Eu sou o Homem Certo pra Voce

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Pra se falar de amor é indispensável que eu tenha vivido tudo que ele pode provocar. Do frio na barriga aos olhares perdidos nas nuvens, no ar. Ter lembranças das reações à tímida troca de olhares e aos primeiros sorrisos da paquera. Sem deixar de lado o arrepio na espinha do primeiro beijo seguido do olhar feliz, porém envergonhado. Mas não posso negar que há dores em amar. Há a desilusão que todo mundo conhece e a tristeza por não ser agrado aos olhos de quem tanto se quer bem. A aflição maior se dá quando sequer conseguimos dizer o quanto é puro o amor que temos, mesmo que ele só cause dor. Provamos o gosto ruim das lágrimas pesadas, choro aos soluços, que arrancaram dos olhos a beleza sorridente e mascararam os olhares com um pesar descontente. E a mágoa de ter sido deixado pra trás, então. Sonhos deixados de lado, resumidos à frustração. Mas há que se acreditar, que o que há de pesado, pode também ser suave e puro. Há amor que pode ser leve, delicado e gentil. Que sabe ser intenso e febril e pode ser a coisa mais singela que já se viu. Não que ele prefira ser dicotômico. Não creio que seja assim, tão radical. Do tipo escolhe entre fazer bem ou fazer mal. Acontece que, quando comparamos, amarramos os extremos para sentir quão diferentes são. E quando o amor é agradável, colorido e leve que basta um sopro pra formar bolhas de sabão só pra representar o que ele causa, sinto que amando é possível levitar. Assim, o que doeu fica tão pequeno e insignificante que daqui do alto ninguém consegue lembrar.

E eu estou de pé. Depois de uma virada em minha vida quem sabe, depois de uma chuva forte que caiu durante uns dois ou três anos. Aprendizados que agora caem em minhas mãos, como se fossem os pingos que ficaram no telhado, arrependimentos que batem em minha porta pedindo pra que eu os enxugue, vozes que me dizem uma mesma coisa o tempo todo como uma goteira caindo e fazendo o mesmo som. Coisas momentâneas. Coisas que vão passar quando eu ver o sol nascer amanhã. Minha previsão do tempo particular me diz que ainda vão vir algumas chuvas de verão, daquelas que logo passam... Mas nada que possa derrubar o abrigo que eu fiz essa noite. Um abrigo com o telhado e as portas de amor próprio, com janelas que são à prova de barulhos que possam me fazer querer sair lá fora, e com paredes que não deixam se quer o cheiro da chuva entrar. Mas sempre existe aquela frestinha como dizem, e se algum vestígio dessa chuva entrar... E não conseguir me conter com a vontade de sair lá fora, peço que me segurem. Não quero me molhar, eu sei que não vale a pena, não por essa chuva!

Dizer o que depois do que foi dito? Argumentar o que? Eu não amei aquele cara, eu tenho certeza disso! Não era amor. Então era o que? Eu estava feliz, estava tranquila, estava bem sintonizada, e levei uma porrada. Ah, sensação horrível... Não era amor. Não, não era amor, era... era uma sorte, uma travessura... uma sacanagem. Eram dois celulares desligados. Não, não era amor, não. Era inverno, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

Quis me perder, quis ser outra, que não eu mesma, mas esbarrei em mim por todas as saídas de emergência.

Faça o que fizer, não me deixa enjoar! Eu enjoo de biscoito recheado, de Nescau, de bolinho, mas de uma pessoa, de uma história... não me deixa sentir isso, não mais.

Eu nunca quis agradar às multidões: pois aquilo que eu sei, elas não aprovam; e aquilo que elas aprovam, eu não sei.

Eu adoro essa sua falta de respeito por si mesma...

PRIMEIRA ELEGIA

Quem se eu gritasse, me ouviria pois entre as ordens
Dos anjos? E dado mesmo que me tomasse
Um deles de repente em seu coração, eu sucumbiria
Ante sua existência mais forte. Pois o belo não é
Senão o início do terrível, que já a custo suportamos,
E o admiramos tanto porque ele tranqüilamente desdenha
Destruir-nos. Cada anjo é terrível.
E assim me contenho pois, e reprimo o apelo

De obscuro soluço. Ah! A quem podemos
Recorrer então? Nem aos anjos nem aos homens,
E os animais sagazes logo percebem
Que não estamos muito seguros
No mundo interpretado. Resta-nos talvez
Alguma árvore na encosta que diariamente
Possamos rever. Resta-nos a rua de ontem
E a mimada fidelidade de um hábito,
Que se compraz conosco e assim fica e não nos abandona.
Ó e a noite, a noite, quando o vento cheio dos espaços
Do mundo desgasta-nos o rosto -, para quem ela não é /sempre a desejada,
Levemente decepcionante, que para o solitário coração
Se impõe penosamente. Ela é mais leve para os amantes?
Ah! Eles escondem apenas um com o outro a própria sorte.
Não o sabes ainda? Atira dos braços o vazio
Para os espaços que respiramos; talvez que os pássaros
Sintam o ar mais vasto num vôo mais íntimo.

Sim, as primaveras precisavam de ti.Muitas estrelas
Esperavam que tu as percebesses. Do passado
Erguia-se uma vaga aproximando-se, ou
Ao passares sob uma janela aberta,
Um violino se entregava. Tudo isso era missão.
Mas a levaste ao fim? Não estavas sempre
Distraído pela espera, como se tudo te ansiasse
A bem amada? (onde queres abrigá-la
Então, se os grandes e estranhos pensamentos entram
E saem em ti e muitas vezes ficam pela noite.)
Se a nostalgia te dominar, porém, cantas as amantes; muito
Ainda falta para ser bastante imortal seu celebrado sentimento.
Aquelas que tu quase invejaste, as desprezadas, que tu
Achaste muito mais amorosas que as apaziguadas. Começa
Sempre de novo o louvor jamais acessível;
Pensa: o herói se conserva, mesmo a queda lhe foi
Apenas um pretexto para ser : o seu derradeiro nascimento.
As amantes, porém, a natureza exausta as toma
Novamente em si, como se não houvesse duas vezes forças para realizá-las.
Já pensaste pois em Gaspara Stampa
O bastante para que alguma jovem,
A quem o amante abandonou, diante do elevado exemplo
Dessa apaixonada, sinta o desejo de tornar-se como ela?
Essas velhíssimas dores afinal não se devem tornar
Mais fecundas para nós? Não é tempo de nos libertarmos,
Amando, do objeto amado e a ele tremendo resistirmos Como a flecha suporta à corda, para, concentrando-se no salto Ser mais do que ela mesma?
Pois parada não há em /parte alguma.

Vozes, vozes.Escuta, coração como outrora somente
os santos escutavam: até que o gigantesco apelo
levantava-os do chão; mas eles continuavam ajoelhados,
inabaláveis, sem desviarem a atenção:
eles assim escutavam. Não que tu pudesses suportar
a voz de Deus, de modo algum. Mas escuta o sopro,
a incessante mensagem que nasce do silêncio.
Daqueles jovens mortos sobe agora um murmúrio em direção /a ti.
Onde quer que penetraste, nas igrejas
De Roma ou de Nápoles, seu destino não falou a ti, /tranqüilamente?
Ou uma augusta inscrição não se impôs a ti
Como recentemente a lousa em Santa Maria Formosa.
Que eles querem de mim? Lentamente devo dissipar
A aparência de injustiça que às vezes dificulta um pouco
O puro movimento de seus espíritos.

Certo, é estranho não habitar mais terra,
Não mais praticar hábitos ainda mal adquiridos,
Às rosas e outras coisas especialmente cheias de promessas
Não dar sentido do futuro humano;
O que se era, entre mãos infinitamente cheias de medo
Não ser mais, e até o próprio nome
Deixar de lado como um brinquedo quebrado.
Estranho, não desejar mais os desejos. Estranho,
Ver tudo o que se encadeava esvoaçar solto
No espaço. E estar morto é penoso
E cheio de recuperações, até que lentamente se divise
Um pouco da eternidade. - Mas os vivos
Cometem todos o erro de muito profundamente distinguir.
Os anjos (dizem) não saberiam muitas vezes
Se caminham entre vivos ou mortos. A correnteza eterna
Arrebata através de ambos os reinos todas as idades
Sempre consigo e seu rumor as sobrepuja em ambos.

Finalmente não precisam mais de nós os que partiram cedo,
Perde-se docemente o hábito do que é terrestre, como o /seio materno
suavemente se deixa, ao crescer.Mas nós que de tão grandes
mistérios precisamos, para quem do luto tantas vezes
o abençoado progresso se origina - : poderíamos passar /sem eles?
É vã a lenda de que outrora, lamentando Linos,
A primeira música ousando atravessou o árido letargo,
Que então no sobressaltado espaço, do qual um quase /divino adolescente
escapou de súbito e para sempre, o vazio entrou
naquela vibração que agora nos arrebata e consola e ajuda?

Esse é o mundo que eu vivo... mundo cheio de preconceitos, mundo cheio de injustiças, injustiça perante meus olhos... olhos cansados de tudo isso... olhos que, por mais abertos, só veem a escuridão... olhos que sorriem pra não mostrar o que realmente sinto... sentimento... sentimento de uma vida que não existe... não adianta... vc é julgado por tudo que faz, tudo que pensa, tudo que queria ser ou fazer... mundo que julga o caráter de uma pessoa pela aparência... queria ter o poder do tempo... queria poder mudar meu destino... que pena não posso fazê-lo... vou viver condenado por uma sociedade, vou viver escondido, vou viver à espera de um milagre...

E toda vez que a saudade começa a doer eu penso que se ele arrumou coisa melhor pra sentir do que a minha falta, eu também consigo fazer o mesmo.

O tolo preocupa-se, pensando: “Eu tenho filhos, eu tenho riqueza”. Na verdade, se nem ele próprio pertence a si próprio, quanto mais os filhos, ou a riqueza?

Mergulho

Por isso tome fôlego
Que eu vou até o fundo do que posso

Posso bem menos do que imaginas
Posso bem mais do que pensei
Se a superfície é cristalina
Só mergulhando eu sairei

Posso aprender a vida ensina
Posso ensinar aprenderei
Posso enfrentar a minha sina
Posso ter medo mas te amarei
Posso?

Parabéns, meu amigo, meu irmão. Quando Deus te colocou na minha vida, eu sabia que Ele estava planejando coisas maravilhosas para nós dois. Agradeço todos os dias por ter você na minha vida e sei que o sentimento é recíproco. Que hoje seja um dia de celebração da sua vida e de muita alegria! Gostaria que você soubesse nesta mensagem o quanto eu aprecio a nossa amizade e o quanto ela é importante para mim. Parabéns e não vejo a hora de te ver para te dar um abraço apertado.

Olhos que eu amei
que não pousaram nos meus
que fugiram, se acovardaram
como falsos olhos de um deus.
Olhos que a estrada buscam
sem nunca chegar ao fim
olhos que todos querem
e que eu queria pra mim.
Olhos que geram cobiça
que a tristeza seu brilho ofusca
olhos que nada procuram
que não quiseram os meus.
Olhos que se decepcionam
olhos que choram, que amam
olhos que não me encaram
olhos que não me enganam.
E que sabem ser felizes
quando sentem a verdade
quando olham as palavras
reflexo da própria imagem
Olhos que eu respeito
que admiro e venero
para os quais, abaixo os meus
num cumprimento sincero:
- Olhos teus!...

Quanto mais eu me conheço mais eu me estranho, quanto mais eu conheço as pessoas mais eu me conheço, reconheço e me perco.

Tive que mudar, não porque eu gostaria, foi uma questão de sobrevivência.

Se eu não fosse assim, eu seria bem melhor. Mas não seria tão boa.

Me sinto idiota quando fico sentimental. É como se eu fosse a última pessoa que ainda insiste no amor.

Eu queria poder dizer e expressar tudo que eu não consigo falar. Poder falar que mesmo longe, é com voce que eu quero estar.

Ainda que eu fosse um doido
Ainda que eu fosse um lunático
Ainda que eu fosse um doente
Mas que eu estivesse com você
Que eu estivesse ao seu lado
Que eu fosse um homem apaixonado
De coração puro e abençoado.