Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
A partir da Conquista, a Reciprocidade é Revelada
Uma vez conquistada a sua valorosa confiança, por meio de uma conduta sincera, frequente e muito respeitosa, a sua companhia veemente se torna um toque de muito charme, de uma satisfação edificante — assim como aquela proveniente de uma refeição saborosa. É uma exultação pela soma de detalhes que fazem com que uma simples ocasião seja tão encantadora, que permite esquecer um pouco as dificuldades.
Transmite uma emoção calorosa de muita vitalidade; ela se mostra provida da elegância, com alguns requintes de simplicidade que envolve a sua essencialidade e as suas belas formas, acompanhada de perseverança, força e sensibilidade diante daquilo que importa verdadeiramente — qualidades de uma arte charmosa, daquelas que demonstram vida e profundidade para os olhares certos que, por dentro, também a olham.
De fato, a luminosidade do seu olhar prende tanto que, durante determinados momentos, já é suficiente para deixar o tempo pausado, enquanto os espelhos da sua alma refletem o seu lindo universo e aos seus sentimentos dão fala, usando uma linguagem intensa quando existe um entrosamento genuíno que vai além palavras; onde os atos de afetos são recíprocos e não ficam apenas guardados nos pensamentos — uma poesia do amor divino que poder ser compartilhada se houver sincronismo.
O bom caminhar
Nessa vida
Requer
Uma alma preparada.
Distante do ódio
Que sempre nos espreita
a jornada.
chamar a esposa de minha rainha
além de ser uma antiga tradição
de respeito
é de um simbolismo matrimonial profundo.
Duas aves passeavam no céu quando uma das Duas perguntou pra outra
VAMOS comer umas nuvens?
E a outra respondeu
Aquela de algodão doce é a minha...
O amor pode ser uma ilustração
Uma bonita visão de uma noite
Ou um sonho
Ou até mesmo uma verdade só sua que você não queira perder sem ao menos decifrar
“Pais, não adianta orar pedindo a Deus que corrija seus filhos, pois essa é uma incumbência que Ele delegou a vocês.”
— Anderson Silva
Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.
Ela é sobre mim.
Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.
Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.
Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.
Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...
Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.
Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.
Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.
E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.
Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.
Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.
