Eu sou tudo e nada
Estou exausto. Desejo partir, anseio por liberdade. Livre para um lugar onde eu possa me aconchegar sem medo, Um lugar onde eu não precise competir para estar, onde eu não precise me desfazer para fazer algo, um lugar onde eu tenha um cantinho para descansar, onde todo café é quente e toda conversa termina em risada e não em silêncio.
Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas se você também ficar vai ser mais doloroso ainda. Pois sabemos que isso só iria nos prejudicar.
Digo que foi bom enquanto durou. Mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa.
Pois, como você sempre me dizia, nunca tinha sido realmente amada em voz alta. E quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram… e você correu, com medo, sem saber lidar com tudo isso.
🎶Os sons que me escapam🎶
Particularmente, amo a música.
Seja aquela batida alegre que fazemos com os dedos contra a mesa quando estamos alegres;
Seja aquele som estranho que sai após rirmos demais de uma piada boba;
Seja o ritmo suave em que as lagrimas caem, misturando a melancolia com algo próximo ao amor, e ditam o formato de suas bochechas.
Seja, até mesmo, a música favorita de um amigo distante que ecoa no radio após tanto tempo, recordando o passado.
Os sons residem comigo, carregam uma parte de mim que ninguém mais tem e flutuam pelo mundo, como se fossem apenas meros barulhos- e não como o amontoado caricato dos meus sentimentos mais profundos. Uma orquestra mal organizada de tudo que sinto e deixo de sentir, tudo que bagunço e arrumo, de tudo que há- e também falta.
A minha música ecoa por paredes rígidas demais, mas que com sua intensidade faça com que o soar mais suave penetre nas vigas mais pesadas; edificando o lar instável da mente barulhenta que apenas busca reciprocidade, musicalidade e significado. Perdidos nos ruídos abstratos que viajam, mesmo sem minha permissão e saber, ao redor de cada esquina perturbada.
Ainda assim, os sons continuam.
Não pedem para ser entendidos, nem traduzidos —
apenas acontecem, como se soubessem o caminho de volta para fora de mim.
Às vezes, penso que eles não querem ser guardados.
Que nasceram com essa vontade estranha de partir,
de se perder no mundo e tocar alguém por acidente.
🎼
Se o arrependimento matasse,
não restaria sopro algum sobre a terra —
nem vento, nem voz,
apenas o silêncio pesado
de tudo o que poderia ter sido diferente.
Carrego comigo essa estranha sina:
a de nunca pisar sem antes duvidar do chão,
a de nunca falar sem antes ensaiar o eco do erro.
Cada gesto meu nasce já cansado,
como se soubesse que será revisto,
revirado,
remoído até perder o nome.
Penso antes, durante, depois —
e, ainda assim, falho na paz.
Há sempre um segundo pensamento
que corrói o primeiro,
um sussurro tardio que diz:
“não era isso”,
“não assim”,
“não deveria ter tentado”.
Minhas palavras saem vestidas de despedida,
como se cada uma carregasse em si
um pequeno morrer —
o morrer daquilo que poderia ter sido dito melhor,
ou calado por inteiro.
E então me recolho,
refaço diálogos que já não existem,
reescrevo frases em um tempo que não volta,
tentando salvar, em atraso,
o que nunca esteve seguro.
Se o arrependimento matasse,
eu já teria partido incontáveis vezes.
Mas permaneço: erguendo versões de mim
sobre os escombros do que pensei ter errado,
pintando o quadro da aquarela de meu engano e soprando o vento do meu amago.
E, ainda assim,
há um sopro teimoso em mim
que insiste em continuar,
mesmo sabendo
que amanhã também haverá dúvida,
e então depois,
e depois.
Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.
Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.
Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.
Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.
Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.
“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.
E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.
Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.
Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.
É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.
O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.
E, mesmo assim,
eu volto.
Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.
Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.
E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.
Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.
Não tão querido, diário....
Cocei meus olhos com mais força que o esperado, me machuquei no meu afago e bocejei lentamente ao começo do dia, mordi a língua ao enrolar mais e, ao decorrer, vivi assim: bebericando café com o gosto mais amargo que o normal, tropicando nos degraus da vida e com dor na lombar de carregar o peso do meu ferimento.
Na metade do dia, senti uma angustia profunda e um embrulhar no estomago, vi a imagem perfeita do meu outro eu imbuído em magoas e perdas, sofrendo mais pelos cheiros do que os acontecimentos, doendo mais no peito do que o local do ferimento. Minha metáfora falha e a piada e caçoada, meus sentimentos afogados e meus fios desgrenhados afagados por mãos falsas.
No fim do dia, no anoitecer melancólico e quase libertador, no feixe de uma dor sem rancor, no sonhar de um horror e o perfume de minha essência, são onde escondo minha dor.
Demorei mais tempo que o normal no banheiro e me banhei ao custo do meu sofrer, sufocando em lágrimas mal derramadas e no amargar do café, que desde o começo dia, esquecido ao lado estragou ao se deixar ser abandonado.
Aquele mesmo corte feito no amanhecer, fraco e pequeno mas que dói mais que o esperado. Aquele que me traí ao arder durante meu sorriso, aquele que fisga quando digo que não tenho medo, o que machuca quando estou tão perto de mim e me afasta ao mesmo tempo.
O que me lembra que as piores infecções não surgem dos cortes mais profundas, mas das suturas mal feitas.
Tenho um caderninho de desejos e pensamentos, daqueles bobos que fazemos como as crianças que sempre somos; nele, encontrei meu próprio nome escrito em diferentes linhas. Uma, procurando significado; outra, querendo beleza; mais uma, repetindo sabedoria; e outra, mais profunda, rasurada várias vezes, com marcas úmidas denunciando o choro, almejando liberdade.
Pisquei algumas vezes e senti o almiscarado de minha pele se tornar sujo, como se o mero desejo de ser livre fosse indigno para alguém como eu. Outra gota pinga no papel; não é preciso da data para perceber que meus sonhos são atemporais e carregam minha essência perdida consigo. Uma risada em descrença sai embargada de minha garganta, e os nós de meus dedos ficam brancos, rasgando repetidamente não o papel, mas sim minha prisão interna.
A presidiária olha de um lado para o outro, seus olhos baixos percorrendo as grades intimidadoras que a cercam. Ao seu lado, uma garotinha de cerca de seis anos a observa de cima a baixo, demorando-se nas algemas que começavam a enferrujar em torno de seus pulsos. A presidiária ri em escárnio e lança um olhar particularmente rude em resposta. A menina, por outro lado, parece se divertir e balança os pequenos pés no ar antes de gargalhar.
A criminosa franze as sobrancelhas e se aproxima lentamente, como um predador à espreita, com os braços cruzados e uma curiosidade crescente. O olhar daquela garota era familiar, e seus dedos pequenos batucavam na parede mais próxima; o barulho, misturado às respirações descompassadas, era o único som do local.
A jovem ousa conversar com a mulher, balbuciando coisas banais e fúteis, como seus gostos favoritos, aquela série específica que, por um acaso, era a favorita da malfeitora, e até sobre o time de futebol para o qual ela torcia. O papo, no começo hostil e desconfortável, torna-se aos poucos acolhedor; e, assim que a mais nova ri pela milésima vez de sua própria piada sem graça, as algemas da mais velha caem em um baque único contra o chão. A liberdade, silenciosa e subjetiva nos pensamentos diferentes — mas tão iguais — das duas, finalmente chega.
Quando pisco novamente, outra gota molhada cai sobre o caderno, embaçando minha visão e me trazendo de volta à dura realidade, que, anormalmente, estava mais quieta que antes — perigosamente próxima da paz. Meus dedos esguios e trêmulos viram a página completamente encharcada e, mesmo com as palavras tortas e a grafia errática, sorrio de canto ao compreender: não sobrevivi, mas, enfim, vivi.
O farfalhar das árvores no bosque
lembra o arrepio da pele
ao encontro do teu abraço.
O suor que me escorre
recorda as lágrimas que te descem,
e o vosso peito
que em silêncio se fere.
Na penumbra da noite,
o sol ainda permanece.
No amanhecer da manhã,
a lua também estará.
Tudo aquilo que recordo
não se perde —
permanece.
Em algum lugar,
em alguma coisa que ainda fala,
mesmo quando já não se vê.
Passei verões inteiros almejando pelo frio;
Invernos torcendo pelas gotas de suor;
Outonos ansiando pelas folhas de árvore;
Primaveras em que não pude me decidir.
A certeza de que, não importa a estação, o meu estado é o mesmo.
As chuvas fortes do verão imbuídas em minhas lágrimas; Invernos tremendo de algo a mais do que frio; Outonos com a queda de outras folhas além das árvores e Primaveras menos amenas e mais intensas; Todas as mudanças são visíveis ao olho nu, todas mudam e renascem em algum outro canto, talvez mais dispostas a mudar de novo, talvez desejando se manter nem que seja só um pouco.
Eu, por exemplo, divido meu corpo na metade; Uma, sorri quando a estação muda, não importa qual seja; A outra, suspira fundo quando o tempo diverge e mantem-se.
A água vem de múltiplas maneiras: suor, chuva, umidade do ar e até minhas lágrimas salgadas, mas todas continuam a molhar do mesmo jeito.
Comecei a anotar quando algo não me fizesse bem; já tem horas que não paro de falar de mim mesma. Provavelmente a vez que mais falei de mim verdadeiramente, mesmo com negativas. Acredito que há algo perigosamente perto de beleza quando há ódio genuíno.
Vejamos, quando terá outro ser melhor de me analisar e repugnar além de mim? Cabe a mim desvendar cada centímetro de decepção que minha mente criara; A ti, mas nada salva.
Minha mente tem a incrível capacidade de notar algo maravilhosamente simples: o carvão antes do diamante; o choro antes do sorriso; o luar antes do amanhecer. Apesar disso, me falta o tato de reconhecer, de dar valor, de sorrir mais uma vez e não apenas ver; mas entender. Ainda não tenho a maturidade de inclinar o rosto para analisar e não julgar, falta-me a vontade de expressar e compreender, ao invés de simplesmente acenar a cabeça e seguir. Necessito da capacidade simples mas essencial de deixar o olhar ficar por mais alguns segundos, me permitindo enxergar o que há de melhor, ou o melhor que há para se ver.
Foi assim que perdi você, aquele que ainda vejo no espelho mas não reconheço, não enxergo o algo maravilhoso ali, somente o simples, banal e finito ser que não desejo mais. Condenado a ser efêmero, me perco no passar do tempo e me vejo vencendo junto com os ponteiros do relógio da vida; Como a criatura com prazo de validade que sou, após tanto tempo, venço, não do jeito que eu queria, mas do jeito que me faz perder o sabor e sobrar o gosto amargo da dor.
Folheando aquele antigo álbum de fotos que carregam mais do que somente imagens, lá, há uma vida vivida de forma tão única e linda que ofusca o agora. Deve ser por isso que quase não há quem pouco lembre e muito age, sempre terá aquele dia onde tudo dirá para você amar, viver e continuar; mas os restos dos dias continuam os mesmos: cinzas, frios e com o odor envelhecido do meu antigo perfume favorito, aquele que espirro pela casa para tentar me recordar por que ainda vivo.
Em falar em perfume, ainda me volta a memoria o cheiro que reverberava pelo ar na primeira vez em que te vi. O doce de seu sorriso imbuído no agridoce de seu perfume, a lembrança, ironicamente, ficando cada dia mais amarga e dolorida, trazendo consigo a verdade a qual tanto tento me esquivar, o som que tanto finjo não escutar, e a vida que invento para não admitir a que ficou para trás.
O motivo de eu amar você tanto, mesmo com defeitos e tal, é porque perdi você uma vez e descobri que te amava tarde de mais, agora que estamos juntos outra vez, vamos aproveitar enquanto a gente pode, vamos nos amar mais do que nunca, além de namorados, somos amigos, só de pensar em te perder parece que eu vou ficar sozinha no mundo, você me ensinou o que é AMAR alguém de verdade, depender dessa pessoa, perder noites de sono pensando nela, pensar em envelhecer com ela, imaginar nossos filhos falando as primeiras palavras mamãe e papai.
Foi você que me fez acreditar no amor.
Isso que eu sinto é maior que tudo e vou repetir eu largaria tudo pra viver ao seu lado para sempre.
Se o mundo acabasse em minha volta eu só ia ver você, quero você, preciso de você,
quero que você seja meu marido, meu melhor amigo, você é a minha vida!
Sem você não resta nada de mim.
Perdemos tempo com isso?
Brigas que não levam a nada, que não tem sentido!
Se você me ama e eu te amo, não importa mais nada, a única coisa que quero é você comigo até o meu último dia de vida. Quero o seu amor, atenção, carinho quero tudo de bom que venha de você!
E quero mostrar para todos o quanto amo você.
Amo de verdade.você é meu principe meu tudo, minha vida
Mesmo que as palavras sejam esquecidas, que a presença não seja constante e que os caminhos sejam diferentes: pode ter certeza te amarei para sempre.
♥
Amo-te não tenho explicação
Estarás sempre no meu coração
Mas para quem sofre de amor
Pensei dizer-te
Que te amava para sempre
Eras o infinito
Mas não passou de um mito
A vida é assim
Isto chegou ao fim
Um olhar, um sorriso, um gesto !!! Mas a verdade é bem evidente sempre nos apaixonamos por quem não gosta da gente..!!!
Ter alguem é uma escolha, permanecer juntos é atitude, a idade chepa para todos a pele vai enrrugar maquiagem sai, cabelos vai ficar brancos, nosso corpo cai deixa de ser sarado mas o gostoso é a coragem de enfrentar tudo, todos pelo amor ambos ficar velhos juntos e no final rir de tudo !!! Te Amo!!!!
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