Eu sou tudo e nada
3204 📜 Quem sou? Sou apenas o Carinha que Adora Debater! Isso sou e Debater seja o que for, com quem for, ohquei? ohquei.top!
3266 📜 Sim, Sou Burro, confirmo outra vez mas, lembrem-se: Sou Burro pra Burro (e para Assemelhado, só somente só) e não abro Exceções, ohquei? ohquei.top!
3295 📜 Sou o Cara 'Aparentemente' Incomodado, HeHeHe. Sou também o Cara que Numera os próprios Textos, o Cara das Aspas Simples, o Cara que 'EU SOU EU, VOCÊS NÃO SÃO' e o Cara que só faço o que quero ou o que sou obrigado. 'Esse Cara Sou Eu', como na composição do Roberto, e segundo um Usuário de Rede Social, HeHeHe ou HaHaHa! 🤭
3340 📜 Claro que sou Burro, mas sou Burro exclusivamente para BURRO e ASSEMELHADO. Não havia notado? Poizé!
Sou apaixonada pelos escritos de Simón Bolívar e do General San Martín, mas temos também os nossos próprios heróis profundamente anti-imperialistas que merecem ser lembrados pelas contribuições literárias e pelas lutas: o Padre Roma e seu filho, José Inácio de Abreu e Lima, o "General das Massas". Eles fundaram o pan-americanismo como uma doutrina que dialoga diretamente com o Bolivarianismo.
O General Abreu e Lima, inclusive, juntou-se a Bolívar para lutar na Batalha de Carabobo, na Venezuela.
As bolhas políticas atuais não vão contar, mas não havia "esquerda" ou "direita" na época deles— o que existia era o anseio absoluto de se livrar do Colonialismo.
Os escritos desses homens são maravilhosos e dignos de releituras atuais. São fundamentais para a necessidade fortalecimento da nossa identidade nacional, sem permitir que percamos a nossa identidade maior que está ancorada neste continente, o mais bonito e rico do mundo, que por séculos tem carregado várias nações nas costas.
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.
Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.
Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.
Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.
Me disseram que sou medíocre ao fazer minhas postagens e escrever meus versos, gostei de saber disso, mas te falo com toda minha mediocridade, não escrevo para te agradar, escrevo por ter vida.
(Saul Beleza)
Sou uma hospedaria de quartos vazios
Onde a saudade é a única hóspede
Enche o vazio com lembranças, suspiros
E o silêncio é o único som que ecoa
Os quartos, antes cheios de vida e amor
Agora são túmulos de sonhos e promessas
A espera é a única companhia
E a saudade, a única que nunca vai embora.
(Saul Beleza)
*Pro Zé Beleza*
Sou filho do Zé Beleza, pode ter certeza,
Aqui não mora tristeza.
Ele passou deixando riso na calçada,
E proeza em cada fala contada.
Era mestre de causo e de solução,
Transformava aperto em gargalhada e união.
O que ele deixou não foi só saudade,
Foi luz, foi jeito, foi humanidade.
Se o mundo perguntar quem foi esse homem,
Diz que foi aquele que fazia tristeza ir embora.
E que o filho dele seguiu o costume:
Espalhar alegria por onde for.
(Saul Beleza)
*Turma do último gole*
Sou da turma do último gole,
que seca o copo e divide a sede.
Da última briga, mas também do abraço,
que perdoa e refaz o laço.
Sou do último pedaço de pão,
que reparte mesmo com fome no coração.
E do primeiro beijo, trêmulo e certo,
aquele que marca e fica pra sempre aberto.
Num tenho muito, mas o que tenho é inteiro:
lealdade, palavra e amor verdadeiro.
(Saul Beleza,)
*Nossa Turma*
Sou da turma do Caicó, do Bié e do Pato,
do Bananinha que riem até no aperto e no trato.
Do Neguinho firme, do Bié Filho na prosa,
gente que divide o pão e nunca deixa à toa.
Sou da turma do último gole, da última briga,
do último pedaço de pão na mesa amiga.
E do primeiro beijo, que a gente nunca esquece,
porque quem ama de verdade, permanece.
Tem uns que já foram, mas vivem na lembrança:
Luiz César, Vanytur... eterna aliança.
In memória, mas presentes no meu peito,
porque amizade raiz não morre, faz efeito.
Essa é minha turma. Pouco luxo, muito valor.
Gente de palavra, de riso e de dor.
(Saul Beleza,)
“Se não penso o meu pensar, meu pensar pensa por mim; e, quando isso acontece, quem vive não sou eu, é a minha mente que mente.”
“Se não penso no que penso, apenas sou pensado; e quem é pensado nunca soube, de fato, o que é pensar.”
NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por Marco Arawak
A Terra não é cenário. É a condição de tudo o que acontece. Antes de qualquer pensamento, existe aquilo que sustenta. Antes de qualquer palavra, existe aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começou inteiramente em mim. Meu corpo é feito de coisas antigas: água que já foi nuvem, minerais que atravessaram montanhas, elementos forjados muito antes que meu nome existisse. Sou um encontro provisório de matérias que já pertenciam ao mundo antes de pertencerem a mim.
Não sou origem. Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha. Ela simplesmente existe. E, enquanto suas condições permitem, eu existo com ela. O chão não me sustenta por cuidado; sustenta porque é chão. Se deixa de existir sob meus pés, eu caio. Sem intenção. Sem julgamento.
A água não me protege. Ela corre. Quando está limpa, sustenta a vida; quando está contaminada, pode carregar essa alteração para dentro dos sistemas dos quais dependemos. O ar não se oferece. Ele está. E quando deixa de estar em condições que permitam a vida, não há filosofia capaz de substituí-lo.
Nada na natureza precisa me explicar o sentido da vida. Sua função não é me oferecer respostas. Basta que suas condições tornem a vida possível.
Não vivo em um mundo que foi criado para me refletir. Vivo em um mundo que me antecede e continuará depois de mim.
Minha história não é o centro da história da Terra. É uma passagem. Sou um instante dentro de algo muito maior, um acontecimento breve em um processo que não começou comigo e não terminará comigo.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração revela uma dependência. Cada passo pressupõe um chão. Cada alimento carrega uma cadeia de vida, matéria, água, energia e trabalho. Cada dia é uma experiência de equilíbrio que não controlamos inteiramente.
Nada em nós é garantido.
A Terra não é boa nem má. Não cuida de nós como uma consciência materna, nem nos pune como um juiz. Ela simplesmente segue suas leis e seus ciclos.
Mas nós sentimos.
Nós tememos.
Nós lembramos.
Nós escolhemos.
E é exatamente aí que algo muda.
A natureza não precisa ter intenção para produzir consequências. E nós não precisamos controlar o planeta para interferir profundamente nele.
A vida acontece enquanto suas condições permitem.
Dentro dessa fragilidade, construímos cidades, cultivamos alimentos, inventamos máquinas, criamos culturas, amamos, lembramos e sonhamos. Somos capazes de transformar o mundo porque dependemos dele. Essa é uma das grandes contradições da nossa existência: temos poder suficiente para modificar aquilo que não podemos substituir.
Somos forma por um tempo.
E toda forma, cedo ou tarde, muda.
O corpo retorna aos ciclos da matéria. A água continua circulando. Os elementos permanecem em movimento. Aquilo que chamamos de fim, muitas vezes, é apenas uma transformação dentro de processos muito maiores que nós.
Mas a nossa experiência individual é finita.
Eu posso desaparecer.
Você pode desaparecer.
Uma geração pode desaparecer.
E é justamente porque somos passageiros que nossas escolhas importam enquanto estamos aqui.
Existir é frágil. Não porque a vida não tenha valor, mas porque ela não vem acompanhada de nenhuma garantia de permanência.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
E o modo como escolho viver dentro dele não é neutro.
Tudo o que faço interfere em alguma coisa: aquilo que extraio, consumo, desperdiço, transformo, descarto ou preservo. Nem tudo retorna diretamente para mim, nem tudo retorna da mesma maneira, mas quase nada simplesmente deixa de existir porque decidi chamar de “lixo”.
O que descartamos continua fazendo parte do mundo.
O que degradamos pode alterar os sistemas dos quais dependemos.
O que destruímos pode levar décadas, séculos ou gerações para se recompor — quando ainda pode se recompor.
Por isso, a natureza não precisa pedir admiração.
Precisa que reconheçamos limites.
Não precisa dos nossos discursos.
Precisa das nossas escolhas.
Não somos espectadores de um planeta externo a nós. Somos participantes de sistemas dos quais dependemos a cada instante.
Talvez esse seja o erro mais profundo da nossa época: imaginar que estar no mundo significa estar separado dele.
Não estou fora da natureza observando-a.
Estou dentro dela.
Meu corpo não é estrangeiro ao planeta. Minha água veio de ciclos anteriores. Meu alimento depende de solos, chuva, luz, organismos e trabalho. Minha respiração depende de uma atmosfera que não produzi.
Não carrego a Terra dentro de mim como símbolo.
Dependo dela como condição.
Se ela sustenta as condições necessárias à vida, eu existo.
Se essas condições se degradam, minha existência também se torna mais vulnerável.
Isso não é metáfora.
É condição material.
A natureza do planeta não é apenas uma ideia, um símbolo ou um consolo espiritual. É a base física sobre a qual a vida acontece.
Compreender isso não deveria nos tornar maiores.
Deveria nos tornar responsáveis.
Porque não estou aqui para dominar o mundo.
Estou aqui dentro dele.
E aquilo que me sustenta também sustenta milhões de outras formas de vida.
Talvez, portanto, a pergunta não seja “o que o mundo pode me dar?”.
Talvez seja:
“O que a minha presença deixa no mundo?”
Depois de mim, o que permanece?
Uma marca?
Uma ferida?
Uma construção?
Uma memória?
Um cuidado?
Uma possibilidade?
Não posso impedir que o mundo continue sem mim.
Mas posso escolher a maneira como participo dele enquanto estou aqui.
Posso consumir sem transformar tudo em descarte.
Posso construir sem considerar tudo ao redor como matéria disponível.
Posso usar sem esquecer que aquilo que uso veio de algum lugar.
Posso existir sem precisar transformar minha existência em domínio.
Porque não sou o mundo.
Não sou seu proprietário.
Não sou seu centro.
Sou uma pequena parte de uma realidade muito maior que me antecedeu, me sustenta e continuará existindo quando meu nome já não estiver sendo pronunciado.
E talvez essa consciência não seja uma diminuição.
Talvez seja uma libertação.
Não preciso ser o centro para ter valor.
Não preciso possuir a Terra para pertencer a ela.
Não preciso durar para sempre para que minha passagem tenha significado.
Sou apenas algo que acontece dentro deste mundo.
Breve.
Frágil.
Consciente.
E enquanto aconteço, posso escolher.
Posso cuidar.
Posso limitar.
Posso preservar.
Posso reparar.
Posso, ao menos, tentar não transformar em ruína aquilo que tornou possível a minha presença.
Talvez seja essa uma das formas mais silenciosas de responsabilidade humana:
saber que o mundo não existe para nós e, ainda assim, compreender que somos responsáveis pela maneira como existimos dentro dele.
Não sou o mundo.
Sou o que ele me permite ser.
E aquilo que eu fizer com essa possibilidade também fará parte do mundo.
Marco Arawak
Sou capaz de ensinar coisas que nem aprendi.
Sou capaz de pedir perdão pelo que não fiz.
Mas não sou capaz de achar justo pagar por erros que não cometi.
Me recuso ao machado que insiste em cortar minha raiz.
Não sou o dono da verdade, assim como nenhum ser humano possa ser.
A verdade não tem dono, ela é a própria essência do unigenito filho do SOBERANO E ETERNO E ALTÍSSIMO PAI CELESTIAL.
Sua graça constrange o meu ser.
E que nada, definitivamente nada, faço por esse dom eterno merecer.
"Não sou prepotente nem antissocial, mas evito certos diálogos, pressentindo — sem qualquer previsão — que minha essência é uma ilha de luz navegando além da compreensão."
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