Eu sou uma Pessoa Timida
A Flor da Meia-noite
Na calada da noite...
Ela floresce...
Tímida se esconde dos olhares alheios...
Na calada da Noite...
Ela seduz pelo seu perfume...
Na calada da noite...
Ela hipnotiza pela sua beleza única...
Na calada da noite...
Floresce a Flor da meia-noite...
Na calada da noite...
Ela rouba o branco da Lua...
Timidez...
Sedução...
Leveza...
Um furto delicioso para os olhos poéticos...
Na calada da noite...
O meu coração sente a tua falta...
Na calada da noite...
Você me tortura em um sonho...
Onde posso sentir o teu beijo...
Tocar a tua face...
Mas, ao raiar do Sol...
Vejo que era apenas um sonho...
E volto a realidade...
Das minhas linhas tristes e sem brilho...
Na calada da noite...
Sinto você... Sempre depois da meia-noite...
Igual a esta flor...
Que tímida... Só floresce...
No silêncio e na escuridão...
Na calada da noite...
A flor se abre para a vida...
E eu sonho com você...
Do alto se nota ela tímida, porém cerda de pontos brilhantes. Mas a sua luz é maior rutila a solidão e a tristeza.
Tem dias que acordo tímida..tem dias que acordo louca..outros acordo engraçada..Tem dias que misturo tudo e nem me reconheço!
E assim vai..mas em todos estes dias..o amor..a fé e a determinação me acompanham!
Tudo isto é um estado de espírito..minha essência não muda"
A saudade
Escandalosa ou tímida
Desesperada ou contida
A saudade nos invade.
Às vezes dói,
Sufoca, maltrata...
Outras vezes, ela apenas nos faz lembrar
Do bem que alguém nos faz quando está por perto
Ou do quanto tudo aquilo foi bom.
A saudade machuca ou enternece
A saudade é dúbia,
A saudade é bipolar
A saudade não reconhece que aqui não é o seu lar./ A saudade achou em mim (fez de mim) o seu lar.
O mundo está mergulhado no coronavirus. Em meio a essa tempestade, a lua, tímida, pequena, parece querer nos dizer: " Dou-vos um pouco de luz. Tenha esperança"
Gosto de ler as palavras em teu olhar, onde a boca tímida e tremula silencia o que tua alma quer gritar.
Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros.
Sinto isto.
Eu já peguei trem errado
E fiz uma descoberta
Quando achei tá enganado
Cheguei na estação certa.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Eu te olhei nos olhos.E já não mais enxergava a voracidade de que tantos falavam.Enxerguei uma alma doce,que tantas cicatrizes carregavam,e um olhar afável só esperando um carinho singelo para ser desarmado.Eu o cuidei,o entendi,e a ele entreguei todo meu coração.Compreendi a mais pura lembrança de quando o abraço dele envolveu e aconchegou toda uma vida, a minha.De uma forma que ninguém mais fez.E ali mesmo eu o amei da forma mais pura e acolhedora que alguém pode amar outra pessoa.
A vida, para mim, é uma sonolência que não chega ao cérebro. Esse conservo eu livre para que nele possa ser triste.
(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa)
As vezes penso ser uma casa de 3 estruturas.
Uma parte é Eu mesmo e as demais clara figura...
A segunda é sótão, lugar de desejos, sonhos e candura.
A terceira é porão...
Lugar de delírios, pecado e loucura .
A minha vida é uma imensa tela de pintar. Todos os dias eu acrescento uma nova cor e assim vou expressando o que sou.
Uma amiga já me disse pra seguir meu coração, queria fazer isso hoje, mas qual o pedaço que eu sigo se ele está em mais de mil ?
Eu me sinto como se estivesse em uma prisão abandonada
Estou presa entre meu túmulo da mesma forma que estou presa entre o além desconhecido
Estou de luto pela minha morte
Um luto, sombrio pela pessoa que um dia eu fui
Minha dúvida é insistente
Que chego a ficar suspenso
Mas me dá uma vantagem
Se eu duvido, eu penso.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
Eu sei que eu vim de longe
E andei numa longa estrada
E aqui estou eu de volta
Para uma nova jornada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra da Poesia
O4 janeiro 2025
A FAVOR DE GENTE DE VERDADE
Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Pára de falar da rave. Da viagem. Das 200 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz. Ok, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo. Meu Deus, aonde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). E acho que todo mundo também. Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Que tal preocupar-se um pouco mais com SER do que com o TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre sua história, mas seja sincero: você detestou aquele lugar que todo mundo ama! VOCÊ ODIOU, na verdade. Então pra quê dizer que foi uma viagem “do caralho” e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meio do seu mural? Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você se lembra?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros. É minha gente. Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
