Eu sou tudo e nada

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Reverdecendo a Alma e o Coração

Demorei muito a entender que as pessoas que eu tinha como companhias,que sempre me colocavam para baixo e riam da minha ingenuidade pelas minhas costas,não eram minhas amigas,depois de tanto chorar e sofrer as mágoas e o sentimento de solidão,escondidos em estado de depressão...graças a minha fé e vontade de ser feliz,me afastei de todos que me feriam gratuitamente e por prazer de me vê no chão,me afastei antes que me roubassem o que restou de mim,e ainda fui chamada de pessoa metida e orgulhosa querendo ser melhor que os outros...mas suportei e continuei prosseguindo,por ter minha consciência tranquila e o que me importava daí em diante era o que Deus pensava de mim,me afastei e disse a mim mesma "Só vou levar na bagagem o que puder guardar de bom no meu coração "...

E um certo dia Deus falou comigo através de uma folha de livro velha caída no chão com essa linda frase que guardo até hoje"É melhor ser a flor esmagada do que o pé que a esmaga",não entendi no momento mas me senti como a flor esmagada,e determinei a nunca mais deixar ninguém me pisar,não me vingando,mas me afastando delas...

Então prossegui caminhando e fazendo amizades com os menos favorecidos que sofriam o mesmo que eu tinha sofrido e ainda sofria,mas que já tinha aprendido a me defender,e por elas serem moças pobres sofriam mais ainda,e nelas encontrei grandes amizades e corações puro,e que se admiraram por eu tê-la escolhidas como amigas,mas creio que foi Deus que fez nos encontrarmos,não por eu ser melhor que elas ,mas pela vida paupérrima que levavam e pelos os preconceitos que sofriam...e que pude ajudar de alguma forma tanto sendo amiga verdadeira como também materialmente mesmo não sendo rica,e se fosse teria ajudado mais...foi aí que fui me curando,reconheço que minha depressão não foi por causa das maldades das pessoas,mas por minha culpa de ter aceitado sentir cada golpe na minha alma desprezando a mim mesma,e me curei ajudando quem sofria mais que eu...hoje compreendo o sofrimento alheio através da indulgência e abnegação,apesar que tem pessoas que demoram a aceitar em confiar em alguém,e mais triste ainda quando se pertence a mesma família ou parentela,mas sei que cada um tem seu tempo de desabrochar e florescer para o perdão e o amor.

Hoje me sinto reverdecer procurando saber olhar a vida e as pessoas em outros ângulos.

Ivânia D.Farias

"A onde quer eu esteja
A onde quer que eu vá
Andarei sempre com rumo
Em qualquer direção ou lugar
Não estarei nunca sozinho
Não importa o caminho
Com pedra ou espinho
Não irei me machucar"

Eu não tenho conseguido ficar bem, as minhas crises existenciais têm sido pesadas. Minha ansiedade grita e meu cansaço mental me sufoca. Eu estou cansada de me sentir perdida no mundo e sem ter forças para focar nos meus objetivos e sonhos. O pessimismo anda ao meu lado me dizendo que não vou conseguir sair dessa fossa e seguir em frente. O desanimo me abraçou e eu só quero chorar e ficar longe das pessoas, para que elas não vejam meu estado deplorável e me julguem pela minha falta de ação. A vida só perdeu o sentido, a cor e estou procurando maneiras de encontrá-los novamente. O peso de sentir tudo intensamente é o que torna tudo mais difícil, porque qualquer rachadura vira um desabamento.

ALEATORIEDADE

Me perdoe por eu ser diversa, mas eu não sei ser uma só, um padrão previsível e estável, eu sou aleatória de natureza, eu não tenho ordem, sou confusa e confundo pessoas, eu não sei o que é ter uma vida organizada, porque na maioria dos casos o que eu planejo segue um outro rumo, as coisas são tão inesperadas que se eu jogo uma caneta no chão corre o risco que ela volte e atinja minha cara, e as coisas são sempre um desafio, mas eu também não reclamo, quando tudo parece triste eu me lanço ao mundo e procuro consolo na arte, Configurar minha vida seria um desperdicio de descobertas

fui eu me acostumando ao teu cheiro
sem jeito, te beijo
me aconhego no teu aconchegar
e faço de sorrir teu fruta nossa
cajueiro doce, sem erva-doce
só o mãmão, teu sorriso, você
talvez nós, azedos, limões secos
sem jeito, te beijo
fui eu me acostumando ao teu cheiro

Meu maior segredo

Não quero saber onde você vai, não quero saber de onde você vem. Eu quero saber do teu sorriso. Ah, esse sim me interessa. O quanto ele pode me curar, o quanto ele pode me salvar e o quanto ele tem poder sobre mim. O teu sorriso é o meu maior segredo para estar bem. Você não precisa falar nada, só sorria, ou mande uma foto dele para mim. Com certeza meu dia começará bem. Então meu segredo, sorria.

Hoje eu passarei a noite escrevendo
Eu sei que você não vai ler,
Mas não eu não te amo
Eu não escrevo mais pra você
Mas eu escrevo porque tenho sentimentos
E antes eu achava que eu só tinha por você.
Talvez esteja deitada agora assistindo televisão,
E lembrando de quando dormíamos agarradas
Mais o que significou tudo aquilo
Se hoje nos encontramos separadas?

Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em sua direção ao mesmo tempo ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminho quilômetros em sua direção e ele se afasta os mesmos dez quilômetros de mim...??? É justamente para isso que serve o horizonte
“para fazê-lo caminhar”.

Se tempo é dinheiro, eu deveria ser rico.

Um dos motivos pelo qual eu não acredito no casamento; é porque não acho que se deva sofrer voluntáriamente - sobretudo para o resto da vida.

...meu doce amor...eu amo você...

Eu só queria achar esse mundo menos idiota, assim seria mais fácil conviver nele!

“Se você quer humildade me procure porque eu levo junto comigo a bondade e o amor do meu coração”

Eu vou tirar você de letra
nem que tenha que inventar
outra gramática
Eu vou tirar você de mim
Assim que descobrir
com quantos "nãos" se faz um sim.

Única Razão

A única razão que faz
com que eu gostaria
que o tempo voltasse,
era somente para
ter te conhecido antes,
queria que você tivesse
sido meu primeiro amor,
queria que fosse de ti,
o meu primeiro beijo.
Seja meu último amor...

certo dia eu tive um sonho eu sonhei que voçe fazia parte da minha vida so que quando acordei vi que nao era sonho vc estava do meu lado dizendo te amo

Cachaceiro

Eu preciso sair urgente dessa vida de cachaça.
A patroa já me mandou até sair de casa.
Eu preciso parar, mas não consigo essa proeza.
Eu fico todo assanhado só de olhar uma cerveja.
Mas, vou largar essa vida de vagabundo cachaceiro.
Voltar pra minha patroa e viver como um homem direito.

A vida gira em torno de nós eu queria girar em torno da vida só assim evitaria todas minhas feridas.

Quando eu deixei de gostar de mim…
Já não sinto paixão, nem amor, nem carinho. Também não sinto ódio nem raiva. Apenas me resta um vazio que me dói intensamente. Cada dia que passa, a certeza disso aumenta em mim. Não consigo lidar com demonstrações de afecto, já não sinto prazer ou felicidade. Sinto um enorme desespero porque já não desejo. Não consigo fazer entender que alguns gestos já deixaram de ter significado para mim. Não suporto mais esta situação.
Tenho pensado muitas vezes na fragilidade desta relação. Não é uma situação recente, muito pelo contrário, é um acumular de pequenas e grandes coisas que resultaram neste desenlace. Tudo isto começou a algum tempo. Talvez por pensarmos que todas as diferenças são superáveis. Nem todas as diferenças são superáveis.
A forma como vivemos / queremos viver a vida e a forma como entendemos e vivemos o amor e as relações humanas. Neste último enquadro a visão de família, que é tão distinta. Enquadro também o campo dos afectos e das energias que unem as pessoas.
A minha ideia de família tem como ponto-chave o diálogo, o apoio emocional. As pessoas de uma família discutem, ouvem-se, aconselham-se, reflectem sobre as divergências, constroem planos de futuro. Partilham os defeitos e as virtudes e sobretudo aceitam-se como são, porque já assim eram desde o início e porque, na verdade, a essência de uma pessoa não muda jamais. Ninguém poderá ser quem não é. Podemos tentar por uns tempos para agradar, mas nunca se muda verdadeiramente. Esta foi uma enorme falha. Neste momento, procuro e não encontro. Não sou quem realmente sou, nem sou quem gostava de ser. Nem eu mesma consigo gostar de mim. Como pode alguém gostar?
A minha essência quer voltar a revelar-se e tem vindo a escapar-se aos poucos de dentro de mim, por muito que a tente conter. E cá estou eu!
Sou egoísta. Gosto e sempre gostei de ter o meu espaço, onde posso viver a minha solidão e onde me encontro. Preciso de ler, escrever, cantar, dormir, sonhar, chorar. Perdi esse espaço há imenso tempo.
Gosto de satisfazer pequenos prazeres que me fazem sentir bem. Porque não falar e rir com uma amiga durante meia hora ao telefone, ou sair e conversar com alguém que já não encontro há muito tempo, comprar o livro ou a roupa pela qual me apaixonei? Porque não ir tomar café a seguir à refeição, nem que seja pelo facto de ver pessoas e encontrar-me no meio delas, mesmo não as conhecendo? Porque não ficar até tarde na praia e esquecer-me dos horários se o posso fazer e me apetece tomar mais um banho ou ler mais um pouco?
Porque não ficar mais umas horas na cama ao fim-de-semana, se o corpo pede e nada me obriga a sair de lá? Sou relutante. Se posso concretizar uma ideia viável na minha cabeça, porque contrariá-la? Porquê ser vencida mas não convencida? Sou muito insegura. Sinto muitas vezes falta de confiança em mim própria, no entanto não desisto facilmente. Preciso de ouvir vezes sem conta uma palavra de apoio para ir em frente.
Sou impulsiva e tomo decisões precipitadas, por vezes, sem reflectir.
Sou emotiva, sentindo a felicidade e o desespero em graus extremos. Nesses momentos preciso de dar e receber atenção, um sorriso e muitos mimos.
Tenho imensos defeitos que não consigo alterar, inerentes a mim própria, que me conferem um pouco do charme de ser quem sou:
Não sou poupada. Sei que gasto dinheiro em coisas supérfluas que me dão prazer.
Não comparo os preços para conhecer a melhor relação qualidade/preço. Tenho gostos por marcas. Gosto de comprar aquilo que me atrai e apaixona à primeira vista, independentemente do que seja. Sou pontual, organizada.
Gosto de um carro impecavelmente limpo e cheiroso. Não confio sempre nos outros.
Sou desorientada e distraída.
Tenho defeitos que relego sempre para segundo plano. Por vezes até me esqueço delas:
Não sou muito afectiva, nem dou muitos beijos, mimos, carícias. Não posso reprimir os sentimentos bons ou ficar indiferente. Preciso de tocar, conversar, sorrir com as pessoas que amo e tanto estimo.
Gosto de ajudar seja quem for, pessoa ou animal. Se precisarem de mim, estou presente, mesmo que isso implique abdicar de um prazer pessoal. Fico feliz com a felicidade dos outros e raramente sinto inveja.
Sou trabalhadora e responsável. Dou de mim o impossível para que as coisas corram bem. Adoro coisas novas, projectos, desafios, criar, construir. Acredito que tornarei a recuperar a minha capacidade criativa, que está esquecida, mas que pede intensamente que a desenvolva. Essa sou eu!
Mais uma vez digo que a essência das pessoas não se altera, lamento. Nem sempre tenho a atenção de que preciso. Nem sempre sou tratada como se eu fosse o centro do mundo. Eu sei que não sou, mas faz-me sentir bem sê-lo para alguém. Esse alguém que para mim é o centro do mundo!

O que eu gostava realmente que existisse?
Mais disponibilidade emocional, mais interesse, mais afectos, mais palavras, mais elogios, mais companheirismo, mais actividade e mais luta, mais partilha, mais alegria, mais sentido de viver e não se sobreviver, mais objectivos pessoais, mais independência e espírito de iniciativa.
Teria adorado receber umas flores, ou outra coisa romântica fora das datas convencionais. O que mais me magoa é que até eu perdi o gosto de oferecer, quando o fazia no início sempre que me apetecia. Há quanto tempo não ofereço nada?
Também queria comunicar, a transmitir sentimentos. As palavras têm muito peso. Foi um grande erro meu convencer-me do contrário. Elas existem carregadas de significado e devem ser usadas. Eu sou palavra, trabalho com a palavra, divirto-me e passo tempo livre a usa-la. A sua importância na minha vida é incondicional. Omitir palavras, escondê-las é negar parte de mim. Cansei-me de esperar pelo “amo-te” e pelo “gosto muito de ti” e mais ainda pelo “estou a teu lado, podes contar comigo sempre”. Não condeno as dificuldades, mas há palavras que, ditas no momento certo, ajudam a aliviar tristezas, a ultrapassar medos e inseguranças. Combatem a solidão. Quando precisei não as tive. E, no entanto, quero partilhar a vida com alguém que esteja disposto a sacrificar-se pela família, não para remediar algo. Quero acreditar que essa pessoa vai estar presente de espírito e corpo nos momentos cruciais.
Não quero promessas de que as coisas um dia irão ser diferentes, pois já não creio nelas. Se tivessem de ser diferentes já teriam sido diferentes.
Os nossos mundos são distintos e tendem a distanciar-se cada vez mais. Não me parece que seja apenas eu a senti-lo. Fingir que não se vê, não se compreende, evitar a realidade, não é solução, apenas um adiamento do problema. Entendo que os caminhos se cruzam para aprendermos. Mas esse tempo de aprendizagem terminou e é hora de vivermos. Quanto mais depressa, melhor!

05 de Julho de 2009

Fico tentando encontrar
Uma forma de descrever
Aquela coisa que eu sinto
Quando estou amando você.
Para quem estiver lendo
Venho explicar que não!
Não se trata de prazer,
isso aí é mera compensação.
Descrevo como algo incomum.
Movimentos confusos
Aqueles olhares estranhos
Um respirar profundo
Combinado com beijos desconcertados.
Todo esse conjunto,
Na verdade, tão estranho de se ver,
Naquele instante é tão perfeito,
E compassado e bonito
Que fica difícil não querer.
Por isso "prazer" é pouco para explicar
Aliás, não acho que consigo fazê-lo.
Só estou certa que faço amor
Porque amo fazer com você.