Eu sou o q sou Mesmo Caindo me Levanto Sempre
PRESTE ATENÇÃO
Não consigo voar por mim mesmo, não fui agraciado com tal dom, mas é no mínimo curioso, o poder de voou, quando me permiti transcender minha próprio ignorância, e em silencio prestar atenção à vida.
Está provado: o universo é extremamente hostil à vida. Ainda assim, mesmo sem as condições ideais, o homem se fez apenas com fragmentos das substâncias do espaço. Talvez seja essa a razão de nossa conexão com os céus; lá, vislumbramos nossa própria essência, como poeira de estrelas.
A humanidade é o milagre! Somos a própria teima.
Como árvore permaneço no mesmo lugar
resistindo as intempéries das estações.
Resoluto e ao mesmo tempo submisso às
novidades de cada novo amanhecer.
As pragas até queimaram minhas folhas,
mas não deixei atingirem meus frutos.
Minhas raízes estão ainda mais fincadas
minha copa a cada dia menos utópica.
Após me restabelecer decidi que vou morrer
de finitude, não de fatalidade.
Minha esperança é que o vento leve
partes saudáveis de mim e polinize um
futuro que não verei.
Estrela
Ah,
como são belos esses fragmentos de luz própria
que insistem em brilhar mesmo já findos há muito.
Estrela,
enganas o tempo,
este que a tudo destrói menos teu brilho.
Tu,
luzeiro meu,
tal qual tapete celeste,
és aquilo que termina, mas em mim nunca acaba.
Despedida de Mim
Canso-me dos sonhos que não alcanço,
Mesmo lutando, perco o balanço.
Não cuido de mim como deveria,
E a vida escorre, dia após dia.
Sou maravilhosa, disso eu sei,
Mas por que insisto em me perder?
Como uma despedida sem razão,
Vivendo migalhas, fugindo do chão.
É egoísmo, eu bem percebo,
Uma escolha que em silêncio aceito.
E o pior, no fundo, é saber,
Que só isso eu sei fazer.
Carrego dores e lutas silenciosas, buscando equilíbrio entre amar os outros, cuidar de mim mesmo e encontrar significado na minha jornada.
“Todo amante é insaciável, pois mesmo quando utiliza o toque é barrado pelas paredes do corpo, nunca atingindo assim seu real objetivo; a alma do ser amado.”
“As vezes cansa ser personagem e autor, pois mesmo tendo criado todo enredo da história a língua nos obriga a respeitar as regras gramaticais e de pontuação. Talvez escrever seja como no viver.”
“Já tenho algumas décadas e sei, tenho muito a caminhar. Desejo ainda ser lido mesmo depois quando enfim for encontrar minhas origens. Espero até lá parecer mais sábio aos olhos dos que me descobrirem. Não sou propriedade da minha propriedade. Tudo que tenho e fiz só faz sentido se puder ser, de alguma forma apropriado por outros. Sou poeta e a poesia não tem dono cada um que a ressignifica se torna co-autor. Essa é a a forma que encontrei de me tornar eterno a cada vez em que eu for recontado.”
Apesar de tentar nega-la
a poesia continua...
Sim, mesmo com a falta de amor
e reciprocidade.
Ainda há exemplos poéticos
no cotidiano dos dias.
O poeta é o poema.
É a empatia que verbaliza.
Poesia que nasceu para ser dita,
não escrita.
Imagina se alguém imita?
E reproduz essa beleza contida?
De povo prosaico seriamos
poesia.
Por isso
mesmo ante a tanta
violência ao menor sinal de empatia.
Poesia.
E poetas.
E poemas,
quem diria!
Há sim
miopias,
mas enquanto houver
homens de palavra
e dispostos a encarnar
o verbo dos dias,
haverá ainda toda esperança
contida no olhar de criança
e de uma poesia.
Haverá voz.
Haverá revolta,
haverá justiça,
Haverá mais um dia.
Pela palavra tudo se fez.
Pela palavra nasce a esperança mesmo depois da morte.
Na palavra perdidos encontraram um lugar seguro.
Pela palavra o cego enxerga sem ver
Pela palavra um coxo caminha imóvel
O milagre não está na cura.
O milagre está na palavra.
Quando o verbo se fez poeta a poesia virou sinônimo de Deus.
"Mesmo com as provas biológicas de que não existem raças, nossa sociedade ignóbil e com acromatopsia cerebral só distingue o que são pretos e brancos."
Gêmeos
"Há algo em mim que não é meu.
Há um fôlego que continua a me oxigenar mesmo depois que meu corpo se rendeu.
Há uma força que impulsiona quando as minhas pernas já não se movem.
Há uma bondade que compartilho que essencialmente não é minha.
Quando escrevo, não sou um, mas dois.
O que dita e o que redige.
O que é, e o que gostaria de ser.
Eu e você.
Sou o religioso e você a espiritual.
Eu lagarteio, enquanto você borboleteia.
Faço poesia pela minha incapacidade, de como você,
viver poeticamente.
Temos o mesmo DNA, os mesmos dias de vida
ainda assim você é muito maior do que eu.
Dividimos apenas o ventre não os predicados.
Minha esperança é, que ser você seja inevitável também para mim.
Ao vê-la percebo tudo no que posso me tornar.
Somos o Já e o Ainda Não.
Como semente que possui em si todo potencial de uma bela e frutífera árvore,
mas ainda não é arvore.
Você é arvore, você é já, eu... ainda não.
”A IDADE MÍDIA traz a voga o homo-idiotas só que agora com um grande adendo, mesmo se abstendo de olhar o coletivo e discutir política como no período helenístico, hoje estes tem o direito de falar.
E assim caminhamos a passos de moonwalker tendo como norte um destino certo, a involução.”
Amar o próximo
“Em suma, mesmo que não a assumamos, existe uma cadeia cíclica que quando rompida faz com que a vida perca sentido de potência. A vida serve para servir.”
"Deus respeita nossa dor, por isso mesmo já sabendo do fato se cala e ouve, pois sabe que aquele que ouve conhece o outro por seus próprios olhos."
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