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Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

Cerca de 485845 frases e pensamentos: Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

0238 "Atendendo Minha Nutricionista, procurei uma academia para exercitar. Só que aqui não tem academias, só 'Body' e 'Fitness'. Como não entendo inglês, desisti. Eles perderam ótimo cliente e eu tive prova de que nem todos somos semelhantes (ainda bem)!"

0274 "Já não sei o que pior, para Mim. Se uma partida de vôlei ou Alguém falando dia e noite sobre Deus, sem ter Carteirinha de Deus e sem eu ter pedido 'Ensinamentos'. Para Mim, é sim, bem assim!"

0379 "Observando por aí, concluí: Uma das grandes diferenças entre homens e mulheres está na Barriguinha que desenvolvem: Barriguinhas, nos homens, geralmente são durinhas. Não são?"

0426 "Amo e prezo muito o Ser Mulher. Mesmo assim larguei uma delas porque ela falava dia e noite isso de 'disponibilizar'. Outra, porque não parava de falar 'sustentável'. A terceira, porque vivia querendo 'agregar valor'. A quarta vou conhecer hoje! Oxalá ela seja mulher comum, pois de 'mulher chavão' estou cheio!

0445 "Uma 'cibola' que o importante é competir. Se assim fosse ninguém quereria vencer, Hum!"

0454 "Nunca falha... Para testar FALSOS HUMILDES, ofereça a eles, em uma das mãos, um punhado de essenciais; na outra mão, um punhado de supérfluos!"

0498 "O sujeito se diz 'paranormal' que entorta talheres... Pra que diabos serve uma porcaria de um talher entortado? HeuHein!"

0507 "Resistir? Hum! Resistir a mim é uma das mais PURAS coisas que já ouvi na vida. Para ser exato é a mais PURA BOBAGEM que já ouvi na vida!"

0529 "O que dizer daqueles que insistem que papagaio não fala... Tão logo você anuncia uma piada sobre papagaio? O que dizer? Coitados? Pobrezinhos? Poizé!"

0538 "Percebo que alguns inventaram mais uma: é a tal da 'sensação térmica'. Ela assumiu a temperatura pura e fiel, medida pelos termômetros. Percebo também que há adesões, Oh, Raios!"

0542 "Uma OVA ou uma CIBOLA e até muito circunstancial isso de 'Sensação Térmica'. Preciso saber apenas a temperatura. Nada mais!”

0569 "Uma das Maravilhas do Carnaval é que a Ladainha e a Conversa Fiada de que Carnaval é 'Coisa do Diabo' é que os Fanáticos ficam falando sozinhos e a Grande Festa segue, alegrando milhões!"

0570 "Lembro, mais uma vez: Antes de Suas Conversas (comigo) sobre Deus, Jesus, Biblia, Profetas e Divindades, perguntem se estou interessado, ohquei?"

1877 📜 "Sonhar é uma das práticas mais comum entre Humanos. Sonhar, sem Realizar. Discursar, também... Só Discursar!"

O ABISMO COMO CONSCIÊNCIA E CONDENAÇÃO À LIBERDADE.
O abismo não é um lugar. É uma condição. Não se trata de um espaço onde se cai, mas de uma verdade diante da qual se desperta.
O teu sonho, nessa leitura, não é simbólico no sentido comum. Ele é existencial em sua raiz mais profunda. Revela a própria estrutura do ser humano enquanto consciência. O homem surge no mundo sem essência prévia. Não há natureza fixa. Não há destino traçado. Há apenas a existência em seu estado bruto. E essa existência carrega consigo um vazio inevitável. Um nada silencioso que habita o centro da consciência.
Esse nada é o teu abismo.
Não como destruição, mas como liberdade absoluta. Porque, ao não seres determinado por nada anterior, estás condenado a escolher. A cada instante. A cada gesto. A cada pensamento. Essa liberdade radical não é leve. Ela pesa. Ela inquieta. Trata-se de uma angústia que não nasce do perigo concreto, mas da percepção vertiginosa das possibilidades infinitas de ser.
Sonhar com o abismo, nesse contexto, é perceber que não há um solo essencial que te sustente. Não há uma identidade fixa que te defina antes de agir. És tu quem te constrói. E essa construção se dá sem garantias, sem absolutos, sem um fundamento externo que te isente da responsabilidade.
Há uma imagem que ilustra essa condição com rigor. Um homem diante de um precipício não teme apenas a queda. Ele teme a possibilidade de lançar-se. Esse é o verdadeiro abismo. A consciência de que o ato depende unicamente de si. De que nada o impede, exceto a própria decisão.
Assim, o teu sonho não denuncia fragilidade. Ele denuncia lucidez. É o instante em que a consciência se percebe livre e, ao mesmo tempo, exposta. Sem desculpas. Sem subterfúgios. Sem um roteiro previamente escrito.
Há, contudo, um risco silencioso. Fugir desse abismo interior é viver em dissimulação. É criar máscaras, papéis rígidos, justificativas artificiais para escapar da liberdade. É fingir ser algo fixo para não enfrentar o peso de escolher continuamente.
Encarar o abismo, portanto, é um ato de autenticidade. É aceitar que não há essência anterior que te determine. Que és projeto. Que és construção contínua. Que és, a cada instante, aquilo que decides ser.
Teu sonho não anuncia uma queda. Ele revela uma condição. Uma convocação silenciosa à responsabilidade integral de existir.
E no centro desse silêncio, há uma pergunta que não pode ser evitada.
O que farás com a liberdade que te constitui como um abismo sem fundo.

“Cada amanhecer traz consigo uma página em branco na consciência de quem decide reescrever a própria vida.”

Uma última xícara de café....


Não fique acordada por muito tempo, a noite é um poço sem fim,
Não vá para a cama, onde a sombra te espera com um beijo ruim.
Eu vou preparar uma xícara de café para a sua cabeça cansada,
Mas não é do grão da terra, é do pó da minha alma gelada.
Isso vai te levantar, mas não para o dia que vem,
Vai te tirar da cama, para o nada onde eu também
​É, eu não quero pegar no sono, a névoa me quer levar,
Eu não quero falecer, mas sinto o cheiro do lar.
Eu andei pensando no nosso futuro, nos dias que nunca virão,
Em como eu seria seu noivo, seu marido, seu primeiro chão.
Eu não sei por que isso aconteceu, mas talvez o pecado me ache,
Talvez a minha vida curta seja o preço que o diabo me rache.
​Eu tentei dar o meu melhor, você sabe que eu não sou perfeito,
Mas as orações foram em vão, o mal já está no meu peito.
Eu tenho rezado por perdão, você tem rezado pela minha saúde,
Mas a minha alma está me deixando, antes que eu mude.
Quando eu deixar este mundo, quando o meu último suspiro for,
Espero que você encontre outra pessoa, alguém que não tenha o meu cheiro de dor.
​Porque sim, ainda somos jovens, há tanto que não fizemos,
Casar, começar uma família, os filhos que nós nunca teremos.
Eu queria que pudesse ser eu, mas a minha cama já está fria,
E o tempo está acabando, a minha luz já não irradia.
Espero ir para o céu para te ver mais uma vez,
Mas o meu caminho é escuro, e a minha esperança já fez.
​Minha vida foi curta, mas teve tantas bênçãos que eu perdi,
Feliz por você ter sido minha, mas a vida me traiu, eu sei que sim.
Não fique acordada por muito tempo, não vá para a cama, por favor,
A saudade está chegando, e ela tem o sabor do meu amor.
O café na xícara está frio, como a minha pele que já morreu,
E o seu aroma é a única coisa que você tem do que foi eu.
​Estou feliz que você esteja aqui comigo, mas me desculpe se eu chorar muito,
De quando eu e meus amigos bebíamos cerveja no ensino médio, o nosso primeiro insulto.
Espere, na verdade, acho que te conheci em uma festa, você estava tão sozinha,
No canto, usando as mãos para cobrir seu corpo, uma flor que já não tinha.
Foi assustador, eu estava nervoso, mas que bom que me aproximei,
E agora que estou partindo, é a saudade que eu te deixei.
​Estávamos rindo de nada, agora que sou mais velho, estou muito mais frio,
E o tempo está passando, o meu corpo já está vazio.
É a nossa loja favorita, fico feliz por ter te comprado uma flor,
Mas ela já está murchando, como o meu amor, como a minha dor.
Espero que você encontre um homem que não seja tão velho quanto eu,
Que possa olhar nos seus olhos e dizer que o futuro é seu.
​Sinto muito por ter tido que deixar você e este mundo,
Mas você era tudo o que eu sempre quis, o meu amor profundo.
Vou sentir sua falta, e a saudade vai te consumir,
Em cada gole de café, em cada cama que você for dormir.

O Sacrifício do Silêncio
O sorriso que ostento é apenas uma fachada,
Uma máscara polida para o mundo não ver,
Que por trás do gesto, a alma está cansada,
E o coração insiste em, baixinho, sofrer.
Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda,
Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali,
E hoje o que me sobra é essa triste moeda.
Dói saber que estou onde a renúncia me deixou,
Nesse canto escuro de quem sempre se deu.
O mundo seguiu, mas em mim nada mudou,
Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu".
Ainda assim, no peito assolado pela tormenta,
Guardo a pureza de quem nunca soube mentir.
Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir.
Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado,
Pois ser verdadeiro é minha única direção.
Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado,
Carregando a tristeza como uma eterna oração.

O Último Relato de uma Alma Ausente
Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim:
Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim,
Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver.
Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã.
Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz,
Em uma mente atormentada que teme o amanhã.
Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio,
Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer.
Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio,
E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer.
Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu.
Mas o peso mental roubou de vez a minha calma,
E o que você lê agora já nem ao menos sou eu.
Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida,
Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar.
Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida,
De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.

LIVRO: QUEM TEM MEDO DA OBSESSÃO.
RICHARD SIMONETTI. UMA ANÁLISE LÚCIDA DO PROCESSO OBSESSIVO À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA.
A obra Quem tem medo da obsessão, de Richard Simonetti, apresenta-se como um compêndio didático e ao mesmo tempo profundamente reflexivo acerca de um dos fenômenos mais complexos estudados pela Espiritismo: a obsessão espiritual. Longe de qualquer inclinação ao misticismo vulgar ou às interpretações supersticiosas herdadas de tradições teológicas arcaicas, o autor conduz o leitor a uma compreensão racional, moral e psicológica do tema, alinhada aos princípios estabelecidos por Allan Kardec.
A questão central que norteia a obra não se limita a definir o que é a obsessão, mas aprofunda-se em sua etiologia espiritual e moral. Conforme elucidado na literatura kardeciana, especialmente em O Livro dos Médiuns, a obsessão configura-se como a influência persistente que um Espírito exerce sobre um encarnado, variando desde sugestões sutis até formas graves de subjugação. Simonetti, em sua abordagem acessível, preserva esse rigor conceitual, ao mesmo tempo em que o traduz em linguagem clara, sem prejuízo da densidade doutrinária.
O autor investiga com acuidade as causas do processo obsessivo, evidenciando que ele não decorre de uma arbitrariedade espiritual, mas de uma afinidade vibratória estabelecida entre obsessor e obsidiado. Tal princípio, amplamente sustentado pela lei de sintonia moral, demonstra que paixões desordenadas, hábitos viciosos e imperfeições éticas funcionam como verdadeiros canais de acesso para influências inferiores. Assim, a obsessão deixa de ser compreendida como um castigo externo e passa a ser analisada como consequência de desarmonias íntimas, conforme também exposto em O Evangelho segundo o Espiritismo, ao tratar das imperfeições morais como fontes de sofrimento.
Ao longo de breves capítulos, o autor organiza uma série de casos ilustrativos que conferem concretude ao estudo, aproximando o leitor da realidade vivencial do fenômeno. Tais narrativas são acompanhadas de comentários interpretativos que revelam não apenas os mecanismos de atuação dos Espíritos obsessores, mas também os estados psíquicos que favorecem sua instalação. Nesse contexto, manifestações como ansiedade, angústia, depressão, desequilíbrios emocionais e até quadros mais complexos, como neuroses e psicoses, são analisadas sob uma perspectiva integradora, que não exclui, mas complementa as abordagens da psicologia contemporânea.
Outro mérito substancial da obra reside em seu caráter profilático. Ao invés de fomentar o temor, Simonetti orienta o leitor quanto às medidas de prevenção da obsessão, enfatizando a reforma íntima como eixo fundamental. A vigilância moral, a disciplina dos pensamentos, a prática do bem e o cultivo de valores elevados são apresentados como instrumentos eficazes de defesa espiritual. Tal orientação encontra respaldo direto nos ensinamentos de O Livro dos Espíritos, onde se afirma que o domínio sobre as más influências depende essencialmente do esforço individual em aprimorar-se moralmente.
A obra também cumpre um papel relevante ao desmistificar concepções equivocadas acerca da existência de seres demoníacos. Em consonância com a doutrina espírita, rejeita-se a ideia de entidades criadas para o mal absoluto, substituindo-a pela compreensão de Espíritos imperfeitos, ainda em processo evolutivo, cujas ações refletem ignorância e atraso moral. Essa perspectiva restaura a responsabilidade humana, afastando o medo irracional e promovendo uma visão mais justa e educativa da vida espiritual.
Inserido como parte final da trilogia “Quem tem medo”, o livro consolida-se como leitura indispensável para aqueles que desejam compreender, com sobriedade e profundidade, os mecanismos da obsessão espiritual. Sua linguagem leve não compromete o conteúdo, antes o torna mais acessível, permitindo que tanto iniciantes quanto estudiosos encontrem nele valioso material de reflexão.
Em última análise, a obra convida o leitor a uma mudança de paradigma: compreender que o verdadeiro campo de batalha da obsessão não está fora, mas no interior do ser. É na disciplina do pensamento, na elevação dos sentimentos e na retificação das condutas que se erguem as mais sólidas defesas contra as influências perturbadoras, revelando que a libertação espiritual é, antes de tudo, um labor consciente de autotransformação, cuja grandeza reside na íntima e intransferível responsabilidade de cada consciência.