Eu sou tudo e nada
Chegar ao vazio que cheguei diante do nada, sentir a dor que senti através do calor do mais cruel sentimento, vivenciar de maneira nítida o fim... e conseguir levantar, recomeçar, renascer e viver, definitivamente não é para qualquer um e sim somente, para quem é movido pela luz e guiado pelas mãos de Deus.
- Flávia Abib
“Você Não Está Perdido — Está Desconectado”
Capítulo I — O quase nada No começo, não parecia importante. Era só uma sensação fina, dessas que passam entre um pensamento e outro, como vento entrando pela fresta da janela.
Não doía, não alegrava — apenas chamava. Um chamado baixo, quase educado, como quem bate na porta e já vai se afastando.
A vida seguia no automático: café quente demais, ônibus cheio, conversa repetida. Tudo funcionando… mas algo não encaixava. Não era falta. Também não era excesso.
Era um quase.Quase inteiro. Quase satisfeito. Quase em casa.
E o curioso é que ninguém ensinou a desconfiar do “quase”. A gente aprende a fugir da dor, a correr atrás do prazer, mas raramente alguém avisa que o perigo mesmo mora nesse meio-termo silencioso.
No lugar onde nada grita, mas algo insiste. Foi aí que começou — não com um acontecimento, mas com uma pergunta sem forma. Uma pergunta que não pedia resposta imediata. Só pedia coragem pra não ser ignorada.
Capítulo II — O barulho que não vinha de fora Com o tempo, o mundo ficou mais barulhento. Ou talvez sempre tenha sido — e só agora os ouvidos cansaram.
Notícia, opinião, conselho, regra, fórmula pronta.
Gente dizendo quem você deveria ser, onde deveria chegar, quanto deveria sentir. Mas o incômodo não vinha daí. Era estranho perceber que, mesmo no silêncio da madrugada, algo continuava pulsando. Não era ansiedade. Não era tristeza. Era um tipo de inquietação lúcida. Como se uma parte de você estivesse acordada há anos, esperando o resto perceber.
No Norte, chamariam isso de assombração da alma. No Nordeste, talvez fosse aperreio manso. No Sul, um desassossego quieto. No Sudeste, só mais uma coisa engolida pela rotina. No Centro-Oeste, aquele vazio largo, igual estrada sem placa. Mudam os nomes, mas o sentimento é o mesmo: quando o barulho externo diminui, o interno pede vez.
E ele não aceita distração — aceita escuta.
Capítulo III — A travessia invisível Nem todo caminho tem placa. Alguns começam quando você para de fugir. Outros, quando cansa de agradar. Há travessias que não mudam endereço, emprego ou status — mudam o jeito de pisar no chão. Você começa a perceber detalhes: O jeito como segura o copo. As palavras que escolhe engolir. Os sonhos que deixou pra depois sem marcar data. É desconfortável. Dá vontade de voltar. A mente tenta negociar: “deixa isso pra lá, tá tudo funcionando”.
Mas você já sabe — funcionar não é viver. Nesse ponto, algo curioso acontece: a curiosidade vence o medo. Você não tem todas as respostas, mas sente que seguir é menos perigoso do que ficar. E pela primeira vez, em muito tempo, não é o mundo que puxa você — é você que dá o passo. Pequeno. Tremido. Verdadeiro.
Capítulo IV — Quando tudo começa a fazer sentido (sem explicar tudo) A alegria não chega em forma de fogos. Chega como alívio. Como quando você solta o ar sem perceber que estava prendendo. Não é euforia — é clareza. Você começa a rir de coisas simples. A música bate diferente. O dia continua difícil, mas agora tem propósito. As pessoas não mudam tanto… quem muda é o lugar de onde você as enxerga.
O mistério não se resolve. Ele amadurece. E é aí que mora a graça: perceber que não era sobre encontrar algo perdido, mas sobre lembrar de algo esquecido. Algo que nunca saiu de você — só estava soterrado por expectativas alheias, comparações injustas e pressas que não eram suas. Em cada canto do Brasil, alguém está vivendo esse mesmo instante agora. Cada um com seu sotaque, sua história, sua luta. E ainda assim… iguais na essência.
Capítulo V — O nome que você já conhece No fim, não há revelação grandiosa. Não tem luz descendo do céu nem frase de efeito pra postar. Só um entendimento calmo, firme, irreversível. Você não estava perdido. Estava desconectado. E aquilo que parecia mistério demais, complexo demais, distante demais… sempre foi íntimo.
Tão íntimo que o óbvio passou despercebido. A alegria que surge agora não vem de fora. O ânimo não depende mais do acaso.
A curiosidade vira combustível, não angústia. E quando alguém perguntar o que mudou, você talvez não saiba explicar. Vai sorrir de canto, respirar fundo e pensar: “Nada mudou… eu que finalmente cheguei.”
Capítulo VI — O nome do que nunca foi vazio Chega um momento em que a pergunta muda de tom. Ela deixa de ser “o que falta?” e vira “por que eu me afastei?” Porque nunca foi vazio. Foi abandono interno. Você percebe que passou anos entregando sua atenção, sua força, seu tempo e sua fé para tudo — menos para si.
Viveu cumprindo papéis, sustentando imagens, mantendo estruturas que não te sustentavam de volta. Aquilo que parecia inquietação era, na verdade, você tentando se encontrar. Aquilo que parecia desconforto era resistência à mentira confortável. E aquilo que chamavam de crise… era lucidez nascendo. Não foi o mundo que te confundiu. Foi você que se afastou de quem era para sobreviver.
Capítulo VII — O dia em que tudo se encaixa sem aplauso. A revelação não acontece em palco. Ela acontece em silêncio. Num dia comum, você entende: não precisa mais provar nada. Não precisa correr atrás de aprovação. Não precisa ser visto para existir. Você entende que ninguém viria te salvar, porque nunca foi sobre resgate. Era sobre assumir o próprio lugar. E isso dói — porque assumir o próprio lugar exige abandonar desculpas, dependências emocionais, expectativas herdadas e versões menores de si mesmo.
Mas, junto da dor, vem algo raro: paz sem anestesia. Uma paz firme, adulta, que não depende de circunstância. Uma alegria que não faz barulho, mas não vai embora.
Capítulo VIII — O que tudo isso sempre foi. Tudo isso sempre foi sobre retomar o comando. Sobre sair da vida reativa e entrar na vida consciente. Sobre entender que liberdade não é fazer o que quer — é não ser refém do que não escolheu. Era sobre parar de fugir de si. Parar de negociar a própria essência. Parar de chamar sobrevivência de vida. Quando isso fica claro, algo muda para sempre: você não aceita menos do que verdade. Nem em relações. Nem em caminhos. Nem em si mesmo.
Capítulo IX — O grito Escuta. VOCÊ NÃO ESTÁ ATRASADO. VOCÊ ESTAVA DISTRAÍDO.
O que te disseram que era impossível era só difícil demais para quem vive anestesiado. Você não nasceu para caber. Nasceu para habitar. Não foi fraco por sentir demais. Foi forte por aguentar tanto tempo desconectado. Se você sente esse chamado agora, não ignore. Ele não vem para confundir — vem para libertar. A VIDA COMEÇA QUANDO VOCÊ PARA DE PEDIR PERMISSÃO PARA SER QUEM É. Eu atravessei. Doeu. Mas valeu. E se você está lendo isso com o peito apertado e a mente desperta, saiba: não é coincidência. É o seu momento.
ALERTA FINAL — A IRREVERSIBILIDADE DA CONSCIÊNCIA Depois que você começa a se conectar consigo mesmo, não existe mais volta inocente. Você pode tentar retornar à distração.
Pode fingir que não viu. Pode mergulhar de novo no automático, nas relações rasas, nas escolhas que anestesiam, nas versões menores de si. Mas não será como antes. Porque antes você não sabia. Agora você sabe. E quando alguém escolhe a inconsciência depois da lucidez, o peso é maior.
A inquietação não sussurra — ela cobra. O desconforto não é mais “quase” — é consciente. O silêncio deixa de ser vazio e vira confronto. Voltar não devolve você à ignorância. Coloca você em conflito. E o conflito de quem já despertou é mais intenso, mais profundo, mais difícil de silenciar. Não porque exista punição mística — mas porque existe clareza.
Depois que a verdade é reconhecida, toda fuga vira traição interna. Toda escolha incoerente grita. Toda mentira confortável machuca em dobro. Você pode se afastar de si… mas cada afastamento após a reconexão exigirá muito mais energia para reparar. Não é sete vezes mais difícil por superstição. É sete vezes mais difícil porque você estará lutando contra aquilo que já reconheceu como verdade.
É remar contra si mesmo. É tentar apagar algo que já foi visto com nitidez. A consciência, uma vez ativada, não aceita ser reduzida. Ela cobra alinhamento. Por isso, antes de iniciar essa travessia, entenda: isso não é curiosidade passageira.
Não é fase. Não é leitura inspiradora.
É ruptura.
E quem rompe com a própria ilusão nunca mais consegue viver confortável dentro dela. Se você começar… vá inteiro. Porque depois que você acorda, voltar a dormir não traz paz — traz conflito.
E conflito consciente custa caro demais.
Nada está parado.
Somos nós sendo moldados,
afiados, erguidos,
para florescer no exato instante
em que Deus disser: agora.
E quando florescermos,
até os dias difíceis
vão exalar perfume de promessa.
" A liberdade nada seria se não existissem as prisões, por isso não cabe achar que o mundo é uma linha reta, onde todos devem caminhar...
Nada é mais precioso para o ser humano do que ter o Espírito Santo guiando a sua vida, habitando em seu ser e andando consigo onde quer que vá. Ele tem Sua mão sustentando-o, sendo a sua segurança e o seu consolo em todas as horas difíceis. Ester Bezerra
O carinho gostoso é aquele que não espera nada em troca, que se doa de forma desinteressada. Ele surge de forma espontânea, sem que precisemos pedir ou implorar por ele. É como um raio de sol em um dia nublado, nos aquecendo e iluminando.
Receber esse tipo de carinho é uma bênção, pois nos faz perceber que somos amados e que alguém se importa verdadeiramente conosco. É uma troca de energias positivas, que renova as nossas forças e nos faz enxergar o melhor da vida...
- Edna Andrade
"" Não existe nada mais belo que a elegância na ocasião certa, por isso as flores se vestem de pétalas, para ao se desnudarem, tornarem-se poderosas sementes...""
Às vezes, perdemos tempo e energia em relacionamentos e situações que não nos acrescentam nada positivo. É importante entender que merecemos mais do que apenas migalhas emocionais, merecemos ser nutridos e respeitados em nossas relações. Devemos nos lembrar de que somos valiosos e merecedores de amor verdadeiro e sincero.
Ao reconhecer o nosso valor próprio, somos capazes de tomar atitudes corajosas e nos afastar de ambientes tóxicos. Devemos nos lembrar de que o nosso bem-estar emocional é uma prioridade, e não devemos nos submeter a situações que nos prejudicam ou nos fazem sentir inferiorizados.
Que o amor-próprio seja o nosso guia, nos orientando a escolher relacionamentos e espaços que nos façam sentir bem e nos pertençam de verdade. Que possamos ter coragem para desistir do que não nos faz bem e buscar o que realmente nos preenche.
É fundamental que cultivemos a consciência e a sensibilidade para reconhecer onde somos apreciados e valorizados de verdade. Que o amor-próprio nos conduza à verdadeira realização e nos afaste de tudo aquilo que já não nos pertence.
- Edna Andrade
Mesmo de partida nada substitui o prazer da vida
em cada comodo da casa há risos a abençoar
viver é respirar alegrias e suspirar amores
mesmo que por pouco tempo ou com algumas dores
ainda que toda covardia fosse jogada fora
rebelar-se-iam os medos para sobreviverem
pois de manhã todos têm coragem
sobem a montanha atrás dos lobos que uivaram na madrugada
assim como um rio,sempre em frente, segue a vida
as meninas sonham, os rapazes também
sonhar é preciso,viver é bem mais
morrer ousadia de quem suportou
no compasso da musica, no compasso do amor
todos dançam alegremente, todos sorriem
no compasso do vento a saudade range
chora feito criança...
Mendigo, como vai sua vida espiritual?
Mendigo: Às vezes não tenho nada para comer.
Você doa 10% da comida que às vezes você recebe?
A vida não nos empurra; ela nos convida a alinhar o querer com a ação.
Nada nos é imposto com violência maior do que aquela que criamos ao resistir ao que já sabemos. A existência sussurra, não grita. Ela nos chama à coerência — a esse raro estado em que o desejo deixa de ser fantasia e se torna gesto.
Viver é reduzir a distância entre aquilo que pensamos ser e aquilo que fazemos. Quando o querer encontra a ação, deixamos de reagir ao mundo e passamos, enfim, a participar dele.
Ovelhas: O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Bodes: Se nada me faltar, o Senhor será o meu Pastor.
Não faltará quando Deus for Senhor!
O Modus operandi de algumas “igrejas” não contribui em quase nada para uma fé fiel às Escrituras, a Sã doutrina e aos pais da igreja até o terceiro século. Pois algumas dessas “igrejas” fazem apologia a conceitos filosóficos, maniqueísmo, gnosticismo e ideologias impregnadas de conceitos pagãos do cristianismo de Constantino. Nele, que nos chamou para pregar o Evangelho do Reino.
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