Eu sou tudo e nada

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SAUDADES DE NADA
Tenho muitas saudades, imensas
Tantas que ninguem pode imaginar...
Vivo assim submersa em pensamentos longiquos
Penso em nada, nesse nada que e a minha vida
Entao sinto saudades do nada que era a minha vida
Um nada diferente desse que vivo hoje
Era um nada de dar saudades,
Entao eu sinto saudades dos amigos que nao tive
Dos amores que nunca vivi, lembranca que nao cultivo
Tenho saudades, muitas saudades
De nunca ter vivido...nem sequer sonhado
E me pergunto de onde vem tantas saudades assim
Francamente, nao sei
Mas a verdade e que vivo assim
Sempre com saudades de nada.

Nada supera o encanto e a poesia retratados nos olhos de quem reencontra um grande amor.

O amor tem forças, mas nada força.

"As histórias são bálsamos medicinais. Elas têm uma força! Não exigem que se faça nada, que se aja de algum modo - basta que prestemos atenção. A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias"

Quem ama de verdade
Não esconde nada do seu parceiro
Pois se esconde,não existe
Amor verdadeiro

Amor incondicional: não há nada que façamos de melhor ou pior, que faça Deus nos amar mais ou menos.

Estou triste
Sem motivos
Apático
Procuro algo pra comer, mas nada me da o apetite.
Estou fazendo um café e pretendo comer umas bolachinhas
Sinto falta de algo.
De mim mesmo?
De Deus?
Talvez seja falta das minhas vitaminas
Que alias ainda hoje não as tomei.
Vou toma-las agora
Entre um texto e outro.
Entre um devaneio e outro
Entre uma arte e outra
Entre uma confissão e outra
Entre um tempo e outro
Entre um mim, e outro
Entre eu e eu
Ou ...
Entre nada e nada de nada
Só nada e mais nada
Tudo acaba em nada
Tudo? Não é tudo, nem nada
É só é
E nem é
Pode ser?
Sei lá!

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.

Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções — úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade… Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas – coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.

Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.

Caio Fernando Abreu
Pequenas epifanias. Rio de Janeiro: Agir, 2006.

Nota: Crônica Sugestões para atravessar agosto, publicada originalmente no jornal "O Estado de S. Paulo", em 6 de agosto de 1999.

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A moda, em geral, nada mais é do que a ostentação da riqueza.

Em negócios de amor, nada de sócios.

E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.

O que nos é oferecido gratuitamente tem apenas
o valor que nos custa para obter - nada.

O tempo não cura nada. Apenas ajuda a colocar o resto da sujeira embaixo do tapete. Mas do que isso adianta? A sujeira continuará lá de qualquer forma. Posso esquece-la por uns dias, semanas, mas vou querer mudar os cômodos da casa outra vez, e adivinha? Lá vai estar ela. Isso corrói o restinho de vermelho que ainda pintava o meu coração [...] Eu não consigo fingir sempre. Às vezes eu deixo escapar um pouco de infelicidade, impaciência, de solidão. Mas você faz questão de mostrar que ainda existe. Que ainda sabe sorrir, e não precisa de mim para isso. A vida tem dessas coisas, sabe como é? O prêmio de quem aposta baixo, é igualmente baixo. Às vezes eu ainda acordo tentando sentir raiva de mim por pensar em você, procurar seu cheiro pelos cantos da casa, lembrar daqueles lapsos de felicidade que pareciam eternos e que geram, acima de tudo, saudade. As juras de amor que eram mentiras, as promessas que nunca vingaram. De como sofri pelos seus erros, e de como até hoje sofro, pela sua ausência. E o pior, por mais que você tenha pisado em todos os sentimentos que te dei, você não conseguiu acabar com tudo. É íncrivel, mas, eu acreditava no que você dizia, mesmo fazendo sempre o oposto... Eu nunca entendi o porque daquelas palavras, e nem todas as explicações do mundo seriam o bastante. Sensações como as que eu senti, não se descrevem, se escondem. Tenho certeza que hoje, não duraríamos nem um dia, mesmo que meu coração não precise de tudo isso. Não posso me culpar de nada. Não mesmo. Ninguém entra num jogo acreditando que irá perder. Não faz sentindo. Então pelo menos por enquanto, eu ficarei na arquibancada. Talvez eu aprenda que não é preciso se doar tanto, e ai estarei pronta pra jogar. Mas por enquanto, isso não é um adeus, nem um até logo. É apenas um: Eu continuarei aqui para sempre. Te amando e te odiando.

Não se vê nada. Não se escuta nada. E, no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia...

O problema é que dou atenção demais a quem me trata como nada.

Algo mudou, não sei explicar ao certo, mas nada é como antes.

Diz que já não sente mais nada, que superou, que esqueceu, mas toda santa noite alimenta as lembranças com fotos, relembra as guerras perdidas, as saudades cortantes, as esperas intermináveis. Percebe que tem tudo de alguém que já não tem mais. E se pergunta bem baixinho do que sente falta - mas não responde, congela, se engana.

Aprendi que nada se ganha por pura ironia do destino, mas sim que batalhamos por aquilo que merecemos e que podemos ter.

Aprendi que tudo que sabemos, sabemos porque alguém nos estimulou a acreditar em nós... ou então nos forçou, rsrssr...

Aprendi que devemos dar Valor às nossas amizades e às pessoas que nos cercam e que vivem conosco em nosso dia-a-dia, porque um dia poderemos olhar para trás e pensar que TUDO VALEU A PENA, e que a PENA foi ter te conhecido e ser teu amigo.

Quando as coisas correm mal, não há nada de errado em fugir! (Reigen Arataka)

"Se pensares bem, passamos grande parte da vida agindo mal, a maior parte sem fazer nada, ou fazendo algo diferente do que se deveria fazer.
Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente?"