Eu sou tudo e nada
Falésias do Meu Silêncio
Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.
Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.
Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...
Rita Padoin
Nada será como antes — nem mesmo os nossos pensamentos. A cada piscar de olhos, surge uma nova perspectiva, um novo cenário, uma nova emoção.
UM CAMINHO DE IDA, SEM VOLTA
A vida é um caminho de ida, sem volta.
E de nada adianta a revolta.
Podemos olhar para trás, revisitar lembranças, reinterpretar acontecimentos, compreender nossas escolhas — mas não podemos voltar para mudar aquilo que já aconteceu.
O ontem aceita novas interpretações, mas não novas intervenções.
Talvez essa seja uma das verdades mais difíceis da existência: há coisas que podemos compreender, mas não podemos desfazer.
Palavras pronunciadas.
Oportunidades perdidas.
Pessoas que partiram.
Escolhas realizadas.
Abraços que não demos.
“Eu te amo” que adiamos.
Perdões que chegaram tarde.
O tempo não retrocede para corrigir nossas distrações.
Tempo é vida.
E o tempo não tem preço.
Tem fim.
Por isso, viver permanentemente revoltado com aquilo que aconteceu é tentar discutir com o irreversível.
A revolta não altera o passado.
Apenas permite que o passado continue alterando o presente.
Não significa aceitar passivamente tudo aquilo que nos aconteceu. Existem injustiças que precisam ser enfrentadas, feridas que precisam ser cuidadas e histórias que precisam ser ressignificadas.
Mas existe uma enorme diferença entre lutar contra aquilo que ainda pode ser transformado e lutar contra aquilo que já não pode ser modificado.
Discernimento também é saber essa diferença.
A mente mente.
Ela nos convence de que, se pensarmos mais uma vez sobre determinada situação, talvez encontremos uma saída para aquilo que já terminou.
Repetimos conversas que não existem mais.
Criamos respostas para perguntas antigas.
Imaginamos aquilo que deveríamos ter dito.
Construímos finais diferentes para histórias encerradas.
Se penso, logo resisto.
E, algumas vezes, resistimos justamente ao fato de que a vida continuou.
A saída não está em esquecer.
Está em compreender.
Não está em apagar cicatrizes.
Está em não permitir que elas continuem escolhendo por nós.
O passado explica.
Mas não precisa sentenciar.
Porque protagonismo não é controlar tudo aquilo que nos acontece.
É assumir a responsabilidade pelo que faremos depois daquilo que nos aconteceu.
A vida não anda para trás.
Nós também não deveríamos morar lá.
Leve as lições.
Deixe os pesos.
Aprenda.
Desaprenda.
Perdoe quando puder.
Recomece quando precisar.
E siga.
Porque enquanto discutimos com o ontem, o hoje também está se transformando em ontem.
E talvez amanhã descubramos que perdemos novamente o presente tentando recuperar aquilo que já havia passado.
A vida é um caminho de ida, sem volta.
E de nada adianta a revolta.
Não podemos voltar para escrever novamente as páginas anteriores.
Mas, enquanto houver tempo, ainda podemos decidir o que escreveremos na próxima.
Porque viver não é voltar.
É transformar aquilo que ficou para trás em consciência suficiente para continuar em frente.
Carlos EDUARDO Balcarse
01/09/2026
PENSAR POR SI NÃO É PENSAR EM SI
“PENSAR por SI mesmo NÃO tem absolutamente nada a ver com PENSAR em SI…”
— Carlos Eduardo Balcarse
Existe uma distância enorme entre duas expressões separadas por uma palavra minúscula:
pensar POR si e pensar EM si.
Quem pensa por si procura autonomia.
Quem pensa apenas em si pode transformar autonomia em egoísmo.
E talvez um dos grandes equívocos do nosso tempo seja confundir independência de pensamento com centralidade do próprio eu.
Pensar por si não significa pensar somente em si.
Significa não terceirizar a própria consciência.
É ouvir sem obedecer intelectualmente.
É aprender sem simplesmente absorver.
É discordar sem precisar destruir.
É concordar sem precisar se submeter.
Porque repetir aquilo que todos pensam não é necessariamente pensar.
Às vezes é apenas emprestar a própria voz para um pensamento que nunca foi nosso.
Mas existe outro extremo.
Há quem tenha deixado de pensar pelos outros e passado a pensar apenas em si.
Parece liberdade.
Pode ser apenas outra prisão.
O ego também possui grades — a diferença é que elas ficam do lado de dentro.
Vivemos em uma sociedade que nos ensina constantemente a olhar para nós:
meu sucesso.
minha carreira.
meu dinheiro.
minha imagem.
meu patrimônio.
meu futuro.
E passamos tanto tempo pensando no que queremos conquistar que raramente pensamos no que estamos entregando para conquistar.
Literalmente vendemos nosso tempo para ganhar dinheiro para sobreviver.
Isso não é metáfora.
Entregamos horas de nossa existência em troca de recursos que nos permitem continuar existindo.
Precisamos trabalhar.
Precisamos sobreviver.
Precisamos de dinheiro.
Mas existe um paradoxo:
vendemos tempo para ganhar dinheiro e depois desejamos dinheiro suficiente para finalmente termos tempo.
Trabalhamos para ganhar a vida enquanto gastamos justamente aquilo de que a vida é feita.
Tempo.
Talvez por isso a pergunta não seja apenas:
“Quanto estou ganhando?”
Mas também:
“Quanto de mim estou gastando para ganhar?”
Porque existe diferença entre preço e valor.
Seu trabalho pode ter preço.
Sua hora profissional pode ter preço.
Sua vida, não.
Dinheiro perdido pode voltar.
O minuto que você gastou para ganhá-lo não volta com ele.
E é justamente aqui que pensar por si se torna necessário.
Quem não pensa por si pode passar a vida inteira perseguindo uma definição de sucesso criada pelos outros.
Estuda porque disseram.
Trabalha porque disseram.
Compra porque disseram.
Compete porque disseram.
Acumula porque disseram.
E um dia talvez descubra que venceu uma corrida sem nunca ter perguntado se queria chegar naquele lugar.
Não existe protagonismo em uma vida vivida segundo pensamentos terceirizados.
Mas pensar por si também exige perceber o outro.
Porque consciência que só enxerga a si mesma talvez ainda não tenha ampliado suficientemente o próprio campo de visão.
Eu existo.
Mas o outro também existe.
Eu tenho dores.
O outro também.
Eu tenho sonhos.
O outro também.
Eu preciso de tempo.
O outro também está gastando vida enquanto divide o tempo dele comigo.
Talvez compreender isso transforme relações.
Quando alguém nos oferece uma hora, não está oferecendo apenas sessenta minutos.
Está oferecendo uma parte irrepetível da própria existência.
Por isso, presença é uma das formas mais profundas de valor.
Quem oferece tempo oferece algo que jamais poderá receber de volta.
Pensar por si é liberdade.
Pensar no outro é consciência.
Pensar apenas em si pode ser aprisionamento.
E deixar que os outros pensem por nós é desistir silenciosamente da autoria da própria mente.
Então pense.
Mas pense sobre o pensamento.
Questione aquilo que você acredita.
Desconfie inclusive das certezas que mais confortam você.
Porque talvez a pergunta mais importante não seja:
“O que estão pensando de mim?”
Talvez seja:
“Quem está pensando dentro de mim quando acredito que estou pensando por mim?”
Não permita que pensem por você.
Mas também não transforme você no único objeto do seu pensamento.
Afinal,
“PENSAR por SI mesmo NÃO tem absolutamente nada a ver com PENSAR em SI…”
Uma preposição muda a frase.
Uma consciência muda a vida.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Vamos repensar?
Sócrates — “Só sei que nada sei.”
“Reconhecer a própria ignorância é o início da sabedoria, mas permanecer nela por comodidade é uma escolha. A humildade intelectual abre a porta do conhecimento; a acomodação fecha todas as outras.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Albert Camus:
“A liberdade nada mais é do que uma chance para sermos melhores.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A liberdade sem consciência é apenas a possibilidade de escolher a própria prisão. Ser livre não é fazer tudo o que se deseja; é ter domínio suficiente sobre si mesmo para não ser escravo dos próprios desejos.”
Peça aos vivos que se despeça dos mortos, com a grande certeza de que nada foi em vão.
O amor verdadeiro não desaparece, ele se modifica, o tempo passa rápido, e há uma certeza do reencontro, todos nós somos a linha do tempo no tempo de alguém.
O caráter de uma pessoa se revela na forma como ela trata aqueles que nada podem lhe oferecer em troca.
João 10:10
(1Evaristo)
Vida é para ser abundante
O contrário vai contra Deus,
Nada de crenças limitantes
Para você e para os seus.
Vida é para ser abundante,
Tenha palavras edificantes
Pois elas ligam a Deus
Tanto você quanto os seus.
Vida plena, farta e abundante
Nada de crenças limitantes
Pois você é imagem semelhante a Deus,
Acredite sendo praticante
Da bondade para com os seus,
O amor (em todo tempo) prevaleceu.
feradapoesia.blogspot.com
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Não tive nada a ver com o 11 de setembro… Só carrego a Culpa, a Gratidão e a Graça de ter nascido num dia bom, com a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.
Outubro ou nada!?!
Que nem a seriedade cobrada pela vida adulta consiga distrair a graça da criança que ainda vive em nós!
Amém!
Bendito seja Deus, que teve o cuidado de escolher o 28.º dia de outubro — ou nada — para me favorecer com a graça de confiar-me àquele que veio para laurear meus dias e, por vezes, salvar-me até de mim mesmo: o Homem da minha vida!
A ti rogo toda sorte de bênçãos, em nome de Deus Pai, de Deus Filho e do Espírito Santo.
Sei bem que tu sabes, mas a minha eterna gratidão pela tua existência — e a certeza da finitude da vida — obrigam-me a repetir: te amo, filhão!
Feliz aniversário!
Ao meu filho amado, Alessandro Teodoro Jr.!
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