Eu sou o Homem Certo pra Voce
Will soltou uma risada curta e incrédula.
— É verdade — concordou. — Não sou nenhum herói.
— Não — disse Tessa. — É uma pessoa, assim como eu.
Os olhos de Will examinaram o rosto da menina, mistificados; ela apertou um pouco mais a mão dele, entrelaçando os dedos nos dele.
— Não vê, Will? Você é uma pessoa como eu. Você é como eu. Fala as coisas que eu penso, mas que nunca digo em voz alta. Lê os livros que leio. Gosta das poesias que gosto. Me faz rir com suas músicas ridículas e com a maneira como enxerga a verdade de tudo. Tenho a sensação de que pode olhar dentro de mim e ver todos os lugares onde sou estranha ou diferente e adaptar seu coração, pois você é estranho e diferente da mesma forma — com a mão que não segurava a dele, ela o tocou na bochecha, levemente — somos iguais.
Os olhos de Will tremeram e fecharam; ela sentiu os cílios nas pontas dos dedos. Quando ele falou novamente, a voz estava áspera, porém controlada.
— Não diga essas coisas, Tessa. Não diga.
— Por que não?
— Diz que sou um bom homem — falou ele. — Mas não sou um homem tão bom. E estou... estou catastroficamente apaixonado por você.
— Will...
— Eu a amo tanto, tanto, tanto — continuou — e quando fica perto assim de mim, esqueço quem você é. Esqueço que pertence a Jem. Eu teria de ser a pior pessoa do mundo para pensar o que estou pensando agora. Mas estou.
— Eu amava Jem — declarou Tessa. — Ainda amo, e ele me amava, mas não sou de ninguém, Will. Meu coração é meu. Está além do seu controle. Está além do meu controle.
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
"Sou o meu único caos. E, sendo o caos a origem das estrelas, posso escolher o comprimento de onda da luz que desejo ser."
Sou um cosmólogo. Estudo o casamento do espaço com o tempo. É uma espécie de religião para ateus inteligentes.
(Stephen Hawking)
Sou grata a Deus por todas as pessoas que passaram em minha vida: as boas me deram as melhores memórias. As más me deram lições e me mostraram exatamente o tipo de pessoa que não quero me tornar!
Sou a favor da reciprocidade.
Não sei dar carinho pra quem não me dá nada em troca
essa coisa de " fazer o bem sem olhar a quem" não mexe muito comigo..
Faço bem a quem me faz bem
Dou amor a quem me dá amor
e para quem não dá... sou apenas indiferente
uma indiferença gelada mesmo
mas cada um tem sua escolha
e a minha já foi feita:
a estrada deve ser uma via de mão dupla!
Quem sou?
Respiro, ando. Sou obrigada a existir...
Não tenho opção, e sim depressão...
Convicção tenho. Não pertenço a essa bola fosca e confusa chamada Terra.
Onde pertenço nesse universo?
Descobrir é preciso... caso não, pelo menos, justificar minha presença aqui.
Sou um alguém, como qualquer outro...
Sobretudo diferente dos que me odeiam, e que me amam.
Mas alguém igualmente parecido com o que quero ser, e serei...
Igualmente humano aos que erram e aos que sofrem,
Mas diferentemente dos que não aprendem e não tem escolhas...
Sou um alguém que corre riscos, igual a você, que não tem certeza das conseqüências...
Mas diferente, por que sei que vale a pena, e que isso me torna vivo.
Não desisto diante das adversidades, estas formam meu caráter e personalidade.
Sobretudo sinto raiva dos que me odeiam, e invejo os que me perdoam...
Aos que me odeiam peço desculpas, aos que invejo peço conselhos.
Sou um alguém que tem escolhas iguais a você, e também acredito que elas serão o espelho do nosso futuro.
Mas diferente, por que acredito que cada escolha é uma estrada de mão única, mas que vale a pena andar na contra mão e recomeçar todo o caminho novamente, ou tomar outro, ate que chegue onde desejo.
Sobretudo sou igual a você que é feliz,
Mas diferente porque tenho certeza que sou...
Depois de tudo que escrevi só posso te dizer, finalmente, uma coisa...
“Ser” humano é o mais próximo do que sou agora...
Sou um caos extremamente organizado.
Minhas ideias se constroem em fios que parecem soltos, mas que só eu sei onde levam.
Minhas certezas florescem num solo cheio de dúvidas, como quem insiste em viver mesmo sem garantias.
E eu, cansada, continuo tentando existir com alguma dignidade no meio das minhas tempestades internas.
Quero voar, mas tenho medo de tirar meus pés do chão.
Medo do impulso, do salto, do desconhecido.
E, ainda assim, há uma calmaria silenciosa dentro de mim, pequena, quase tímida
mas que me chama.
Uma voz suave que diz que o vento não veio para me derrubar,
veio para me carregar.
Talvez eu ainda não saiba voar,
mas já começo a sentir que posso.
Porque a calmaria também mora em mim,
mesmo quando o mundo inteiro parece barulho.
Não me dou pela metade,
não sou tua meio amiga nem teu quase amor.
Ou sou tudo ou sou nada.
Não suporto meios-termos.
Nota: Trecho adaptado do livro "Encontros e desencontros de uma adolescente". Costuma ser erroneamente atribuído a Tati Bernardi e Clarice Lispector.
...Mais"-Sou um jovem carente, meu castelo de areia foi derrubado, minha bola foi parar no meio da rua e minha pipa tá no telhado do vizinho."
Quando não sou calmaria, sou tempestade. Quando não sou silêncio, sou ruído. Quando não sou saudade, sou desapego. Quando não sou 8, sou 80.
Sou chato, muito irônico, sou uma mistura de sentimentos, difícil de explicar, tenho mudanças frequentes de humor, sou cheio de manias idiotas, pego no cabelo trezentas vezes por dia, eu sempre acho que não sou o suficiente pra alguém, sou cheio de inseguranças e frescuras, eu sou sensível e você pode me machucar sem ao menos perceber, eu faço de tudo pra não constranger quem gosto, mas parece que as pessoas não fazem o mesmo, eu tento parecer forte, mas a quem vou enganar? Apenas a eu mesmo, eu tenho muitos sonhos, muitos desejos, eu amo meus amigos e minha família, e acima de tudo Deus... às vezes as pessoas me julgam de dramático sem ao menos saber o que eu passo todos os dias, mas eu vou sempre erguer a cabeça e colocar um sorriso no rosto e fingir que está tudo bem, infelizmente, vivemos em um mundo de aparências e não sentimentos.
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