Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
E os seus sonhos ? Comi! E a sua realidade? Viví! E como você está? Ah! Eu estou viva e feliz! Porque? Porque eu amo viver!
Começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço. Eu?! Eu mudo sempre! Eu busco o que me ilumina, me faz bem! Metamorfose de sonhos, pensamentos! O meu Eu, não nasceu para ser estático! Eu sou do Sol!
Eu vou guardar na memória o tempo que foi bom da gente
mas infelizmente o que restou é cinza e eu prefiro cor
Me afastei pra me auto querer, para que eu pudesse perceber que não preciso de mais nada além de mim para me fazer tão feliz quanto eu posso fazer. Talvez um dia você possa voltar ao meu lado
Para não mais ser parte de mim, mas sim excedente.
Sentirá falta de olhar ao lado e ali eu estar.
Sentirá falta de precisar de apoio no mar e mesmo sem chão eu me afogar para te salvar.
Sentirá falta de todas as noites em que você chorou e eu estive ali pra confortar.
Um dia sentirá falta, mas ali eu nunca mais vou estar
Tenho muitos equívocos mas se existe algo de amor, de alegria em cada criatura, eu quero alcança-los.
Nem sempre oque queremos conseguimos, mais vale a pena tentar e arriscar, se somos aventureiros eu não sei, mais somos poucos que tentam fazer a diferença, abraça a causa ou não fica de braços cruzados.
Se eu não fosse daquele tipo de corrente a que chamam do antes quebrar que torcer, há muito tempo que o cerne da minha consciência já me tinha chamado de cobarde.
Filhos...
Serão sarilhos
Cadilhos!?…
Eu sei que não!
São apenas estribilhos
Dos coros afinadinhos
Inspirados, rebeldinhos
Da nossa mais bela canção.
É na infantilidade do meu pensar, que eu reconheço que ainda não perdi a alma de menino, a verdadeira.
Eu nunca seria um ser humano consciencioso, se não fizesse perguntas a mim próprio antes de responder aos meus semelhantes.
É mais fácil amputarem-me as pernas que cortarem a raiz do meu pensamento e calarem a razão de eu ser assim.
Se eu amanhã não tiver a esperança noutro depois, é sinal que o meu hoje anda de mal comigo e não me dá futuro.
SAUDAÇÃO DE UM BICHO
Nunca eu vos enganei
Ó gentes do meu amar
Porque haveria eu de vos lograr
Se não sei o que sequer serei?
Tal e sempre por bem vos amarei
Com raízes espetadas no coração
Que alimentam como se fosse o pão
Vivo de esperança, ai, eu o hei!
Trago-vos vivos no meu olhar
Aqueço-vos na minha fogueira
Mesmo que ela apague a noite inteira.
É este o bicho homem a saudar
Outros da mesma massa de amassar
O pão da vida ainda por levedar...
Carlos De Castro
Finisterra, 26-05-2022.
