Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Eu sigo vivendo
Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.
Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.
Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.
Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.
O tempo é vento traiçoeiro.
Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.
Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.
Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.
Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.
Outsider no amor
Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.
Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.
Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.
Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.
Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu
Enquanto seguem o roteiro,
eu escrevo o meu,
Não decorei falas prontas,
Prefiro o improviso do teu olhar
Quando me encontra sem ensaio.
Eles amam com regras,
Com horários,
promessasseguras
Eu te amo no risco,
No passo em falso que vira dança.
Enquanto o mundo
repete cenas antigas,
Eu invento silêncios só nossos,
Onde a tua mão cabe na minha
Como se o destino tivesse nos desenhado ali.
Não sigo o enredo esperado,
Nem o final que disseram ser feliz,
Porque felicidade, pra mim,
É te escolher mesmo
sem saber o fim.
Que eles aplaudam
histórias perfeitas,
Ensaiadas, previsíveis, iguais.
Enquanto seguem o roteiro,
Eu escrevo o meu
— E nele, você é o verso
que não sei terminar.
Se o destino escreveu linhas previsíveis demais,
rasguei o papel só pra
te querer mais.
Que sigam o roteiro,
com começo e fim seu,
— enquanto houver você,
eu escrevo o meu.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.
Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.
Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.
E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.
Nos nossos sonhos,
Eu te encontro em cada batida,
Em cada suspiro que o vento sussurra em segredo,
E mesmo acordado,
Levo contigo cada fragmento,
Porque amar-te é atravessar sonhos e torná-los vida.
Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.
As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.
Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.
Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.
Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.
Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.
Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.
E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.
Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.
Antes do olhar ( era você )
Quero sonhar com você quando eu dormir, porque acordado o coração já não se contém.
Acho que já te conheci antes,
quando te encontrei num lugar
de onde não se esquece um olhar.
Teu rosto me era familiar,
e minha alma nunca duvidou
que era você.
Você tem ideia do efeito que causa em mim?
É como se o silêncio dissesse teu nome, como se cada detalhe teu
desarmasse minhas defesas
sem pedir permissão.
Você chega sem pressa
e fica sem prometer,
mas muda tudo.
E eu, que nem planejava amar,
me vejo esperando você
até nos meus sonhos.
“O Amor Que Restou”
Disseram-me: o que é o amor para ti?
E eu fiquei sem resposta,
perdido em lembranças,
pois amei demais e cada gesto,
cada toque,
se tornou ferida aberta no peito.
Ela respondeu com a frieza
de quem se protege:
o amor não existe,
é ilusão, só sabe ferir.
E naquele instante, eu senti o eco
de todos os abraços que não me salvaram.
Ainda assim,
há uma chama teimosa,
que insiste em buscar calor
no que resta de ternura.
Mesmo sabendo das dores,
eu ainda tento
entender o que é amar,
mesmo que seja sofrer.
E se amar é ilusão,
que seja minha ilusão,
pois cada lágrima derramada
tem perfume de você.
Mesmo ferido,
mesmo quebrado,
eu guardo a esperança
silenciosa de um amor
que não dói só na lembrança.
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Deixa eu partir
Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?
Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.
Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.
Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.
Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.
Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.
Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.
Nunca Esteve Lá
Queria que fosse apenas um sonho,
pra eu acordar e ver
que nada daquilo era real.
No sonho, a gente era feliz.
Saía junto, fazia planos,
vivia pequenas eternidades.
Éramos um casal perfeito,
só eu e você contra o mundo inteiro.
Mas nesse sonho,
você partiu soltando minhas mãos,
entrando num paradoxo
e simplesmente sumindo.
Acordei desesperado
por ter perdido o grande amor da minha vida.
E quando olhei pro lado,
você nunca esteve lá.
Fiquei sentado na cama, pensando
se foi apenas um sonho
ou uma visão de que
nosso amor nunca iria pra frente.
De todos conselhos que já ouvi do que devo fazer na vida, o melhor foi eu ter ouvido meu próprio sentimento.
Desalinho
Não sei em que momento eu me perdi
Mas tudo parece errado e desgastante
Me pergunto se foi um erro
Ou talvez uma escolha consciente
Onde eu não fui tão exigente
Esses dias tão normais e monótonos
Onde pequenos detalhes fazem a diferença
Mas o óbvio escapa da minha consciência
Talvez eu esteja me dando uma sentença
Será possível estar exagerando?
Esse apreço pela solidão constante
Onde enxergo os seus prazeres
Mas também os furos inconstantes
Como enxergar o vasto mundo
Se a mente nos prende em erro
Almejamos futuros imensos
Mas somos corroídos por dentro
Como enxergar o vasto mundo
Quando o ideal pesa no peito
E a constante afirmação de falha
Nos aperta, nos corrói, nos deixa sem jeito
