Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Refutação do panteísmo de Espinosa:
1. Se o universo é uma criação divina, então deus deve possuir uma consciência, pois criar é sempre um ato consciente.
2. No panteísmo de Espinosa deus é definido como não tendo uma consciência, sendo apenas uma substância.
3. Se deus não tem consciência, então o universo não pode ser considerado uma criação consciente.
4. Nós existimos, então ou fomos criados por um ser consciente, ou deus não existe, pois não é racional chamar a natureza morta de divindade.
5. Conclusão: O conceito de divindade está inevitavelmente ligado à consciência, isto é, "deus inconsciente" é uma contradição nos termos, como
acreditar na existência duma esfera quadrada. Ao negar a existência da consciência divina o panteísmo contradiz o conceito de criação. Se a divindade não tem consciência o universo não deveria existir, mas ele existe. Logo, o panteísmo de Espinosa está refutado como explicação para existência do universo.
A vida é um algoritmo autocanalizado pela história, onde interações estocásticas refinam uma direção emergente.
Um belo dia, desses comuns que não prometem nada além de um café morno e uma lista de tarefas ignoradas, o Instagram resolveu brincar de cupido aposentado e me sugeriu justamente ele. O primeiro. O inaugural. O responsável por aquele tipo de sentimento que a gente jura que nunca mais vai sobreviver depois que passa. E lá estava… diferente. Tão diferente que me deu uma sensação estranha, como encontrar um lugar da infância e perceber que ele encolheu, ou talvez fui eu que cresci demais.
Eu olhei, respirei, e senti… nada. E isso, minha querida, é quase um espetáculo. Porque houve um tempo em que só de pensar nele, meu coração fazia mais drama que novela das nove. E agora? Silêncio. Um silêncio elegante, quase debochado. Como quem diz: olha só você, sobrevivendo ao que jurava que ia te destruir.
Eu já tinha dito tudo que precisava. Já tinha revirado cada memória como quem procura um brinco perdido no fundo da bolsa e descobre que nem queria tanto assim. Me libertei. E não foi aquele tipo de libertação cinematográfica, com vento no cabelo e trilha sonora épica. Foi mais tipo um “cansei mesmo” dito em voz baixa, enquanto dobrava roupa. E, curiosamente, funcionou melhor.
A maturidade chega meio sem avisar, meio sem pedir licença. Quando você vê, já está entendendo coisas que antes pareciam enigmas escritos em outra língua. Eu entendi que o primeiro amor não é necessariamente o amor certo. Ele é só o primeiro. Um rascunho emocional cheio de intensidade e pouca estrutura. Bonito? Às vezes. Sustentável? Quase nunca.
Depois dele, a vida, que adora um plot twist, me apresentou alguém que nem sabia o que era amar. Um homem com idade de adulto e manual emocional de adolescente. E eu, que já vinha com cicatrizes e uma certa desconfiança profissional, fui com calma. Observei, questionei, testei, quase como quem avalia um investimento de risco. Só que no meio disso tudo, eu fiz algo curioso: ensinei. E, sem perceber, fui ensinando também a mim mesma.
Me tornei o primeiro amor dele. E olha… isso tem um peso bonito. Não é sobre ser a primeira por acaso, é sobre ser a primeira de verdade. Aquela que fica. Aquela que constrói. Aquela que não foge no primeiro tropeço. E, no meio de tanto cuidado, tanto medo de dar errado de novo, deu certo. Assim, meio sem alarde, meio no susto. Deu certo.
Hoje, quando olho para trás, vejo que aquele garoto de 16 anos foi importante, sim. Mas ficou onde deveria ficar: no passado. Não faz mais sentido tentar encaixar alguém antigo numa versão minha que já nem existe mais. E quando o Instagram me mostrou o rosto dele, quase como um teste do universo, eu fiz o que qualquer mulher que já entendeu seu próprio valor faz: cliquei no “X”.
Sem drama. Sem recaída. Sem curiosidade.
Só um gesto simples, mas carregado de significado. Porque algumas histórias não precisam de continuação. Elas já cumpriram o papel delas.
E se existe essa ideia bonita de amores que se encontram em outras vidas, que seja. Quem sabe, em outro tempo, em outra versão de mim, em outro cenário. Mas nesta vida aqui, nessa bagunça linda que eu construí, eu já tenho o amor que escolhi ter até o fim.
E olha… que sorte a minha não ter ficado presa no começo, quando o melhor ainda estava por vir.
Escolher outras flores é menos doloroso do que tirar os espinhos de uma bela rosa, porém essa escolha poderá custar a sua felicidade.
O brilho de um sorriso, é reflexo de uma áurea iluminada, de um coração alegre e uma pessoa abençoada!
Não desacredite do amor, por uma decepção amorosa; o sentimento não tem culpa de uma ação desrespeitosa.
Viva cada minuto, pois o relógio da vida, ora atrasa, ora adianta; mas uma hora o ponteiro pára e não recomeça.
Quando uma situação é capaz de influenciar nossa emoção e convicção; ocorre uma desconstrução por uma ocasião efêmera, gerando reclamação constante, fazendo nos esquecer de toda construção de antes.
Uma mulher interessante não é a que “convence alguém a ficar”
É a que sabe ir embora quando percebe que não está sendo escolhida.
