Eu sou uma Pessoa Timida
Sou uma menina mulher..
O tempo passou, já cai tantas vezes e já chorei tanto...
Mas nem as quedas nem as magoas tiram de mim minha essência doce e meiga...
Eu sou assim...
Minha essência e meus valores ninguém pode tirar de mim!
Não me subentenda como vilã, nem mocinha, isso séria exagero, sou como uma anti-heroína, quero o meu bem também, sou má e sou boa, sou trevas e sou céu, sou inferno e paraíso, confuso, não?
Sou vilã por orgulho, porque gosto de ver alguns se ajoelhando a meus pés, sou rancorosa e vingativa como só.
Sou mocinha por amor, por carinho, por pura bondade. Difícil descrever uma mocinha, mas quando quero sou uma, de coração e alma.
Ahh ela...é uma química tão forte que parece de vidas passadas.Quando estou com ela sou levado a outro mundo,outra galáxia;nada mais interessa a não ser ama-la.Um sentimento que só os apaixonados entendem e não só é entendido como também sentido,dolorido,alegre.A tristeza na hora de partir,a alegria vendo ela sorrir e a dor estando longe dela.apesar de tudo o amor compensa...o amor verdadeiro,mesmo que não seja concretizado
Viu, ele disse que sou um amor de menina, meu médico disse que sou uma boneca, só minha mãe insiste em me chamar de mostro.
Sou jardim de muitas flores,sou uma aquarela de amor...
Aqui tem carinho,gentilezas,um beijinho de cada cor!
16/10/18
Afro-brasileiro
Sou afro - brasileiro
Filho da Bahia
Uma terra carismática
De diferentes etnias.
Com o gingado e a meia lua
A capoeira é alegria
É dança é luta
É a representação do negro na Bahia
Sou afro - brasileiro
Tenho orgulho de ser negro
Construir uma cultura
Que sofre com preconceito
Vou cantar a luta
Contra esse mal social:
O preconceito contra os negros
Xenofobia e coisa e tal
Com muita resistência
Desse jeito vou vivendo
Valorizando minha cultura
Que com esforço está sobrevivendo
Diante da exclusão
Não baixo minha guarda
Seu preconceito é maléfico
Porém minha voz não cala
Minha etnia é forte
Meu caminho é só um
Sou amado e protegido
Com as armas de Ogum
Os orixás da minha terra
Eu respeito desde cedo
Mas cresci enganado
Por um forte preconceito
Isso me fez acreditar
Que oxu era o diabo
Olorum não existe
E oxalá era um pobre coitado
A crença prevaleceu
E o engano foi desfeito
Mas o baiano ainda vive
Com esse preconceito
Zumbi é meu herói
Respeito a minha história
Lutamos por igualdade
Em nome de sua memória
Sou afro - brasileiro
Tenho orgulho da minha cor
O povo negro, diante do preconceito
Resiste e vence essa histórica dor.
No esquecimento estou caído
Para a maioria das pessoas
Sou uma lembrança que não permanece
Como um figurante que passa no fundo
Que só passa e ninguém percebe
Me sinto como um fantasma
Que nem em fotos se quer aparece
E não importa tudo o que eu faça
Bom ou ruim todo mundo me esquece
To cansado das pessoas se lembrarem de mim
Simplismente quando precisam
Mas quando eu preciso nunca é assim
Porque até aí já me esqueceram
Eu não quero ser esquecido
Mas também não quero ser idolatrado
No esquecimento eu estou perdido
Por isso só quero ser um pouco lembrado
"Sou filho da dor,das entranhas de labor, com lágrimas de solidão.Sou filho da vida e de uma gestação sofrida que não teve cor nem atenção.Sou filho sofrido, sem culpa por ter nascido, em seio de ocasião".
(Rodrigo Juquinha).
Sou mesmo o simples,a paz e a leveza.
Sou quase uma canção serena que adoça e acalma a alma.
Me orgulho de não levar comigo a arrogância e a aspereza.
Sou nitroglicerina...Em um frasco de vidro... Nas mãos de um malabarista bêbado em uma corda bamba de olhos vendados.
Sou uma granada sem pino... Sou dinamite.
Aqueles que me respeita e me aceita como sou...Tem de mim mais do que uma sociedade...INTERESSEIRA! Tem de mim minha consideração.
Tudo que sou e tenho
O tempo é uma caminhada, muito pó na estrada, a verdade da direção existe, coberta de um turbante triste, a mulher árabe, a vaca indiana, o buda, a quem bate um papo com Maomé, ui, calafrio, aqui no meu Brasil, arrepio, a livre expressão, seria a bela canção, mas a imagem está comprometida, muita balela envergando o caráter da família, bom, o vento do norte, cheiro forte, o pecado, a morte, ai quem não admira uma princesa de bicicleta, uma Dinamarca discreta, valorização do garí que vence a desigualdade e esse reinado sucumbido, falo que pode ser e não tem sido, o pensar diferente, trafegar na mente de um novo progresso, pois esse imenso universo carente de Salomão e Davi, que ainda possa emergir, quero estar aqui, pelo silêncio que dita, que a arte não minta e possa esculpir, lá do sertão que o canal morreu, a poeira corroeu e ainda que não se reconheça, que a garganta que arrebenta e nada diz, ao que clamo e aguardo, a petição composta, quem sabe se o pensar fugaz e a poesia confere a sensatez impedindo o desdenho por tudo que sou e tenho, a poesia que sente, fala e não mente.
Giovane Silva Santos
