Eu sou uma Pessoa Timida

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​Sou apenas mais uma louca apaixonada,
Em meio a várias outras neste universo;
Eu te amo com o amor de infinitos amores que não cabem neste simples verso.


​Sou louca, sou apaixonada o suficiente para fazer com que você se torne resultado de muita oração,
Resultado de manhãs, noites e madrugadas de joelhos ao chão.


​Sou apenas mais uma louca apaixonada presa neste mundo sem razão;
Onde Jesus é nosso caminho,
E Deus a nossa direção.


​Sou louca apaixonada pela peça que faltava nos encaixes de meu coração.
Que Deus fez com tanto carinho para mim,
Nunca pensei que amaria tanto alguém assim.
​Até que Deus te colocou em meu caminho, e te deixou assim...
Bem pertinho, bem juntinho de mim.


​— Poetisa.M

Eu sou um grande acúmulo de
promessas não comprimidas...
-ainda me sinto como uma criança
aguardando ansiosamente
Pela volta no mercado

Agora livre sou, Cristo me libertou
Agora eu posso cantar, aquela dor que eu tinha já passou
É uma nova história, Ele me deu vitória
Eu vou seguindo com fé
Eu sei, no fim vamos se ver na Glória Pedro Victor Stecca / Estevao Lino / Ivair

Não sou apenas uma. Posso eu dizer não para mim. Posso eu escolher quem não afetar.⁠

Eu sou um escritor, tenho uma imaginação fértil e acredito no que digo. Isso é muito raro. Eu sou apenas o escritor talentoso que a chefia contratou para escrever esta história.

Há tantas razões para agradecer todos os dias. Eu sou grato por você! Tenha uma ótima manhã, amor!

Se por acaso soprar uma brisa e tocar teu rosto como frescor,
Sou eu te acariciando em pensamentos.


Se numa manhã de primavera acordar e escutar o canto
de um passarinho no galho de uma árvore próxima a sua janela,
Este passarinho sou eu, cantando apaixonado,
meu canto de amor afinado.


E se os raios do sol brilharem pra você
e o universo dizer que alguém te ama aqui do outro lado,
Esse alguém sou eu.


Por Marcio Melo

Eu sou uma sobrevivente, hoje, amanhã e sempre.

Essa sou eu!


Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”


Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.


Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.


Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.

Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.

Eu não sou forte, eu sou persistente, e existe uma diferença tênue entre os dois, porque a força se esgota, mas a persistência se arrasta, e, mesmo aos pedaços, eu continuo.

Eu descobri sem querer que sou uma espécie de fazendeira clandestina de mamão. Não dessas de chapéu de palha e cerca branca, mas daquelas que um dia simplesmente olham pro quintal e pensam “e se eu só… jogar isso aqui e ver no que dá?”. Foi assim, sem planejamento estratégico, sem planilha, sem tutorial de internet. Só eu, um mamão comprado no mercado e uma teimosia silenciosa que mora dentro de mim.


Joguei as sementes como quem joga um segredo no vento. Sem cerimônia. Sem promessa. E fui viver a vida, como se nada tivesse acontecido. Seis meses depois, o quintal virou uma espécie de floresta tropical em miniatura, um congresso internacional de mamoeiros, cada um erguido com aquela dignidade de quem nasceu pra dar fruto. E deram. E continuam dando. Como se tivessem combinado entre si: “vamos alimentar essa mulher até ela não aguentar mais olhar pra mamão”.


E eu colho. E cada mamão colhido não é só um fruto, é um ciclo completo, é quase uma filosofia embalada numa casca amarela. Porque dentro dele vêm novas sementes, novas possibilidades, novos começos. Eu abro o mamão e é como abrir um cofre cheio de futuros quintais. E lá vou eu de novo, jogando sementes, espalhando vida, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E talvez seja.


Hoje eu tenho mamões infinitos. E não é exagero de quem gosta de dramatizar a própria rotina. É infinito mesmo, no sentido mais simples e mais bonito da palavra. Sempre tem mais vindo. Sempre tem mais crescendo. Sempre tem mais surgindo onde antes era só chão.


E aí eu fico pensando nesse hábito estranho que a gente tem de jogar sementes fora, como se fossem lixo, como se não carregassem dentro delas um potencial absurdo de alimentar alguém, de virar sombra, de virar sustento. É quase uma ingratidão silenciosa, um desperdício disfarçado de normalidade.


Se não tiver quintal, tudo bem. O mundo não acaba no muro de casa. Tem canteiro na rua, tem beira de rio, tem terreno esquecido que só precisa de uma chance. A cidade inteira pode ser um grande quintal disfarçado, esperando alguém com coragem suficiente pra sair plantando sem pedir permissão pra ninguém.


No fim das contas, plantar virou mais do que um hábito. Virou uma resposta. Uma resposta simples pra um mundo complicado demais. Enquanto tem gente discutindo o futuro, eu tô ali, jogando sementes no chão e confiando que alguma coisa vai nascer. E nasce. Sempre nasce.


Agora me diz, quantas florestas você já jogou no lixo hoje sem perceber?

"Eu sou uma semente de flor.

Portanto, só posso ser flor..."

☆ Haredita Angel

Em minha defesa, eu nunca escondi o que sou nem o que desejo.
Há em mim uma mulher inteira, mas também uma menina que ainda acredita no cuidado, no gesto que acolhe, no olhar que sustenta. E é por ela que eu escolho.


Não quero ser a mulher de um menino que ainda ensaia responsabilidades, que se perde nas próprias indecisões e chama isso de liberdade. Não quero ser abrigo provisório de imaturidades, nem colo para quem ainda não aprendeu a permanecer.


Eu quero ser leve… mas leve de verdade.
Leve porque posso descansar, porque não preciso endurecer para dar conta de dois, porque não preciso ensinar o básico a quem já deveria saber amar com presença.


Quero ser a menina de um homem.
De um homem que entende que cuidado não diminui, que presença não sufoca, que escolha não se adia. Um homem que não se assusta com a profundidade, mas mergulha. Que não foge quando percebe que é real.


Porque em mim, tudo é real.
O sentir, o ficar, o construir.


E se isso assusta quem ainda é raso, então que assuste.
Eu não fui feita para caber no medo de ninguém.


Em minha defesa, eu só estou sendo fiel ao que em mim nunca foi ausência
essa vontade bonita de ser bem escolhida… e, finalmente, poder ser leve sem precisar deixar de ser inteira.

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

Inteiramente Inteira

​Essa sou eu:
uma confusão o tempo todo
dentro de mim mesma!
Certezas? Quase nenhuma.
Às vezes sã,
às vezes insana.
​Essa sou eu: menina, mulher!
Aquela que cala,
aquela que canta,
aquela que grita,
mas que ninguém ouve.
Aquela que escuta, de vez em quando,
a voz do próprio coração,
e que encanta quase todo mundo,
ou não.
​Essa sou eu:
meio século de histórias contadas e contidas,
de sonhos regados a vinho,
poesias, música,
arte de rua e de amores.
​Fui podada, eu bem sei!
Impedida também fui,
mas hoje eu sou livre, livre, livre
feito galho saindo pelos lados da árvore
fincada no chão,
cujas raízes entraram no inferno adentro
só para poder alcançar o meu céu.
​Essa sou eu,
razão batendo o tempo todo na minha cara
e palpitando um coração que ama sem medo.
​Essa sou eu,
um baú de mil segredos,
com milhares de histórias para contar.
Histórias que nem lembro.
Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo e,
de vez em quando,
eu canto, eu canto.
​Essa sou eu:
uma mulher inteiramente inteira
e despida.
​Nildinha Freitas

Ha...Se acha que vou desistir esta enganado,
eu sou sangue quente, não gosto de perder
uma luta, posso me machucar, cair, ralar o
joelho, mais eu não me dou por vencida, sei
o que quero e onde quero ir. E a melhor parte,
eu sei que você também não quer que eu desista.

Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.

Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.

Sou ou Me Tornei em Você?


Fiquei pensando em nós,
e uma pergunta repousou no meu peito: eu sou assim…
ou me tornei quando te encontrei?


Sou silêncio,
ou foi em teus braços que aprendi a descansar?
Sou frio, ou teu calor me ensinou a não queimar por dentro?


Gosto de ficar só,
ou foi contigo que a solidão
perdeu o nome?
Sou difícil de amar,
ou só esperava alguém que tivesse paciência com minhas dores?


Sou calado,
ou é que tua presença fala por mim?
Sou forte, ou sobrevivi até te encontrar?


Sou inteiro,
ou você recolheu os pedaços que deixaram pelo caminho?
Sou amor, ou fui aprendendo a amar do jeito que você me olhou?


Talvez eu não seja perfeito,
talvez traga marcas demais…
mas se hoje sorrio com menos medo, é porque teu amor
não me moldou —
me acolheu.


E se alguém perguntar quem eu sou,
talvez eu responda baixinho:
sou quem fui…
mais quem me tornei
quando você ficou.