Eu sou tudo e nada

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Hoje eu acordei cantando.
Do nada, eu tô rimando.
Eu não estou falando de amor.
Acordei com uma paixão antiga.
Por mim, por você e principalmente pela vida.
Só estou no clima da canção.
Rimando essa cantiga
🎷🎹 C7+ 🎤🔛
E não explana pra não estragar.
É que amanhã eu tô em outro lugar
Mas se quiser de novo, é só chamar
Só não exagera pra não enjoar

Toda vez que me deparo com sua imagem eu me apaixono diferentemente dia após dia;
E nada esconde esse desejo de te ter aos meus braços pensando em te oferecer um poema no qual eu recite com o eco os meus sentimentos a você;
Deixe-me te encontrar para descobrir o seu eu com requinte de um romantismo suave, mas verdadeiro para iniciarmos uma linda história;

Nada melhor que um beijo quente
Em que eu perceba o gosto de seus lábios
E a dor de suas mordidas
Saboreando-me
Com salivas
Indecentes, porém
Doces...
Nossas bocas juntas
Se formando quase em uma
Em um entrelaçar de línguas
Fortalecendo a nossa união
Entre um beijo e outro
O intenso momento de um querer selvagem
E indecência divina que tanto
Satisfaz os nossos desejos...
Em meia turbulência de nossas carnes
Entendo a sacanagem de nossas bocas
E do por que o consumismo
De sua boca para com o beijo;

⁠Eu não ofereço nada do que não seja maior que o universo para quem realmente amo!

Nada conquistei, porque Deus achava válido que eu aprendesse o preço de cada conquista.

⁠Outra vez é noite alta
é madrugada
Eu acordo do nada
ou de um sonho ruim
Eu procuro
com os olhos no escuro
O meu velho fantasma
que em criança me fazia medo
Num tempo em que sonho
era sempre algo bom
e que eu tinha tanta vontade
de sair pra rua e viver a tudo que eu vivi
Eu queria tanto acordar
quando já fosse dia
Perguntar pra minha velha assombração
aquele medo bobo, que me protegia
De criança que chora por alguma falta
Não sentia essa falta de ar, que eu sinto agora
Qual era a tua sensação
Por que foi que sumiu
Que segredo guardava sobre mim
e de onde vinha o cheiro de hortelã
Combinado à brancura das vestes
Só restaram perguntas
A fazer pra quem me guardava
e nunca mais voltou
Num tempo em que eu me deitava
E, sem medo nenhum dessa vida
Eu dormia até a próxima manhã.

Edson Ricardo Paiva.

Estive pensando
Depois de muito pensar
e nada concluir
Eu acho que no fim
É sempre assim
Tem dias que são bons
e também há dias ruins
Há casas nas quais entramos
E há outras
As quais olhamos de longe
Quando muito...seus jardins
Corações nos quais estamos
Canções das quais nos esquecemos
Pessoas que amamos
Outras nos deixam por menos
Muito menos
Tem gente que traz e divide
No coração
Muita esperança
E há outras
Que nada coincide
Você está em suas vidas
Como roupa num cabide
É diferente
Apostar piamente em suas crenças
E somente ter Esperança
Somando-se as diferenças
Equacionamos finalmente
nossas vidas
Momentos que foram guardados
Palavras
Pra sempre esquecidas
No final
Parece até
Que é tudo igual
Não é

"Tem dias em que eu só quero ficar deitada sem fazer nada...Em outros, eu quero mesmo é fazer tudo.Mas em outros, tudo parece não fazer o menor sentido.Em outros ainda, eu me pego pensando: 'Vamos começar a viver, pelo menos um pouco'. E tem outros em que a vontade é de continuar assim... como se eu não fosse nada e nem ninguém."
- Doctor Slump / 닥터슬럼프

Eu tenho tanta coisa a dizer, que até acabo não dizendo nada

Eu percebi que fugir não adianta nada. Eu andei para longe, tentei achar um lugar onde o sol não me lembrasse do brilho que eu perdi do teu lado, mas não importa a distância: eu sempre acabo voltando para esse teu "coração de pedra". E a verdade é que a culpa de ele ter virado pedra é minha.
​É difícil engolir o orgulho e admitir, mas eu ainda preciso de tempo. Um tempo que o relógio parece que faz questão de não me dar. Eu tento fechar os olhos e fingir que a minha vida tem outras cores, que eu superei, que estou bem... mas é só você aparecer que todas as minhas mentiras caem por terra. Quando os nossos olhos se cruzam, eu percebo que continuo sendo aquele mesmo homem desarmado, frágil e completamente dependente do teu amor.
​Me perdoa. Me perdoa de joelhos por todas as vezes em que eu não soube valorizar o que a gente tinha. Eu carrego um arrependimento que esmaga o meu peito todos os dias por ter sido o motivo das tuas lágrimas no passado, por ter quebrado a tua confiança e por ter feito você se fechar desse jeito. Me desculpa por ter sido tão imaturo. Se eu pudesse voltar atrás e apagar cada erro meu, cada palavra torta, eu daria a minha vida por isso. Mas, ao mesmo tempo, eu preciso te agradecer. Obrigado, do fundo do meu coração, por ter aguentado tanto, por ter tido uma paciência que eu não merecia e por ter me dado os momentos mais felizes da minha existência. Minha gratidão por você ter feito parte da minha vida é eterna, mesmo que hoje eu só tenha as sombras do que fomos.
​Sabe o que é pior? O silêncio que fica na casa quando você vai embora. Parece que o ar sai do quarto junto com você. Eu me sinto murchando, igual a uma flor que arrancaram do chão e deixaram largada no frio. Essa cidade ficou vazia, sem vida. Às vezes eu me pego falando sozinho aqui no canto, tentando achar alguma resposta no eco dos meus próprios pensamentos, mas não tem nada. Só o vazio.
​Eu queria que você soubesse que eu estou tentando me levantar. Estou tentando deixar de ser esse homem destruído pela tempestade que eu mesmo causei. Mas a verdade nua e crua é que cada partida sua me faz desabar no choro assim que o dia termina. Eu não consigo ser forte sem você.
​Dói demais ver que, por mais que eu tente caminhar para longe, todas as estradas da minha mente me trazem de volta para os teus braços. O vazio que você deixa não é só a sua ausência; é a presença sufocante de uma saudade que não me deixa dormir. Estou aprendendo, do pior jeito possível, que não dá para curar esse frio tentando quebrar a pedra que você virou, mas sim tentando sobreviver ao gelo que ficou em mim.
​Enquanto o sol se põe sozinho mais uma vez, eu sigo bem aqui, no mesmo lugar, esperando o dia em que o meu mundo não vai desabar toda vez que você fechar a porta. Eu te amo, e vou te amar mesmo que o teu silêncio seja o meu castigo. Me perdoa por ainda te amar tanto.

Eu perdi o amor da minha vida e, depois de você, nada mais é igual. Você partiu e me deixou aqui, tentando aprender a respirar em um mundo que se tornou vazio sem a tua presença.
Enfrentamos tantas coisas juntos... Dificuldades que pareciam grandes demais para nós, momentos em que quase caímos, mas sempre vencíamos com amor, carinho e cuidado. Éramos nós dois contra tudo e contra todos, e isso me dava a força e a esperança de que eu precisava para seguir.
Hoje, a sua ausência dói em cada detalhe. Dói no silêncio ensurdecedor da casa, dói nas músicas que agora são apenas ecos de você e dói, principalmente, nos planos que ficaram pelo caminho, interrompidos na metade. Dizem que o tempo cura, mas não consigo superar a sua perda. Talvez não exista essa história de "superar"; talvez eu apenas aprenda a carregar esse fardo.
Eu daria absolutamente tudo o que tenho e o que sou para estar ao seu lado mais uma vez. A vida perdeu a cor e o meu coração perdeu o ritmo. Sinto falta de você.

Eu me refaço em silêncio todos os dias.

Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.

Meu coração grita em um barulho sem voz.

Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.

E, ainda assim, eu continuo.

Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.

Não importa se você vai ou não
Eu vou e sem medo de nada

— De nada adianta eu ser o guerreiro mais forte
do império se eu não puder manter segura a
única pessoa que me faz querer viver — ele
continuou, aproximando seu rosto do dela. —
Deixe-me ser o seu escudo, Mei Li. Meu coração
bate apenas por você.


Livro: "O Lírio de Seda e o Guarda de Aço"

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.

Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.

E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.

Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.

Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.

E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.

O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.

E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.

Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.

Não saber nada, não significa que eu não sei.


Os sonhos estão aqui, sempre me mostrando coisas.

Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Porque nada em mim aceita permanecer igual.


Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Não por fraqueza — mas porque evolução exige ruína.


Eu construo.
Eu destruo.
E toda vez que algo em mim morre, algo mais forte ocupa o lugar.


Eu me refaço antes que o mundo tente me refazer.


Como aço eu me desfaço, como espada eu renasço.

É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.

Só não fuja de mim...


Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...


Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.


Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.


Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...


Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.


Apenas fique.
E não fuja de mim!