Eu sou tudo e nada
Poema do solito.
Sou assim, tenho muy pouco,
por sinal, quase nada;
me basta uma payada
num galpão ao anoitecer,
vendo uma estrela se perder,
quase se apagar na coxilha.
Eu, deitado na encilha,
com cheiro do colorado,
o candeeiro enfumaçado,
pendurado no travessão,
que sustenta a velha quincha,
apertada como sincha
na coberta do galpão.
Minha cama é um catre,
pelego é o meu colchão;
e nas noites de invernada
tenho a alma abrigada
e amadrinhada no xergão.
Por vezes, no imaginário,
nessa coisa de solidão,
penso em outros tempos
enquanto sopra o vento,
assoviando no oitão.
Nesse silêncio velado
de campo e alambrado,
quase no fim da pampa,
donde o gaúcho é estampa
que mantém a tradição.
Quis assim o destino:
que eu, paisano e fronteiriço,
índio, guasca mestiço,
fosse guardião destas terras.
A tropilha, o gado que berra,
o tarrã no banhado,
o quero-quero entonado
no ofício de posteiro,
desconfiado do orneiro
que segue barreando o ninho,
pra não terminar sozinho
igual este rude peão.
Não quis china nem cria,
mas me contento solito:
companheiro, o mate, o pito
e o colorado que fiz pra mim.
Enfrenei, domei e, por fim,
vivo nele enfurquilhado.
Às vezes vou ao povoado
ou no bolicho da ramada,
onde se junta a indiada
pra carpeta, algum bichinho…
E o meu pingo, ao relincho,
me espera na madrugada.
Renato Jaguarão
Não sei de nada
e nem faço questão de saber.
Não sou dona da razão
e nem faço questão de ser.
Vivo tentando acertar
com meus próprios erros.
E no fundo
o que mais quero
é VIVER!
Sou Cadáver -
Sou cadáver de um Poeta
a quem parou o coração,
sem ter nada, sem ter meta,
a caminho da solidão.
Sou cadáver de mim mesmo
sem vontade nem opção
e as palavras que escrevemos
nunca hão-de ter razão.
Porque os mortos já não dormem
os mortos já não sonham
aos cadáveres já não doem
aqueles que os não amam.
E aqui estou sem querer estar
só já vivo p'ro que der
e a quem me quer consolar
digo sempre, sou cadáver.
Não sou nada romântico, mas escrevo pra você
Alguém com lindos olhos escuros que me fascinam
Que me fazem desejar o impossível
Não sou nada romântico, mas escrevo pra você
Que não sabe que eu te admiro em segredo
Que não sabe que eu te amo em silêncio
Não sou nada romântico, mas escrevo pra você
Alguém que nunca vai receber as minhas cartas
Que nunca vai saber dos meus sentimentos
Que nunca vai me dar uma chance
Não sou nada romântico, mas escrevo pra você
Que é o meu motivo e a minha loucura
Que é o meu amor e a minha desventura
Sem vc não sou nada,
Só restos pelo chão.
Sem vc sou só metade,
De uma alma sem corpo,
Sem rumo, sem direção.
Pois Teu amor é o fruto,
Que fortalece o meu ser,
E q me dá sustentação.
Não sou Nada !
Sou apenas uma pobre alma
Vagando em pensamentos
Mergulhando no meu profundo
Tentando segurar o
vento.
Sou Teu.
Não digas nada por favor,
que o silêncio e minhas mãos caminham juntas,
que minha boca ao te beijar não faz perguntas,
beije-me forte e com ternura,
e grite, grite a toda altura que me ama.
E se o amanhã o futuro tão incerto vier a nos separar,
lembre-se de tudo com ternura,
pois minha alma será tua,
e para sempre irei lhe amar.
Não sou um príncipe. Não tenho castelo, nem carruagem. Mas não preciso de nada disso pra tratar bem uma mulher.
Não sou escritor, poeta ou qualquer coisa do gênero . Não sou nada. Apenas tenho ideias. Se elas escorrem pelo teu pensamento depois que saem de mim. Decida você, o que fará com elas.
Nunca dei nada a ninguém esperando algo em troca, Gosto de ajudar e muitas vezes sou criticado pelo simples fato de ajudar alguém.
Bom, cada um é uma estrela. Mas são poucos que conseguem atingir o Brilho suficiente para iluminar o caminho por onde se passa.
Quando penso que nada mais importa, a esperança grita por dentro à dizer que sou feliz, pois tenho você para me acalentar. Tudo volta a ser belo.
Sou filho das ciências humanas,
onde nada é exato,
e toda medida escorre pelas frestas
como areia entre os dedos da razão.
O mundo se debate em engrenagens quebradas,
ajustes precisos que rangem
num relógio sem ponteiros.
A sociedade, rio inquieto,
segue para o mar de juízos incertos,
carregando pedras e flores,
certo e errado dissolvidos na correnteza.
Em vão raciocino,
e meus pensamentos são espelhos trincados
onde me reconheço em pedaços.
A dúvida me abraça como sombra fiel,
e descubro, tarde demais,
que mudar o mundo exige mais que palavras:
é preciso derramar o próprio sangue,
com a coragem de quem se oferece ao abismo
sem segurança ou receio.
Sou, então, um pequeno colecionador de incertezas,
um viajante que guarda tempestades e sonhos em frascos de cinzas.
E, ainda assim, caminho
porque sei que a beleza do humano
é nunca se encaixar por inteiro,
mas viver sempre na poesia do inacabado.
Sou um menino que caiu do céu com vontade e sede de viver. Não precisei fazer nada aqui, porque todos que vi já morreram pela mesma moeda: sangue derramado por muito pouco. E eles ainda acreditam que pode haver um rei aqui na Terra.
Andaime
Separado nada sou
Não chego a lugar algum
Fico sem forças
Com as minhas partes juntas fico mais forte
Chego a lugares inimagináveis
De peça em peça chego aos céus
Não sou o oposto de nada, nem intolerável aos que resmungam por ira ou discórdia, sou apenas um amargo incerto, incompreendido por quem vive afogado no mel de sua própria doçura.
Olha nos meus olhos e fala a verdade: sou forte, nada vai me surpreender. Quem está na linha de frente não pode esperar ajuda de ninguém.
"Sou cafuzo, mas não confuso, um tanto quanto Confúcio, nada luso, talvez nem por andança, nem genes, um afrodescendente, amém!"
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
Nunca fui bom exemplo para nada mas existo e persisto viver pelo bem que acredito. Não sou menos e nem mais importante que as menores das criaturas, que neste tempo comigo, habitam este mundo. Tudo tem sua razão de ser, neste momento e pela eternidade.
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