Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
A equipe pode parecer uma locomotiva em movimento, mas seu líder muitas vezes é o trilho que a mantém no rumo.
Toda omissão diante do erro é uma compra parcelada, com juros, lançada na conta da humanidade. O vencimento vem para todos.
Aquele que tem a oportunidade de agir bem e não o faz por uma resistência interna não falha apenas externamente — ele peca, antes de tudo, contra si mesmo.
A consciência, mesmo que calada, guarda o conhecimento pleno da verdade.
Não existe mecanismo psicológico que consiga abafar essa evidência interna por tempo indeterminado.
Todo desvio tem um limite.
Após dez anos de resistência, está a chegar ao fim.
Passam-se quinze anos, mas não se torna definitivo — apenas se aproxima de sua revelação.
A verdade não precisa de autorização para vir à tona; ela se afirma por sua própria coerência.
Assim, a postergação não é uma tática — é apenas uma ampliação do que é inevitável.
Portanto, a ação deve ser rápida.
Se você encontrar alguma discrepância, por favor, ajuste-a agora.
Se for preciso confrontar, faça isso agora.
Se houver ocultação, irregularidade, relação imprópria ou qualquer arranjo mantido por dissimulação — interrompa isso imediatamente.
Torne a comunicação mais formal.
Realize a conexão.
Decida sem postergar.
Porque o tempo não corrige desvios — apenas os revela a um custo maior.
O verbo que atravessa eras carrega, em uma só frase, um duplo sentido:
a filosofia comunica o consciente;
a metafísica, o inconsciente.
Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.
O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.
E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.
E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.
E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.
Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.
E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.
E isso muda tudo.
Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.
E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.
Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela. E se quiser continuar caminhando por essas reflexões que libertam, incomodam e fazem a gente enxergar além do óbvio, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. A leitura é grátis para assinantes Kindle.
Das injustiças dos sentimentos,
uma difícil de aceitar, desprezo
Seja de quem quer que seja
Daquele amigo que não sabia
Que na verdade nunca o seria
Sem motivo, sem necessidade
Como desligar um simples botão
E mudar a estação, outra sintonia
O passado vira uma pasta vazia
Sem valor, sem tanta importância
Como se não tivessem histórias
O que acontece, nem se importa
Que foi isso então, uma derrota
Respeito que seja essa vontade
Saber a hora de ficar no silêncio
Se é uma escolha, que assim seja
A vida é feita de muitas escolhas
Mesmo que algumas sejam erradas
Confiar em quem não merece
Falar com quem aparece
Reciprocidade somente do espelho
Ter amigo, nem todos conseguem
Afinal o que é ter uma amizade!!
Amigo Secreto
Um presente dedicado de coração,
Mais que uma simples lembrança,
Abraço, grande sorriso, dedicação,
A família, amigos, confraternização.
Ser luz...
Ser uma pessoa iluminada,
é melhorar não somente a sua vida,
mas ser luz na vida do outro.
Benjamim Franklin,
quando queria tomar uma decisão,
relacionava os prós e os contras do assunto numa folha de papel.
Em seguida, fazia a soma dos pontos
e seguia com consciência
da sua atitude tomada.
Quem não usufrui de amor e respeito, tende a desenvolver uma reação de ódio ou uma desconfiança em relação ao mundo à sua volta.
Forma prática
Pegue uma folha de papel
Escreva o que vier à cabeça
Depois de três dias, você ficará
surpresa por tudo que ficou escrito
Escrever o que pensa
num momento de relaxamento,
faz surgir pensamento original
Rei Salomão dizia:
que a loucura é para o louco
uma fonte de alegria.
E, sem a loucura,
não haveriam
os bens na Terra.
