Eu sou tudo e nada
Sou a tempestade
Do deserto,
A história próxima
De um povo refém
De um Estado em
Total obscuridade.
Dos porões da China
Ouço gritos uyghurs
Sendo torturados,
Dobra intrépido
o sino de metal,
Não posso fingir
Que nada sei,
Não sou cúmplice
Do silêncio letal.
Poucos têm noção
Que ainda existe
Sem algum perdão
Neste giramundo
Para quem quiser
Com os próprios
Olhos constatar:
Os tantos campos
De concentração.
Não sou muito
de falar
da minha vida,
mas acho que
a luta pelo mar
de volta para a
Bolívia com
Soberania foi
o quê fez as
minhas raízes
relembrar no dia
de Santa Teresinha.
A espera pelo mar
devolvido não irá
me decepcionar,
A história abriu
a nova rota,
E a vida voltará
ao seu justo lugar.
Namoro virtual é para os pacientes. Sou poetisa, o meu verdadeiro namoro virtual existe na minha cabeça, esse namoro virtual usual não é para mim.
Não sou o poeta
que escreveu que
nossos "destinos
foram traçados
na maternidade";
Foi o amor de verdade
que nós sentimos
quando nos vimos
pela primeira vez,
e que tem crescido
fortíssimo mês a mês.
Jamais escrevi ou escreverei
uma carta ao General
porque sou estrangeira,
quem o prendeu injustamente
é partidário do absurdo:
Para que não haja mais
nenhum novo abuso
resolvi que nunca com
ele irei me comunicar,...
Por isso escrevo épicos
poemas da minha total
responsabilidade
para que da tropa,
de civis e dele como
preso de consciência
ninguém se esqueça;
E sem seletividade
alguém a mão à cada
um deles estenda,
do nada resolvi ser
voz para clamar,...
O General foi preso no dia
treze de março do ano
de dois mil e dezoito,
no meio de uma reunião pacífica,
de uma mentira ele tem sido
há mais de dois anos vítima,
não teve acesso ao sol da justiça,
No meio desta pandemia
ninguém sabe como ele está
na prisão em Fuerte Tiuna
que não deixam mais a comida,
roupas limpasà ele entregar,
só água de vez em quando pode entrar,
e assim tenho sido voz a reclamar...
Desde este distante
e meu enfadonho
isolamento social
sou testemunha
ainda viva
de um toque de
recolher na Bolívia
sem nenhum
auxílio alimentar,...
Onde falta bravura
sobra covardia,
o Exército que
ao povo deveria
proteger se colocou
em enfrentamento
na fronteira em Pisiga;
Os abusos contra
a filha mais
frágil de Bolívar
só aumentam todo dia,
há repressão até
para quem ao povo
tenta dar comida,
Abram as páginas
dos jornais e vão
ver que não é mentira,...
Falo por humanidade,
sobre o quê um
vírus foi capaz
de mostrar quem é
gente de verdade;
na pele sinto a dor
daqueles que não
deixam regressar
e dos que foram
surpreendidos e tiveram
a expectativa traída
por todo o lugar
onde deveriam amparar;
Sofrendo por tudo
o quê se passa
nesta Abya Yala,
só não vejo sinais
de vida há mais
de três semanas
da tropa e do General
que está aprisionado
injustamente há
mais de dois anos
por uma grande
miséria existencial
de quem não quer
se reconciliar
e conhecida desgraça.
Jamais escreverei
uma carta para
o General que está
preso inocente
em Fuerte Tiuna
porque sou estrangeira,
Foram escritos por
mim poemas demais,
e ele nem idéia faz,
mas são todos
de minha total
responsabilidade.
Não é difícil de imaginar
que não vão me deixar
ultrapassar a fronteira.
Semeando, produzindo,
e ensinando,...
Compartilhando,
abraçando
as filhas e os velhos
pais agora só
na memória afetiva,
Com as amorosas
palavras da irmã
e as saudades
dos tempos
em liberdade
do filho a mesa
do almoço
que no coração
da Mãe doem demais;
Não escutaram mais
mais a alegria da gaita
e os acordes do cuarto,
Que as deixava em paz.
Não é segredo nem
ao poeta que venho
pedindo insistentemente
a liberdade do General,
É notícia recente
que penas variadas
serão revisadas,
De novo peço que
não se esqueçam
dele que nada deve,
e hoje até de saúde
mui frágil padece.
Na voz do pequeno filho
que ainda nem tem
vocabulário para falar,
E assim sou a voz
dos que não
podem ter voz,
mas justamente
todos estes me têm;
Eis me aqui a reivindicar
junto a sua consciência
para que coloque toda
essa história no lugar,
Inclusive, sou contra o feroz
bloqueio que não deveria
nem ter começado,...
Cadê a liberdade
do General
que nem deveria
seguir aprisionado?
Enfim, superam cinco
centenas de discordantes
pelos cárceres,
os militares em mesma
situação há confronto
de cinco dados,
mas superam
a duas centenas;
Não dá para esperar
para trabalhar
por um país reconciliado.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Massaranduba
Minha Massaranduba amada,
sou e sempre serei de ti,
árvore frondosa de madeira
vermelha escura nomeada em tupi,
Nome que batizou heroica
cidade povoada pela imigração
alemã, italiana e polonesa.
Amo a sua gente guerreira
que da agricultura
ergueu esta cidade bonita
e consagrou a FECARROZ,
porque alegria do teu povo
(é a foz dos ritmos e o embalo
das danças que seguem
na Festa da Banana,
na Fortaia, nas festas de igrejas,
na de caça e tiro,
na Festa da Polenta,
na Stammtisch,
na Bandonion e na Polski Festyn).
É este arroz plantado pelo teu
povo que quero que chova
nas nossas cabeças como venho
escrevendo nos meus poemas,
sempre orgulha Santa Catarina
e me faz sentir orgulhosa
das nossas raízes e brasileira.
Rodeio Primorosa
Desta cidade sou a poetisa,
o encontro do destino
que você não tem visto
e que acampam em ti
neste Médio Vale do Itajaí.
Na beira do Rio Itajaí-Açu
no canto dos pássaros
e no Pico do Montanhão
coloquei meu coração.
Da cidade de Rodeio
sou a poetisa para você
que fascina com tudo
o quê você achava que
na vida não existia.
Rodeio primorosa
dos meus dias amorosa,
és a terra catarinense
bela, sublime e poética.
Do Hemisfério Celestial Sul
sou a poetisa romântica
que te cobre de poemas
buscando os esquemas
para o destino no mesmo
caminho nos colocar,
porque forte é a crença
dos pés a cabeça de te amar.
Sou peixe na sua rede,
você é pescador
no mar do meu amor,
Chamei o grupo para tocar
você jogou a rede
junto com os outros,
Todos muito animados
começaram a cantar e a dançar,
Foi assim que você conseguiu
me envolver e conquistar.
Não me peça conselhos
de amor porque sou
poeta e conselhos
de amor não sei como dar,
Prefiro ao som do tambor
dançar e se quiser
você pode me acompanhar.
Vamos de Jiquiaia para
que a tristeza não nos distraia,
Vamos de Serrador para
que a dor seja encerrada,
Vamos de Negro Velho para
que a sabedoria nos guie,
e nos encontre alegres
na vida o amor sem limite.
Ao som do tambor do destino,
no centro desta roda matreira,
Comigo no bom gingado,
eu quero que o teu coração
pelo meu se entregue apaixonado
dia após dia fascinado e a vida inteira.
Na água joguei perfume,
você está vindo só pelo cheiro,
Você sabe que sou a Icamiaba
e você é meu guerreiro,
No final de tudo vou te dar
o Muiraquitã para não me
tirar do coração e do pensamento
nunca mais por nenhum momento.
Estamos no mesmo auto,
és o meu Rei e sou a sua Rainha,
Nós entre os Reis de Congo
nos conhecemos sem conto,
e nos queremos sem historinha.
Desta vez somos os inevitáveis
Reis de Bamba nesta batalha
que dança até um Reinado
derrotar o outro e agradecer
a São Benedito por tudo isso.
Só sei que o Ticumbi nos compete,
e não há nada que dele nos repele;
É desta força e tradição que
nos impele a preservar com todo
o amor tudo o quê merece.
Só sei que no final não devemos
satisfação a quem quer que seja,
Porque o amor dá conta de tudo
trazendo para nós recompensa
de ignorar tudo aquilo na vida
que só esquenta a nossa cabeça.
#Ticumbi
#poetisabrasileira
Quando não puder te beijar,
separei Bombom de Cupuaçu
poético para você levar,
Sou o teu amor bonito
que você leva com orgulho
no peito para todo o lugar.
Da costura que ergue
esta poesia Montanka
sou o fio da consciência
que dialoga com paciência
com os seis continentes,
e por rebeldia virou poema.
Em plena Era narcísica
onde se maquia a índole
maligna com falsas
notícias para glamourizar
causas devastadoras,
e naufragar em falsas
promessas e incertezas.
Do tecido e de outros fios,
eis-me o bastidor
e chamamento em nome
do que deve ser dito:
(Imperialismo não se
combate com Imperialismo).
Imperialismo só se combate
com a base do povo unido,
e não existe aplauso duradouro
que ampare pela eternidade
com a fortaleza da tranquilidade
de uma cabeça que busca
a senda do que traz tranquilidade.
Você que se comporta
como fizesse parte
de qualquer decisão
obstruindo a real informação,
Saiba que você nunca obterá
a desejável ascensão:
(Por migalhas e aplausos
você está se esquecendo
que neste tabuleiro qualquer
um sempre será um simples peão).
Olhar para o passado
e repetir o velho hábito
contra quem nunca foi
ofensivo te coloca
apenas como mais um
covarde neste mundo
que cada um deveria
perceber a sua própria
responsabilidade para que
guerras nunca mais se repitam.
Entre as suas pestanas
tenho o Recife franja
mais lindo e encantador,
Sou estrela-do-mar
no oceano do teu amor
profundo criando dia
e noite o nosso mundo
com doçura e carícia,
Só de saber que você
existe me provoca delícia.
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