Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Há sempre uma escolha a fazer
Certo ou errado ninguém vai te responder
Não temos pressa aqui o tempo se dispersa
No fim do túnel não há nada a sua espera
O desespero só vai te fazer sofrer
Não somos todos feitos de pedra
ou de aço que o sol endurece.
Há os que nascem de água,
de uma flor que desponta no silêncio,
e não sabem o peso do ferro,
nem medem a força no punho cerrado.
Mas dizem-me que são fracos,
os que não carregam montanhas,
os que não rompem o vento com o corpo.
E eu pergunto:
o que vale a muralha se a raiz cresce em silêncio,
se o vento a toca e ela cai?
Há uma força que não se vê,
uma coragem que não precisa de gritos.
No invisível dos dias,
nas pequenas lutas que ninguém repara,
ali também se ergue o mundo
e o seu peso é suportado
por mãos que não seguram espadas.
O desprezo não lhes cabe,
nem o desdém dos que se crêem gigantes.
Pois no fim,
não são os músculos que seguram o tempo,
mas o coração que, em silêncio,
faz nascer o dia.
Se a vida te der um limão, não fique chateado. Faça uma limonada. Se a vida te der uma goiaba, faça uma goiabada. Se a vida te der um cágado, dê esse cágado de presente pra alguém, pô!
Enquanto o futuro não se decide, o agora me parece uma boa opção.
Tenho uma confissão: noventa por cento do que
escrevo é invenção; só dez por cento que é mentira.
Nossa vida era uma outra coisa que decidimos não engolir mais. Nós queríamos mais e agimos. Tomamos uma decisão e conseguimos! Mudamos de vida. É isso. E nunca mais vamos olhar pra trás.
"viver é, acima de tudo, uma dança entre o caos e a ordem, entre o medo e a coragem"
respiro fundo e sinto a vida pulsando. é como se um raio de sol atravessasse as nuvens densas de um dia comum. e saber que, por mais que o mundo lá fora possa ser incerto, eu estou aqui, presente, sentindo. quando escrevo, não me refiro apenas às grandes conquistas, mas também às pequenas maravilhas do cotidiano: o sorriso inesperado de quem se ama, o sabor de um café quente numa manhã fria, o conforto de um abraço. já reparou na sorte que é poder sentir o calor do sol na pele, ouvir o som do vento nas árvores, mergulhar o olhar no céu infinito? eu sei, há dias que o peso do mundo parece demais para suportar. mas mesmo nesses momentos há uma sorte intrínseca em simplesmente estar aqui. viver é, acima de tudo, uma dança entre o caos e a ordem, entre o medo e a coragem
- thalita monte santo.
Criei uma necessidade violenta de me lembrar da vida e, pra isso, preciso prestar muita, muita atenção nela.
Estamos aptos a tantas coisas que nossa breve existência humana é curta para experimentar mesmo uma fração infinitesimal delas.
Escrever uma autobiografia é, na verdade, sumir.
A metamorfose de uma sociedade está sempre acompanhada da paranoia.
A vida é uma somatória de instantes existenciais cujo valor está vinculado à certeza da finitude e ao desejo da eternidade.
"Assim como a joaninha, pequena e cheia de cor, você tem uma força incrível dentro de si. Não subestime os pequenos passos—eles podem te levar a grandes alturas!"
Há momentos efêmeros que justificam toda uma vida.
Vestia uma roupagem de independência. A tal da juventude quase infantil me deixava corajosa, quase petulante. Eu tinha nas mãos a formula da liberdade. O tempo passou fantasiado de vento e voou, para bem longe de mim. Olheiras nos olhos e dependência de tudo aquilo que antes me carregava de medo e repulsa. Preciso do comando, do carregar, da mão sempre posta, do elogio da boca alheia, e das vestes limpas sem um amasso. Se não, não dá. Declino. Eu fico aqui dentro do quadrado parada, sem conseguir ir para nenhum lugar. Rezo para o tempo fantasiado de vento trazer a formula de novo para mim. A minha independência. A minha liberdade.
