Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Não me toque
Se voce não quer saber o que eu sinto
Se voce só está brincando
Se não sabe o que fazer
Se não posso ver isso com uma chance
Se dar chance para outras
Se ainda sabe dos meus sentimento,mas e indiferente a eles.
Te amar é mais que um prazer
Como é bom precisar de você
Eu não vou deixar morrer o nosso amor
Te amar é maior que querer
É viver é sonhar, entender
Eu não vou deixar morrer o nosso amor
Ja nao sei mais como disfarçar
Ja nao sei como esconder
Ja nem da mais para expressar
O quanto eu amo voce
As palavras se tornam poucas
Se tornam pequenas,diminuidas
Perto da sua grandeza
Da sua simples beleza, do simples jeito de ser
Vendo pra crer e VIVENDO pra entender
O maior presente do mundo
Eh ter te conhecido
Voce eh no fundo,tudo que eu preciso
Ah… como eu amo voce.
Eu vi o menino no lixo,
Eu vi o urubu...No luxo.
Que prato vai comer o bicho?
A carne ou o lixo?
Quem é lixo?
Quem é carne?
Quem é bicho?
Quem viu adiante o destino,
Tendo a frente um futuro nu?
Terá sido o urubu-menino?
Ou foi o menino-urubu?
Altair Leal/ direitos reservados
poesia publicada no livro
Marginal Recife vol.05
Quem pega primeiro?
Um dia eu me convidei juntos de meus amigos para um café, mais não havia casa, todos os convidados se foram. Após o café, algo se propôs:
-Vamos brincar de pega pega?
-Pega-Pega? O que é isso? Perguntava curiosamente.
-Pega-Pega é uma brincadeira. Eu corro e te pego! Quem pegar primeiro ganha!
Todos aceitaram de menos o medo e a solidão.
Correndo atraz
Correrão todos, mais me via apenas comigo. A pressa escondeu-se primeiro em um lugar que havia apenas arvores, a preguiça no topo de uma árvore. A alegria corria com um imenso sorrizo dando voltas, e nada a alcansava. A felicidade acampanhou o triunfo mais logo se escorregou quando via o egoismo tentando te apertar.
O medo continuava perto de uma pedra onde era mais facil pular em cima da solidão.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava saltando sobre alguém, ouvia um som bem fusco que parecia a contagem noventa e nove. CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a pular...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava querendo saber quem poderia ser, e quem poderia ser pego!
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor correr!
E assim foram correndo Alegria, Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos cansados reunidos, a Curiosidade perguntou:
Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto, A Loucura começou a procura-lo
Procurando por todos os lados, ela via uma montanha e tentava subir para ver quem estava do outro lado, pegou um galho e começou a procurar entre a floresta, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por um eco onde estava preza na carvena junto com a solidão e esmagado pelo medo.
Luciene Mione
http://pensadoraxd.blogspot.com
Você fez parte da minha história, escreveu comigo algumas páginas que eu gostaria de arrancar, muitos capítulos que eu vou eternizar.. Mas é só mais um personagem como tantos outros que farão parte do meu livro. - A última despedida
História antiga
No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi... um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...
Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la...
E por mais que eu queira, e procure, e cutuque, e revire, por mais que eu encontre 1 motivo para entristecer-me, aparecem-me outros 1000 motivos que derrubam de vez o pranto.
Tarde demais para esquecer
Eu lembro.
Eu pensava reencontrá-la um dia e como numa novela você diria...
Há quanto tempo... e eu responderia:
-Uns trinta e cinco anos!
E hoje já se passaram mais de trinta e cinco anos. Trinta e cinco anos de uma lembrança, que é só uma lembrança, nada mais do que uma forte lembrança.
Tarde demais para esquecer?
Que força é essa que dura tanto quanto uma vida?
Tarde demais para aprender.
Bom, eu nao sei oque doi mais, a saudade que sinto de voce, o meu orgulho que ta no momento pedindo pra eu nao falar com voce, ou saber que existe grande possibilidade de nao ter resposta alguma. Aí eu fico assim, na saudade, no medo e no orgulho, totalmente embriagada.
É, eu tenho um amor a primeira vista, e que nas nossas vidas houve muitos desencontros, mas quando a gente se encontra, ah, é mágico.
Eu te amo tanto; que as minhas palavras sem você não tem mais significados, e as historias já mudaram o seu rumo.
Eu passeio por tua estrada quando você não está, porque não quero mais vê-lo ou tocá-lo.
Eu passeio por tua casa quando você não está, mas não vasculho tuas gavetas, teus segredos,
a intimidade repousada no silêncio dos teus bolsos, dos armários:
Contemplo os móveis, os livros, os discos e tudo o que está exposto, só quero a experiência.
Eu passeio por tuas coisas quando você não está, pra aprender com tua casa,
tua estrada e o teu mundo a suportar a tua ausência.
Eu não gosto de metades. De gente que não sabe ser. Que não sabe a que veio. De respostas em monossílabos. “Não” e “sim” nunca foram resposta. Isso não é amizade. Amizade de verdade tem que ter cumplicidade. Tem que ter olho no olho. Sentimento. Troca. Troca de confidências. De desabafos. Amores à parte. Esses não trocamos.
