Eu sou tudo e nada

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⁠Eu misturo amizade com trabalho, sim. Se não serve para ser amigo, não serve para nada.

⁠Eu já vi o amor verdadeiro. Meus pais têm um, por exemplo. Não há nada unilateral nisso. É sobre duas pessoas concordando em enfrentar o mundo juntas, não importa os desafios. É sobre respeito.

⁠Quando eu disser desisto, não há mais nada que você possa fazer!

⁠Eu não gosto de romance frio ou morno, nem nada fácil demais. Eu gosto mesmo é da dificuldade, o que não pode me atiça, o proibido me excita, meu coração sempre quer é o que não deve.

⁠⁠Pensamento
Neste momento eu não penso em nada além de você.
Ademir (Nenê), aonde você está?
Não sei comigo, ficou apenas a lembrança doce.
Do seu olhar, do seu sorriso e do gostar.
Quem dera pudesse voltar no tempo.
E tomado uma decisão diferente.
Talvez, só talvez os nossos mundos seriam iguais.
O nosso sentimento, não seria vazio.
Que paixão é essa, que nem os rochedos do tempo.
Puderam cessar, amor que nem o tempo apagou.
A vida nos embaraçou, foram desencontros.
Que tristeza, pensar assim.
As vezes, só as vezes nos demos contas.
Das escolhas erradas que tivemos.
A vida nos tropeçou de novo.
Um ajuste de contas, que proporcionou.
Um perdão, uma desculpa e um grito silencioso do coração.
Amei-te, amo-te e te amarei.
Por toda a vida!
Shirlei Miriam de Souza

EU TENTEI...

Não pude ler o futuro
Porém, nada me impediu
De tentar te encontrar
Foram décadas de angústia
De momentos
Em que precisei de você
Por muitos anos ansiei
Ao teu lado amanhecer
Mas você o compartilhava
Com outro alguém
Eu lutei para te esquecer
A luta não foi temporária
Já que era eu
A minha adversária
Portanto, ao reencontrá-lo
Procurei não me expôr
Por não querer admitir
Por não querer demonstrar
A profundidade do meu sentir
Juro que tentei te esquecer
E não houve sequer um dia
Que eu não pensasse em você.

Sandra Leone

“É claro que isso não aconteceu. Nada acontecia como eu imaginava.”
— Quem é Você, Alasca?

Até conhecer você, eu não estava querendo nada. Desde que te conheci, estou querendo uma namorada.

Eu não tinha nada então amei
Busquei o que não foi entendido
De alguma coisa sem sentido
Mas amei

Fui muito além do compreensível
Chorei, gritei
Sem ser entendido
Sobrevivi

Amei tanto
Sem desengano
Com encanto
E você não entendeu

Não entendeu
Não percebeu
Que a lágrimas que desciam
Nos pereciam

Há gente que gostou no passado e não disse nada, agora reclama porque eu não lhe dei atenção quando ela gostava de mim e que já sabia que o mundo ia girar

⁠As pessoas falavam. Deixe-as falar. Nada que eu pudesse fazer poderia detê-las. Elas sabiam mil palavras, mas não sabiam o resto da história.

É que eu não tenho nada. Eu não tenho ninguém pra me apoiar quando estou mal e cansada. Mas eu entendo, nem eu me pertenço mais, já me abandonei a muito tempo.

Eu nunca pensei
Silêncio com você, eu me encontrei
Nem precisa falar nada, meu amor, eu sei
Acostumada com o drama, meio que cansei
Eu nunca pensei
Silêncio com você eu me encontrei
Nem precisa falar nada, meu amor, okay
Eu já entendi que eu te quero

Na procura de nada

Permita que eu seja louco nos meus dizeres
Incógnito nas minhas decisões
Permita que eu possa ter a coragem que sempre te falta,
Caminhar estradas que eu mesmo construí.
Aceite ou não o convite de vir comigo.
Mas jamais exija qualquer espera.
Na próxima curva podes não me ver mais.
Vou correr novas paisagens,
Novos encontros e desencontros com ninguém.
Fazer de mim o louco perdido na procura de nada.
Acreditando que a vida pode ser assim.
Apenas sonhada.

Jaak Bosmans 6-06-09

(...) eu só queria conseguir olhar pra você e não sentir que nada mais no mundo importa.

Eu não te dei à luz, por isso luto por sua vida...
Nada mais justo, filha amada...

Dedicado a Luisa Carbutti

Eu percebi que é melhor não ter sentimentos, e nunca sentir nada. Porque quando você está feliz todos querem tirar isso de você.

Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem
Pois é um dia especial

Eu sei
Não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
Que nos leve deste temporal

Tiago Iorc

Nota: Trecho da música Dia especial.

Você, alguém que eu amei incondicionalmente, mas o que ganhei em troca?
Nada!
Seu sorriso, suas palavras, seu jeito, seu caminhar, seu toque, seu perfume, seu olhar!
Tudo isso saiu da minha mente agora!
Não preciso mais de você, porque eu tenho alguém! Alguém com quem eu possa contar sempre, que me dá o sorriso mais lindo que eu já procurei em alguém, que sempre tem as palavras certas pra cada momento da minha vida, que tem um jeito que mesmo brava, sabe me conquistar, que caminha lado a lado, que tem um toque que te faz sair de si, o perfume? ha o perfume! Perfume de aconchego, de proteção, de amor. E o olha, o mais sincero e profundo existente!
Eu sou feliz sem você! Porque você era o errado, agora encontrei meu certo!

outubro

Eu não queria levar nada, carregar nada, lembrar nada.
Preferi não me despedir, despedidas costumam ser melancólicas e explicativas, e de todas as coisas que eu fugia com a minha decisão, as principais eram a melancolia e as explicações que implicavam aquela vida..
Juntei dinheiro, peguei uma mochila, nem grande demais pra não chamar a atenção, nem pequena demais pra não faltar espaço pro que eu precisaria dali pra frente. Selecionei a bagagem: poucas mudas de roupas, três fotografias, uma carta, um rascunho de resposta, dois livros, um mapa rabiscado e fiquei indecisa sobre os pingentes: um mamãe me dera, o outro fora dela.. Resolvi levar os dois.
Botei a mochila, enfiei o boné na cabeça, meu pai sempre disse que eu botava aquele boné quando queria aprontar alguma, talvez o velho não estivesse tão errado assim. Deixei um bilhete no espelho do banheiro:
"Não sei quando tu volta, mas sei o que vai pensar sobre isso.
Um dia, talvez, entenda que não é fraqueza, é liberdade,
mas eu não tenho grandes esperenças quanto a isso.
Ainda, com amor,
L. "
E saí, nunca me senti tão feliz em sentir a brisa das seis da manhã, os primeiros raios de sol de primavera me invandiam por inteira e me permiti um sorriso, fazia tanto tempo, já tinha esquecido a sensação... Não qualquer sorriso, sorrir a gente sorri todos os dias, mas sorrir pra alma também, sorrir com o corpo inteiro, sentir os pulmões se enxerem e a expressão do rosto iluminar-se, isso sim, é um sorriso. Pensei então no que seria agora, nem tinha me passado pela cabeça que eu não tinha nada planejado, engraçado como essas coisas acontecem. Quando eu era criança e fugia de casa (dava a volta no quarteirão, passava a tarde embaixo de um banco e comia um CQ na praça, a noitinha voltava correndo pra casa), passava meses desenhando mapas e contabilizando minha mesada, pra ver o que dava pra fazer. Hoje, com 19 anos, eu não pensei em nada, me dei alta da semi-vida e escolhi viver, simples assim.
Mesmo sem querer, lembrei da Fer, não era justo ir embora assim e não dizer nada nem pra ela, e de qualquer forma, sabia que dela ninguém ouviria uma palavra. Peguei o celular, mas hesitei por um instante, o que eu queria dizer não dava pra expressar pro telefone, mudei a rota e segui até a casa dela. Fazia dois anos que a Fer dividia a casa com quatro colegas de faculdade, o irmão dela, uma guria e dois amigos. Era um chalézinho simpático, com um pátio grandão e duas árvores que me deixavam encantada, já pensei várias vezes em me mudar pra lá também, mas nunca fui muito social, e a idéia de dividir o banheiro com cinco pessoas, é, não mesmo.
Toquei o interfone, um dos meninos que moravam lá era técnico em eletrônica, o chalé era todo equipado com coisas exageradas, mas que davam um toque de personalidade pro lugar.
- Quem? - uma voz sonolenta atendeu. Reconheci imediatamente o tom, era o Biel, irmão da Fer. Me dei conta que eram seis e vinte da manhã, e que a maioria dos estudantes normais estudavam só depois das oito, me dei conta também, do misto de sentimentos que eu senti ao ouvir aquela voz. Balbuciei alguma coisa e fiquei totalmente sem jeito.
- Biel? A.. a Fer "tái"?
- Cara, que horas são? Bah, eu nem sei da Fer, não abri os olhos ainda.. "Guentaí" que eu vou ver. - com um estalido ele desligou o interfone. Passou alguns instantes, alguns passos no parquet do chalé, a chave girou na fechadura, esperei ver a Fer com o seu pijama amarelo que rendeu altas piadas entre a gente, mas ao invés dela veio o Biel com uma caneca de chocolate.
- Bom dia senhorita-surpreendente - disse ele com um sorriso e ergueu outra caneca na minha direção.
- Não.. Biel.. eu realmente preciso falar com a Fer, não dá tempo.. agora, não.
Todo esse embaraço não era de graça, eu e o Biel sempre tivemos uma relação... engraçada, no mínimo! Sem falar que eu só queria ver a Fer e ir embora, não queria que mais ninguém me visse, ninguém pra me tentar convencer a mudar de idéia, não que eu corresse esse risco, sabia exatamente o que queria, ou pelo menos, o que eu não queria. E o Biel sempre teve aquele jeito, de me fazer falar tudo o que eu tava pensando, sem muito esforço. Pra falar a verdade, era natural, quando tomava por conta, já tinha falado tudo que eu não admitia nem pra mim mesma.
- Ei, ei, calma aí, pequena! Parece até que tá fugindo.. - ele se manteve sorrindo e com a caneca no ar.
"Parece que tá fugindo, comentáriozinho sem vergonha esse."
Aceitei a caneca, não tinha mesmo planos, essa era a vantagem, essa era a grande mudança, o que fazia tudo ter sentido, sem explicação alguma.. Nada de planejar, nada de saber, estava no ínicio do dia do primeiro mês do resto da minha nova vida..