Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Eu te escrevo porque não consigo te olhar nos olhos pra dizer tudo isso. Não porque falte coragem, mas porque me conheço — eu desmoronaria no primeiro segundo. E talvez você nem notasse, porque sempre teve esse jeito contido, quase blindado. Então, eu escolho escrever. Escolho esse caminho porque é o único que consigo agora pra me despedir de você.
Durante o tempo que permanecemos juntos tentei construir um vínculo. Me dediquei de verdade. Fui inteiro, mesmo quando tudo à minha volta dizia pra ser metade. Mas a gente só constrói quando há alguém disposto a abrir a porta, nem que seja só um pouquinho. Você nunca abriu. E eu fiquei do lado de fora, imaginando como seria lá dentro. Tentando entrar por frestas que talvez nunca tenham existido.
Quando você, enfim, disse que estava pronto, a vida me colocou na posição de ter que contar algo delicado, algo meu, íntimo. Eu fui honesto, entretanto, percebi que isso mexeu com você, talvez mais do que você conseguiu me mostrar. Senti você se afastando. Não só fisicamente — mas afetivamente. Como se alguma parte de você tivesse se fechado de vez.
A gente nunca teve um namoro. Tivemos um caso, como dizem. Mas pra mim nunca foi só isso. E é exatamente por isso que agora está doendo tanto. Eu estou sentindo sua ausência, sua distância, esse silêncio que se prolonga e vai criando um vazio entre nós. E talvez esse vazio seja a sua forma de dizer, sem palavras, que não dá mais. Que eu devo ir. E tudo bem. Só que dessa vez, eu quero ir de outra forma.
Não quero bloqueios, apagar os históricos ou fingir que você nunca existiu. Não há motivo pra isso. A gente pode se despedir sem repetir dores antigas, sem apagar o que foi bonito. Vai doer, claro. Como todo fim. Mas talvez essa dor tenha um sabor mais estranho, porque você foi o meu quase.
E o quase dói de um jeito diferente. Porque o quase é aquela linha tênue entre o sonho e a realidade. Ele deixa a gente preso num "e se?". E se tivesse dado certo? E se ele tivesse ficado? E se eu tivesse sido escolhido? O quase é um buraco aberto onde a gente fica tentando encontrar respostas que talvez nunca venham. Mas faz parte. Faz parte ir, mesmo com o quase pesando no peito.
A verdade, é que pra qualquer coisa dar certo, os dois precisam querer. Os dois precisam estar abertos pra se escolherem todos os dias. E eu não posso mais ficar tentando ser escolhido por alguém que não me vê como possibilidade real.
No fim das contas, a gente sobrevive a tudo — até aos quase amores. E se tem uma coisa que eu levo daqui, é a certeza de que fui sincero. Que tentei. Que me permiti sentir.
Eu nunca fui enganado. Não naquilo que realmente importa: o sentimento. Está tudo bem. Eu entendi.
E do fundo do coração, eu desejo que você encontre um amor que te remexa todo. Que te tire do eixo — mas só pelo lado bom. Eu tentei ser esse amor. Aquele que acolhe sem quebrar nada por dentro. Mas sei, agora, que talvez esse jeito não tenha sido o suficiente pra você.
E tudo bem também.
Porque talvez, filosoficamente falando, o mais cruel não seja ser rejeitado... é nunca ter sido sequer considerado a possibilidade de ter sido sua melhor escolha.
Adeus meu amor.
Obrigado por tudo, pelos momentos de carinho, pelos momentos de correria.
Eu sinto sua falta. Da maneira como me olhava atentamente. De como você cuidava dos seus irmãos para não virar bagunça.
Eu sinto falta do seu cheiro. Sinto falta do seu miado. Sinto falta de tudo.
Adeus. E descansae em paz, minha Maria.
Às vezes eu erro, tu erras e nós erramos; mas, podemos corrigir todas as imperfeições com a vontade de ajudar, melhorar e aperfeiçoar uns aos outros.
Quando alguém escreve algo sobre o Senhor em inglês eu respondo: I love isso: comes from Jesus Cristo.
Amor, eu te amaria se soubesse o que é o amor...
Amor, eu te amaria se o amor fosse a realização dos meus desejos.
Amor, eu te amaria se você desistisse de ser você.
Amor, eu te amaria se você se calasse diante dos meus argumentos.
Amor, faça tudo por mim e quem sabe te amarei, mas primeiro, todos que eu amo devem estar felizes, e talvez, eu disse, talvez... um dia...você pode estar entre eles.
Amor, é assim que te amo...
Eu não posso impedir outras pessoas de se encantarem por ti e te desejarem, mas eu posso acreditar que tu desejas só a mim e que eu te basto.
É com prazer que eu ouço o que as pessoas têm a me dizer; porém, respondo com alegria tudo pelo poder da Educação na Justiça de Deus.
Eu não meço as palavras para expressar a verdade: eu conto as sílabas e as letras dela e ainda dou a dica de onde ela veio, onde se encontra e como praticá-la no meio de uma geração de hipócritas, desobedientes, mentirosos, corruptos e medrosos.
Quando o sol aparece eu ponho um chapéu na cabeça; quando o Diabo aparece pela fala humana eu ponho Deus na memória e solto o Sol da Justiça em cima da cabeça dos outros.
Perguntem-se do que eu estou falando para as pessoas todos os dias e vocês saberão de quem estou falando todos os anos.
Se eu chegar aos 80 anos como cristão fiel, pode ter a certeza de que, entre 10 irmãos, eu serei o único a sobreviver mais tempo, porque o Senhor prometeu longevidade aos justos.
Eu gostaria que fosse o Evangelho a paz entre as nações, mas como os outros têm outros gostos, que seja o sofrimento.
