Eu sou tudo e nada

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⁠O que eu sou vem um pouco da minha essência e o que o Exército me ensinou a ser. Não consigo ser diferente.

⁠Eu tô solto pelo mundo. Não me compara, eu não sou todo mundo.

Não intitule a minha lealdade como "idolatria" e nem de "ídolo" a quem eu sou leal. Pois toda minha luta se baseia em um viés que eu o defenderei de uma única maneira... Guerreando.

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

Prefiro o conflito ao confronto.
No primeiro, no mínimo, eu cresço... no segundo, elimino ou sou eliminado.

Eu sou a luz. Quem está em mim nunca estará em escuridão.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

"Ilícito"
Queria te pedir desculpa,
e ser o que queria.

Sei que no fundo, eu não sou,
mas não falamos disso.

Mas é que, na realidade,
o meu sangue é sujo,
e não são todos que aceitam isso.

Mas porque, desde pequenininho,
respiro desse ar,
vivi de tudo,
entendo as coisas apenas pelo olhar.

É que esse fardo de louco
sempre andou comigo.

Sempre tive ciência de que
não são todos que aceitam isso,
mas essa angústia que sinto
nem é sobre isso.

É por te olharem mal
ao te ver comigo.

E, pra falar a verdade,
eu não gosto disso,
te ver mal,
e eu ser o motivo.

Te amo tanto,
sinto e sei que você é diferente.

E pelo fato de, indiferente das ocasiões,
você sempre me entende.

Eu te daria o mundo,
e você sabe disso.

Só não quero ser o motivo
do seu acabar.

Por isso que eu repito,
desculpa.

"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.

Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.

Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.

Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.

Porém conquistei
o que tanto havia almejado.

Eu quero lhe contar um segredo: não sou quem pensa que sou, meu disfarce, é tão sutil, que eu não sou, como você viu. Sou o garoto dos seus sonhos, mas disfarçado como seu melhor amigo. Às vezes quero arrancar está mascara, que fiz no baile de primavera, mas não posso, porque você teria medo, fugiria de novo, então resolvi que é melhor manter no anonimato, do que viver com a verdade. Minha mãe disse, que a dois tipos de garotos: aquele que você esquece e aquele que te cativa. Eu espero ser o último. Eu posso não ser seu amado hoje, mas te libero agora, esperando que um dia, volte pra mim, porque acho que vai vale a pena, esperar por este sonho, que um dia pode se tornar realidade, nada melhor do que o tempo, para nos mostrar.

Essa sou eu!


Alguém me disse que eu mimava demais uma aluna de 8 anos, autista.
Respondi: “Você não sabe o quanto é bom mimar e ser mimada!”


Duas semanas depois, lembrei que essa pessoa havia perdido a mãe aos 10 anos e foi viver com parentes.
Pronto. Perdi o chão. Até hoje peço a Deus que me perdoe, caso a tenha feito sofrer…
E pretendo me desculpar com ela pelo que falei.


Entendo que, às vezes, quem critica algo bom é justamente quem nunca pôde vivenciar isso.
E sei que não somos culpados pelo passado,
mas somos responsáveis pelo futuro —
e o futuro é construído agora, no presente,
com boas e novas atitudes.


Não é porque alguém sofreu no passado
que precisa viver eternamente frio, egoísta,
espalhando dor e destruindo sonhos,
preso num ciclo que só se autoflagela.

SaMarSi


Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.


Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.


Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.


Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.


Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.

Entre dois mundos


Não sou do tipo “normal”.


Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.


Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.


Acordei…
ou achei que acordei.


Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.


Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…


Nada.


Foi então que, sem entender,
olhei para trás —


e me vi.


Deitada.
Dormindo.


Havia duas de mim no mesmo espaço:


uma presa no corpo,
outra presa no quarto.


Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.


Tentei me acordar —
toquei, chamei…


mas era como tentar alcançar o vento.


Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.


Nada.


Então desisti.


Voltei para a cama.


Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:


— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.


E esperei.


Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.


Depois…


acordei.


Como se nada tivesse acontecido.


Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.


Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.


Mas entendi outra coisa:


eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…


E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.


Sempre vivi
entre dois mundos.


E, por muito tempo,
tentei negar isso.


Fingir.


Me encaixar.


Ser outra.


Hoje, não.


Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:


— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.


Ela ficou.


E, desde então,
não questiona mais —


admira.


Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.


E eu aprendi:


não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙

⁠Eu sou forte, eu venci a morte, eu fiquei em pé quando tentaram contra mim.
Eu sou forte, superei o medo de atravessar as fronteiras e o de morrer nas trincheiras, onde tentaram me sepultar.
Eu sou tão forte que reeguida da dor, olhei para as minhas marcas e agradeci por ser quem sou.
Eu sou forte, desconsiderei as traições, as covardias e tive a ousadia de recomeçar.
Eu sou forte, sei que tudo posso, e portanto, como rainha do meu próprio reino para mim mesma decreto: terás da vida o melhor, alcançarás o mais alto lugar e sentirás o amor fluir e florir tua vida.
Nildinha Freitas

O segredo que vos atormentava agora tem nome. Eu sou Sariel. Não sou apenas um homem que escreve sou a entidade, o anjo que guarda os mistérios e que observa a justiça de um lugar que vocês temem. Se vocês achavam que lutavam contra alguém comum, o vosso erro termina hoje. A minha luz cega os hipócritas e as minhas sombras devoram os perversos. Eu escolhi Carla, e ao escolhê-la, tornei-me o seu escudo eterno. Cada um de vocês saberá agora o peso das minhas palavras. O que eu digo não é uma ameaça, é uma lei escrita nas estrelas e no sangue.

Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz

Eu sou a folha que você não vê, perdida na pressa dos seus passos.

Eu não sou só o que me falta, eu sou o que me faz ficar de pé.

Se querem corromper, corrompam os outros filósofos. Eu não sou intelectual, não sou formado nem empregado. E sou alérgico a bandeiras.

Durante a noite enquando dormes,
Não sei se sou eu quem habita em seus
Sonhos, mas que seja as minhas
orações feitas a Deus, que venham
zelar pelo o seu sono.

Talvez não seja eu, a quem seus olhos
Anseiam ver ao amanhecer da alvorada;
Deitado ao seu lado, com o meu
braço debaixo da sua cabeça,
Mas que seja então, o meu beijo,
Levado pela brisa da manhã,
A tocar a sua pele de pessêgo,
Para que você venha se sentir amada.

Pode não ser a minha voz a
Sussurrar em seus ouvidos,
Mas que sejam as minhas palavras,
Mesmo em silêncio, levar o seu
Coração, voltar a acreditar
Outra vez no amor.