Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Essa sou eu agora. Me achando interessante de verdade pela primeira vez na vida.
Não é que eu seja narcisista ou incapaz de trabalhar em equipe; não é por acreditar que sou superior ou autossuficiente. A verdade é que minha visão, única em sua natureza, raramente encontra mãos que a traduzam com precisão em realidade. Os outros não alcançam os mesmos horizontes que meus olhos veem, nem compartilham do entendimento que me guia. E, da mesma forma, reconheço que não seria capaz de transformar os pensamentos alheios melhor do que eles próprios. A diferença está na urgência com que dou forma ao que penso; minha prática imediata me leva adiante, e quando percebo, já fiz tudo sozinho. A ironia é que, nesse ciclo, passo a ser visto como narcisista.
N sou perfeita, n sou a mulher de corpo bonito, mas eu sou real, n tenho muito a oferecer, apenas meu amor.
Eu não sou religioso no sentido normal. Eu acredito que o universo é governado pelas leis da ciência.
Disse ele, "Eu Sou Poimandres, o Noús da Soberania Absoluta. Eu sei o que queres e estou contigo em todo lugar".
E eu disse: "Quero ser instruído sobre os seres, compreender sua natureza,
conhecer Deus. Oh! como desejo entender!"
Respondeu-me ele por sua vez: "Mantémem teu intelecto tudo o que desejas aprender e eu te instruirei."
Renascença Interior
Eu sou mais do que os restos do que você deixou,
Mais do que os ecos das palavras que não me servem.
Eu sou a força que nasceu do silêncio da dor,
E, mesmo quebrada, me refaço e me renovo a cada amanhecer.
Não sou a sombra que você faz parecer,
Nem o lugar onde você se esconde quando tudo está errado.
Sou o grito que se cala por dentro,
Mas que, quando em paz, ressurge e toma o seu espaço.
Já te dei mais do que você foi capaz de ver,
Mas não sou mais a que espera, que chora, que se perde.
Agora, sou a que se encontra em meio à tempestade,
E aprende a dançar na chuva que antes me afogava.
O amor que eu te dei não se perde, não se apaga,
Mas agora sei que ele pertence a mim,
A quem sou, a quem fui e a quem serei,
E, por mais que você queira, nunca mais será meu fim.
Eu não sou mais o mesmo, meu olhar brilha com você, não apenas meu olhar brilha, meu coração brilha, quando estamos juntos eu sinto algo que nunca imaginei sentir
Surreal, impressionante, indescritível, intenso
Eu não consigo entender como cheguei até aqui, eu sei que quero estar assim, quero estar apaixonado, que te amar como amo, quero esse relacionamento, quero viver esse amor com todas as minhas forças
Não me vejo sem você
E isso me dá muito medo
A pessoa que fez aquelas coisas ainda sou eu. É com quem eu luto, todas as horas de todos os dias. Eu nem sempre venço.
Sou chata, eu sei disso.
Sou mimada, eu sei disso.
Sou estressada, eu sei disso.
Sou chorona, eu sei disso.
Porém, também sei...
Sou carinhosa, eu sei disso.
Sou atenciosa, eu sei disso.
Sou protetora, eu sei disso.
E sou apaixonada por você, eu sei disso.
Estilhaço e Cristal
Eu sou caos em forma de frase,
tempestade que não se atrasa.
Escrevo com fogo, sem hesitar,
um vulcão que não sabe parar.
Invejo os que planejam com calma,
que moldam palavras como quem esculpe a alma.
Mas eu sou o instante, sou explosão,
sou verbo que pulsa direto do coração.
Enquanto arquitetam, eu já vivi,
já mergulhei fundo, já me perdi.
Meu impulso é arte, é visceral,
sou estilhaço, mas também sou cristal.
Só eu sou a favor de minha vida, só eu estou com eu nessa luta e Deus é claro, eu irei resistir ao mal até onde eu poder.
Eu e Você: Sol e Lua
Eu sou o Sol, que brilha ao dia,
E você, a Lua, em poesia.
Somos opostos, mas nos completamos,
Em um ciclo eterno nos encontramos.
Quando amanheço, ilumino o caminho,
Você, ao anoitecer, traz o carinho.
Na dança do tempo, somos certezas,
Unidos, pintamos a beleza.
Eu aqueço, você acalma,
Sou a força, você é a calma.
Mesmo distantes, somos conexão,
Dois astros ligados por emoção.
E quando, no horizonte, nos tocamos,
O céu veste cores que celebramos.
O crepúsculo é nosso doce instante,
Prova que amor é eterno e constante.
Eu e você, luz que nunca apaga,
Somos Sol e Lua, um só na jornada.
POETA: IVAN GUEDES BLACK JUNIOR
Não me prometa
Coisas que tu sabes
Que não é capaz de fazer,
Eu não sou o ponto fora da
Sua zona de conforto.
“No dejeto eu sou o milho."
Eu fui mastigada várias vezes, recebi ácido, passei por caminhos tortuosos, me misturei com coisas ruins, mas não fui desdobrada em partes menores. Eu saí desta experiência inteira e me destacando. Passei pelo bolo fecal, mas não sou ele.
Eu descobri que sou apaixonada.
Apaixonada pelo som ritmado das mãos trançando meu cabelo,
enquanto a espuma morna da louça se desfaz entre meus dedos.
Apaixonada pelo aperto firme e um tanto exagerado das bochechas,
como se minha mãe quisesse segurar o tempo entre os dedos.
Apaixonada pela cachorrinha que me faz menos gigante,
mais humana,
quando sua respiração pequenina encosta na minha perna
como um lembrete de que sou casa para alguém.
Os cheiros que colecionei —
da camisa do meu amor depois de um dia inteiro,
ou do perfume de café fresco
que anuncia manhãs sem pressa.
Descobri que sou apaixonada pelos meus irmãos em Cristo,
que saíram comigo pelas ruas em evangelismos,
compartilhando a fé entre risadas e histórias.
Pelas vigílias que atravessaram madrugadas,
onde a oração era forte o bastante
pra fazer o céu parecer um pouco mais perto.
Pelas vezes que nos sentamos ao redor de uma mesa,
simplesmente pra comer e rir,
como se o Reino de Deus coubesse naquelas conversas.
Apaixonada pelos amigos da faculdade,
que enxugaram minhas lágrimas nos dias em que quase desisti,
mas também dividiram hambúrgueres comigo no BK,
transformando cansaço em pequenos festivais de alegria.
Pelas piadas que só eles entendem,
e pela forma como me lembraram, sem dizer,
que o sonho vale a pena.
A vida se revelou um emaranhado de bênçãos,
como uma colcha de retalhos, onde cada pedaço
carrega um cheiro, uma textura, uma música.
Eu quase chorei.
Porque guardar essas sensações é como colecionar amanheceres,
e perceber que, no fundo,
sou casa para tudo isso.
