Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Amor em exílio
(Eliza Yaman)
Exilado de ti, sou estrangeiro,
num país onde o amor não tem fronteira.
Falo tua língua, sou teu parceiro,
mas não cruzo o abismo da bandeira.
E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausência, tua centelha.
Querido Deus:
Sou um ser imperfeito, mas tua misericórdia e seu amor sempre me alcançam.
Que cada novo amanhecer, minha fé seja renovada, pois ela é a força que me mantém de pé.
Amém!
Pátria que não se apaga
(Eliza Yaman)
Não há exílio que apague o que sou,
nem língua que me roube a identidade.
Minha pátria é o canto que ecoou,
na infância, na fé, na liberdade.
Mesmo que o mapa diga que estou longe,
o coração não muda de lugar.
Sou Brasil — sou raiz, sou horizonte,
sou saudade que insiste em voltar.
Sou filho das ciências humanas,
onde nada é exato,
e toda medida escorre pelas frestas
como areia entre os dedos da razão.
O mundo se debate em engrenagens quebradas,
ajustes precisos que rangem
num relógio sem ponteiros.
A sociedade, rio inquieto,
segue para o mar de juízos incertos,
carregando pedras e flores,
certo e errado dissolvidos na correnteza.
Em vão raciocino,
e meus pensamentos são espelhos trincados
onde me reconheço em pedaços.
A dúvida me abraça como sombra fiel,
e descubro, tarde demais,
que mudar o mundo exige mais que palavras:
é preciso derramar o próprio sangue,
com a coragem de quem se oferece ao abismo
sem segurança ou receio.
Sou, então, um pequeno colecionador de incertezas,
um viajante que guarda tempestades e sonhos em frascos de cinzas.
E, ainda assim, caminho
porque sei que a beleza do humano
é nunca se encaixar por inteiro,
mas viver sempre na poesia do inacabado.
Postura não se ensina"
Não sou de muitos.
Sou de poucos.
E desses poucos, só ficam os que sabem o peso de uma palavra dada, o valor de um silêncio bem colocado e a importância de um olhar firme.
Sorriso aqui não é brinde.
É conquista.
Quem vê minha cara séria talvez pense que falta leveza. Mas é o contrário:
Leveza demais pesa em gente que carrega a vida no peito.
Amigo, pra mim, não é quem aparece.
É quem permanece.
É quem entende que confiança não se pede, se constrói. E que respeito não se exige se impõe com atitude.
Postura não é pose.
É essência.
É saber onde pisa, com quem anda e pra onde vai.
Quem merece, recebe o melhor de mim.
Quem não merece.
Nem sabe o que perdeu.
Autoria: Cristiano Mendes
Prefiro a paz à razão
Sou parte dos loucos,
daqueles que escolhem a paz
em vez da razão,
que não disputam versões,
nem se perdem em provas
para convencer o mundo.
Deixo que falem,
deixo que inventem,
deixo que julguem.
O silêncio que guardo
é mais valioso que qualquer vitória.
A paz é cara,
custou noites sem sono,
custou feridas que não se mostram.
Mas, uma vez conquistada,
eu não troco por nada.
Não quero ter razão,
não preciso vencer.
Quero apenas um coração quieto,
uma mente leve,
um canto de serenidade
para descansar em mim.
𓂃༅•Loucura•༅𓂃
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Sei lá
Que sou
Tudo já fui
Sem nada ser
Fui saudade
Um dia
Sou verdede
Numa poesia
Pela vida sou
Apaixonadamente
Doida por a viver
Louca por a amar
Sei lá
Assim me sinto bem
Tudo sem graça seria
Se não fosse a loucura
A loucura
De a vida viver
Sem esta tudo morreria
E eu também
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Tc.28052025/080
Você pode me ver como "presa fácil", mas sou sobrevivente. "Não esqueça, já sobrevivi a temporais, você é chuva fina no telhado."
(Maria Gorette O.P.P.)
Veem-me cinzento.
Mas não é por falta de cor —
é por não pintarem devagar.
Não sou o que mostro.
Sou o que seguro para não cair.
O que calei para não ferir.
O que deixei por dizer
quando me disseram que já não havia tempo.
Aprendi a vestir sombras
com a dignidade de quem sabe
que até a noite tem camadas.
Ergui castelos no ar
com mapas rasgados.
Com linhas tortas, sim,
mas desenhadas com silêncio aceso.
Procurei luz sem a pedir.
Preferi arder por dentro
a que me apontassem o fogo.
E quando me disseram que o mundo era
preto ou branco,
guardei as cores no bolso.
Não para esconder —
mas para que alguém as quisesse ver.
Sou feito de todas as coisas
que não se veem à primeira.
De silêncios que gritam.
De memórias que ainda não aconteceram.
De palavras que nasceram antes da boca.
Não preciso de ser lido.
Mas se me lerem, que não me distorçam.
Procurem a cor, não as trevas.
As que tremem.
As que resistem.
As que sou.
Desde que você entrou na minha vida, cada momento se tornou especial. Sou grato por ter você ao meu lado. 💖✨
Sou um menino que caiu do céu com vontade e sede de viver. Não precisei fazer nada aqui, porque todos que vi já morreram pela mesma moeda: sangue derramado por muito pouco. E eles ainda acreditam que pode haver um rei aqui na Terra.
Sou o último escritor que não usa i.a. meus trabalhos estão em manuscritos datados. A verdade é que sou disléxico.
Luz e Sombra da Alma
Há dias em que sou luz.
Ilumino tudo sem querer.
outros dias…
Eu sou sombra.
Me escondo de mim.
Faço o mal que não quero,
sem entender por quê.
O bem que desejo
fica parado na beira
do meu medo.
Sou cheia de abismos.
feridas antigas,
gatilhos que disparam sozinhos
quando menos espero.
não é drama,
é história mal curada.
E o que eu alimento em silêncio
cresce.
A raiva?
A compaixão?
A crítica?
O amor?
A alma é território de guerra,
mas também é jardim.
E se não cuido,
tudo vira mato por dentro.
O autoconhecimento não é bonito,
é rasgar a pele,
olhar os monstros nos olhos,
e ainda assim escolher
ficar.
curar.
voltar pra si.
Porque o mundo dentro da gente
precisa mais do que frases bonitas —
precisa de presença,
de coragem,
de recomeço.
Nascer de novo
não é sobre mudar tudo.
É sobre lembrar
quem se é
embaixo de todas as máscaras.
Sou luz.
Sou sombra.
Sou quem observa as duas
e aprende a viver
com inteireza.
CONCEIÇÃO PEARCE
