Eu sou tudo e nada
Posso ser tudo o que você precisa.
Pra não parar,
não desistir,
não sucumbir,
Posso lhe ajudar a continuar
sua vida mais leve levar.
Posso ser o oásis
onde você vem suas forças recuperar...
Posso ser o momento em que você esquece que sua vida é um tremendo tormento...
... posso
Sobre o amor...
Tudo o que li,
Tudo o que vi,
Tudo o que até hoje vivi
encontrei em suas mãos...
Sobre o amor...
E eu que pensei que fosse tudo especulação
de seres a falar com emoção
sobre o amor.
Com você percebi
que nada mais é igual
depois de você.
Sobre o amor...
Nada perdi
em acreditar
que tudo é real.
Feche os olhos pra não enxergar
quem fez de tudo pra te magoar.
Ouça teu coração
e depois deixe a paz te encontrar.
É difícil da vida entender
que há pessoas que só vieram pra te fazer sofrer.
Ouça teu coração
e depois procura tudo o que te fizeram de mal esquecer.
Agora, erga os teus braços
até as estrelas tocar,
não desistas até tua esperança real se tornar...
não desistas até a felicidade de novo encontrar.
Vida
ideal,
surreal...
irreal.
Tudo certo,
tudo no padrão,
tudo como manda a convenção.
Desequilíbrio,
sem tino... desatino
destino?
(A)normal...
Loucura total.
(In)decisão.
(In)certeza.
Amor, paixão...
põe as cartas na mesa.
Conciliação... (re)conciliação.
Razão, emoção,
sem razão...
deixe vencer o coração...
com razão.
Cartas marcadas
jogo de amor...
ou seja lá o que for :)
E a gente ainda acha que pode tudo,
que sabe tudo,
que consegue tudo do jeito que a gente quer.
A gente planeja tudo direitinho,
acha que vai conseguir tudo sozinho,
que vai trilhar o próprio caminho
tudo do jeitinho que a gente quer...
pois é... a gente acha :)
Ganhar ou perder
não faz a menor diferença,
quando se sabe que tudo é passageiro.
A vida é um jogo sem vencedores,
na morte tudo o que você encontra são perdedores.
Vida: acho que, jogando ou não, você tem a mesma chance de morrer.
Ele não vivia.
Ele fazia tudo de conta.
Fingia que me queria.
Fingia que sorria.
Fingia que não via
a ventania que consigo trazia.
Ele não vivia.
Vestia uma fantasia.
Não realizava nada.
Deixava a vida guardada.
Ele não vivia
e morreu.
Não viveu.
Morreu...
chorando menos do que eu,
sabendo menos do que eu,
amando menos do que eu.
Ele não vivia...
meu Deus, ele sabia o que perdia?
Desce a noite
escorre entre meus dedos em pranto.
Pouco a pouco tudo cobre
com seu espesso manto.
Fecham-se as cortinas do dia.
Escurece,
esmorece,
diante da noite o dia desaparece.
Desce a noite...
calada,
desesperançada...
sem mais sonhos
ela
simplesmente adormece.
Vou para pra respirar!
Tudo o que aconteceu
sono cose della vita:
só um amor que nasceu e morreu.
Estou pensando em você
que um dia na minha vida apareceu
e como um poente
desapareceu.
Vou parar pra respirar,
preciso descansar,
a mente organizar,
o coração faxinar,
pra o outro amor
achar lindo e leve o lugar...
Sono cose della vita...
E o riso fez-se pranto
tudo era simples encanto
o amor em desamor
a alegria em dor.
E o riso...
e o pranto...
encanto
procuro você
por todo canto...
E o pranto
em riso
encontro suas pegadas
por tudo onde piso...
e o riso... e o riso... e o riso...
só você consegue acabar com meu pranto...
Onde encontro você,
meu amor?
Você está onde as outras coisas não estão?
Meu amor....
não deixe sozinho meu coração...
Será que tudo tem de passar pelo crivo da razão?
Será que emoção não pode ser apenas emoção?
Quem entende das coisas do coração:
a razão ou a emoção?
Encruzilhada
agora é tudo ou nada
emoção embota a razão
a razão chama a si a emoção.
Que faço?
Passo?
Desfaço?
Sigo o compasso?
Sumo.... e não deixo traço?
Desilusão,
decepção,
desencantamento
da vontade do pensamento.
Acreditei,
apostei,
tudo de mim dei...
nada em troca ganhei.
Desilusão de um quase,
decepção de um tudo,
desencantamento de uma quase incerteza...
convicção de um não.
Desilusão....
não é a fé que move montanhas.... não.
Presente - fonte de tranquilidade.
O agora é tudo o que você tem
o aqui é tudo onde você está.
Viva o presente
um presente pra você jamais se incomodar.
O passado lá atrás ficou...
você pode até tentar
até o agora o arrastar
mas tudo o que ele vai fazer é lhe incomodar.
O futuro lá na frente está
você pode pra perto querer trazer,
mas tudo o que você pode fazer
é torcer pra (não) acontecer.
Viva o presente
aqui, agora
contente...
deixe o passado no seu lugar...
e o futuro...
viva quando ele aqui chegar.
Tu que és tudo pra mim
o começo e o fim...
Tu que és simples e ambíguo,
que me deixa sem saber o que dizer
quando estou contigo.
Tu que és adorável queridíssimo,
que pensa demais
e quase não fala quando está comigo.
Tu que tens olhos de menino...
olhos que refletem a alegria que há nos meus,
lábios de beijar... os meus
braços de abraçar.... os meus.
Tu que prometes,
depois desapareces...
te esqueces...
Tu que me queres
e depois muda de ideia...
Tu que não sabes a falta que me faz...
Tu que agora és a minha vida
não percebeu que sem ti estou perdida?
Tudo vem de Deus
A alegria que você está sentindo agora
A alegria que foi embora
Tudo vem de Deus.
Dá pra aceitar na boa a alegria que vem
mas a alegria que vai...
Você acredita nisto:
"(Deus)... nunca perturba a alegria dos seus filhos se não for para lhes preparar uma mais certa e maior."
Acredita?
Sempre acreditei que tinha tudo pra ser feliz
que era feliz com tudo que tinha.
E era feliz... acho que era...
Até descobrir que não tinha tudo,
nem era feliz com o não tudo que tinha.
Faltava você.
E quando encontrei você, descobri:
Não tinha você... faltava você.
O que eu tinha? Uma tristezinha tristinha
que eu não sabia que tinha
até saber que você eu não tinha.
Solidão... ilha perdida
despida
de amor esquecida
deserta
é, a vida é incerta...
mas tudo o que acontece é na medida certa.
Solidão... há dias assim... há vidas assim
do começo ao fim
Vidas em que não há lugar pra mim.
Do que sei, de tudo o que sei sei superficialmente.
Do que sei tudo é relativo... e tudo é relativizado.
De tudo o que sei tudo é pouco perceptível.
Do tudo que sei tenho pouca certeza e, cada vez mais que sei, como Sócrates,"só sei que nada sei" -
única certeza absoluta, total, completa, sem restrições.
Conhecimento ilimitado... nada sei.
O que sei é névoa que reduz minha visão... nevoeiro que embaça meu entendimento; diminui minha compreensão, torna tudo menos perceptível... quase invisível.
De tudo o que sei tudo é obscuro...tão escuro.
Conhecimento: entorpecimento, morfina nas veias...
Saudade de quando eu não sabia que nada sabia.
Criaturas estranhas nós.
Temos a capacidade de nos admirarmos com tudo o que é novo, ficamos fora de nós com o inusitado, o insólito, o raro, o misterioso, o incomum.
E depois perdemos o entusiasmo.
Quando o novo perde a novidade, abandonamos a curiosidade e, simplesmente, para o inexplicável, uma explicação (im)provável encontramos.
Olhamos para tudo como se tudo fosse comum, agimos e reagimos com naturalidade diante do sobrenatural como se tudo fosse natural.
Nada é natural, nós apenas nos acostumamos.
Como é cômodo se habituar,
se acostumar às coisas como são.
Aceitar tudo sem questionar, sem vacilar,
sem pestanejar.
É confortável acreditar que só existe o visível, o tocável, o tangenciável, o explicável...
sequer pensar que em tudo há algo de inexplicável.
É confortável reprimir o inexplicável se ele se arrisca a sair da cartola e se revelar, revelar que há algo mais por detrás do palpável.
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