

Eu te amo,uau,como eu te amo,
assim como o sol ama a lua,e a abelha
ama o mel eu te amo,mas assim como eles
também se separam,este também será meu papél,pois embora eu te ame,vocênão me ama,mas como eles eu também sempre te amarei eternamente,pois continuaremos a olhar para o mesmo céu,
mesmo seguindo caminhos diferentes.

"Se morrer exige algum esforço, então nem morrer eu quero. Só desejo me perder num nada tão puro que até o tempo esqueça de mim."

se Kafka foge do amor e Dostoiévski vai ao encontro do mesmo... eu prefiro fazer a experiência da vivência do mesmo... no final posso decidir o que será ou o que foi.

Gustavo Cardoso

Obrigado, Deus


Obrigado por Tua graça, Senhor,
por cada milagre que eu não percebi.
Obrigado por me livrar
das maldades que eu nunca vi.
Sou grato por me guiar,
me fazendo enxergar
o caminho para seguir.


Nessa minha trajetória,
tenho muito mais a agradecer.
Já ganhei, já perdi,
procurando aprender.
O Senhor fechou e abriu portas
que eu custei pra entender.
Hoje eu acordo e só agradeço,
pois sei que o que eu mereço
o Senhor vai me devolver.

Que droga


No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?


E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida?
Quem foi o infeliz que lhe tirou o riso
e costurou tristeza em sua vida?


No início era só compaixão, mas quando vi,
já era vício, já era laço.
Sem perceber, fiquei preso de novo
na droga doce do teu espaço.


Quando penso, só vejo teus cachos soltos,
teu jeito calmo, teus olhos fechando em riso.
Fiquei ali, admirando cada traço,
tentando ser abrigo, ser sorriso.


E quando notei, já sorria com você,
sem precisar de nada mais, nem entender porquê.
Ria dos teus risos, da tua calma,
e a cada gesto teu, se curava a minha alma.


E eu juro — por cada alegria que brotou de ti
que não deixarei tua luz se apagar aqui.
Se um dia a dor quiser voltar, eu serei abrigo,
serei tua paz depois do perigo.


Porque agora que te vi florescer em riso sereno,
quero ser teu porto quando o mundo for pequeno.
Te guardar do cinza, da dor e do desamor,
e pintar teus dias com abraço e cor.

Eu queria ser tudo, mas não posso nada além de sonhar

🇵🇹🎹 Portugal Tá Em Crise 🎹🇵🇹


Yo, dizem “crescemos”, mas eu não vejo,
salário é curto, aluguel tá num peso.
Trabalho precário, contrato é mentira,
no fim do mês, só sobra a ira.


Ministro sorri na televisão,
mas corta na saúde, na educação.
Doente na fila, sem médico à mão,
professor cansado, sem valorização.


[Refrão]


Sistema é um jogo que só faz sangrar,
Portugal real não tá no jantar.
Rico no topo, pobre a chorar,
mas a voz do gueto não vão calar.


Deputado enche bolso, chama corrupção,
povo aperta cinto, fome no fogão.
Banco é resgate, mas quem paga sou eu,
milhões desviados, ninguém se perdeu.


Jovem formado já pensa emigrar,
porque aqui não dá pra se sustentar.
Dizem “pátria”, dizem “nação”,
mas vendem futuro sem compaixão.


[Refrão]


Sistema é um jogo que só faz sangrar,
Portugal real não tá no jantar.
Rico no topo, pobre a chorar,
mas a voz do gueto não vão calar.


Se o povo acordar, sistema treme,
a rua é escola, ninguém nos prende.
Portugal é nosso, não é do ladrão,
do bairro ao centro, revolução!


-

Eu era novo demais para entender e hoje velho demais

para aprender.

⁠"Quando eu digo que deixei de admirar certas pessoas em minha vida, eu não quero dizer que elas deixaram de ser importantes, mas sim, que deixaram de ser priorizadas por mim, pelo tanto que falavam e pelo pouco que faziam, por enfeitarem tanto os sentimentos e pouco exercê-los, por representarem demais a vida e não levarem a sério o seu próprio coração. Sei que tenho uma parcela de culpa nestas decepções que tive, pelas expectativas que eu mesma criei, mas nem sempre imaginamos que alguém possa ser tão diferente do que demonstra ser, e talvez, seja isto que nos empolga vez em quando, não nos permitindo ter cautelas quando o negócio é lidar com o ser humano e o seu jeito imperfeito de "ser". Acredito que também ja fomos admirados por alguns, que obviamente também se decepcionaram com tantos desvios bobos nossos, porém há aqueles que aprendem com os tropeços, e se encontram dentro de si, outros, continuam se "achando"✍

⁠Embora nosso contrato não seja totalmente justo, vou servir o senhor da melhor forma que eu puder até o fim.

Bon Appétit, Vossa Majestade (série)
1ª temporada, episódio 1.

Gosto de falar, mas gosto mais do meu silêncio, pois só ele me diz tudo que eu preciso saber.


R.C.G.Medeiros

Eu deixei um pedaço do que eu sinto em cada palavra que eu digitei neste texto.


Clarice Lispector, Freud, e Carlos Drummond com certeza iriam usar uma língua perfeita pra dizer isso, talvez diriam:


"Eu não apenas escrevi — eu me espalhei. Em cada palavra ficou um pedaço de mim: ora silêncio disfarçado de grito, ora desejo que se esconde do próprio olhar, ora pedra transformada em pão. Deixei ali o que não cabia em mim — e ao digitar, fui me desfazendo para poder existir.”


Eu não posso deixar de lembrar do saudoso Fernando Sabino, e Rubem Alves. Se eu dissesse a Freud estou me perdendo nas coisas boas ele provavelmente me faria esta pergunta:


"Mas diga-me… ao se perder nas coisas boas que escreve, de que exatamente você está tentando se encontrar ou se esconder?"


Eu claramente responderia assim se eu fosse como Fernando Sabino:


“Quando me perco no que escrevo, não é tanto para me esconder, mas para me revelar. A gente escreve porque a vida não cabe inteira no silêncio. E, ao tentar me encontrar, descubro que o melhor de mim se revela justamente no pedaço que parecia perdido. Escrever é me perder para me achar de novo — e nesse vai e vem, vou sendo um pouco mais eu.”


E se eu perguntasse a Rubem Alves, porque as pessoas desejam alguém que as escute de maneira calma e tranquila, em silêncio? Se eu perguntasse a ele porque no tempo de nosso amigo Freud as pessoas procuravam terapia para se curarem da repreensão e hoje procuram por causa da dor de não haver quem os escute?


Ele talvez me responderia assim…


“Minha querida, as pessoas sempre tiveram sede de escuta. No meu tempo, buscavam terapia porque carregavam dentro de si a ferida das proibições, das vozes que gritavam ‘não pode!’, ‘não deve!’, ‘cale-se!’. O mundo estava cheio de regras, e o coração ficava aprisionado.


Hoje, o que vejo é uma dor diferente. Não é a dor da repressão, mas da solidão. Não é o excesso de vozes, mas a falta delas. As pessoas sofrem porque não há quem as escute em silêncio — silêncio que não julga, não apressa, não dá respostas prontas.


O maior consolo que um ser humano pode dar ao outro não é um conselho, mas a sua presença atenta. Escutar é como oferecer um copo de água a alguém que atravessa o deserto. Quando alguém nos escuta de verdade, nós renascemos.


E talvez seja por isso que tantos procuram terapia hoje: não por doença, mas por fome. Fome de escuta. Fome de existir nos ouvidos e no coração de outro ser humano.”


Antes de morrer, eu gostaria de ter tomado um chá ou café com leite com Clarice Lispector, ter atravessado a rua, e um automóvel ter passado por cima de nós, e nós morremos. Ter adiantado as cartas de Fernando Sabino para evitar a decepção dele com os correios. Ter citado tudo aquilo que hoje eu não tenho coragem deitada num sofá de couro com Freud. Ter gastado horas incansáveis vezes pensando num verso que a pena não quer escrever junto com Carlos Drummond. E ver Rubem Alves citando o porque ainda não pensaram numa avaliação para avaliar a felicidade dos alunos, mas que todos se perguntam como os professores estão… - (Obra: A alegria de ensinar)


Eu não escrevo pra viver, eu vivo da poesia…


Se escrevo é porque tenho histórias pra contar.

Me pergunto qual foi o começo de todo esse amor…
Como eu poderia esquecer dos dias em que apenas te admirava à distância? Dia após dia, me perdendo em teu sorriso, me encantando com teu jeito, me alegrando apenas por te ver.

Como colocar em palavras que, além de tua beleza única, ainda havia tua energia — uma energia calma e brilhante, que me fazia sentir cada estrela no céu e no mar?

Após tantos anos, ainda tento descrever tudo o que sentia ao te ver…
E, duvido que algum dia eu consiga escrever todos os poemas que meu coração te recitou.

Sigo, então, comparando-te a todas as coisas belas que há no mundo — já sabendo que nenhuma delas chegará aos teus pés. E mesmo que o mundo inteiro brilhe, ainda me falta tua luz.

Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.


Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.


Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?


Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.

Eu escolho acreditar nas minhas verdades

Por eu te amar demais, me entrego ao seu lado, minha querida.