Eu sou o Homem Certo pra Voce

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"E me doeu abrir mão do que eu mais queria, porque incríveis como éramos eu não aceitaria nada que fosse menos."

Eu quero é MUITO MAIS!

Viva mais, beije mais, beba mais,
sorria mais, viaje mais, veja mais amigos,
conte mais histórias, dê mais gargalhadas.
Seja mais você, sincero ou hipócrita,
sorridente ou mal-humorado, tímido ou desinibido,
SEJA MAIS VOCÊ.
Se for pra brigar ou abraçar, faça com vontade,
se for pra arruinar a vida de alguem FAÇA DIREITO,
se for pra dar um beijo que seja sincero,
se for, se for, faça o que for amando e
ame o que te faz bem; sendo status, religião, vícios,
amores, amigos, ame e viva com quem você quiser viver,
se você se arruinar, sua atitude foi mereçedora.
Cada um é consciente de seus atos,sabe onde quer chegar,
sabe o que é certo e errado e se seus valores
não te impedem, viva o risco.
Se tem vontade faça...
...a vida é sua e de mais NINGUEM!

Explosões

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.

Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.

Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.

Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2003.

A minha infância morreu há muito tempo; mas eu vivo ainda.

Se a senhora pudesse, o que mudaria na Igreja?
EU MUDARIA A MIM MESMA.

Eu acredito em desejos e na capacidade das pessoas em fazer um desejo se realizar. Acredito mesmo. Toda a vez que eu vejo um pôr-do-sol eu fazia um desejo em segredo um pouquinho antes do sol se esconder no horizonte. Parecia que o sol tinha levado meu desejo com ele. Eu fazia logo quando o ultimo raio de sol brilhava. E um desejo é mais que um desejo é um alvo, é algo que seu consciente e subconsciente podem tornar realidade

Estou apavorada, mas eu não vou desistir
Eu sei que tenho que passar por este teste.

" um silêncio cheio de gritos que eu não tinha aprendido ainda a apaziguar com palavras. "

E todos irão me amar depois que isso tudo acabar, e todos irão me amar depois que eu me matar.

Simplicidade. Isso é o que eu tenho em mente no momento. Antigamente eu costumava pensar que poderia fazer qualquer coisa e eu queria fazer tudo: escrever um livro, fazer um filme, estar numa banda, ter uma família, escovar os dentes três vezes ao dia. Agora eu só quero paz.

Eu contemplo aquilo que ninguém observa, eu penso o que ninguém reflete, abraço o que sempre é desprezado, talvez seja porque quando mergulho não tento ficar na superfície sempre tento ir mais profundo. Pois os seres humanos buscam as resoluções de seus problemas na superficialidade, enquanto que, é lá no fundo que está o tesouro, e, lá no fundo poucos chegam. Mergulhe mais profundo, e veja as coisas como elas são e não como aparentão ser, enquanto isso, te aguardo lá!

Hoje eu acordei gostando mais de mim, vou cair fora numa boa...

Eu preciso reconhecer em cada manhã a preciosa oportunidade de encontrar prazer nos pequenos eventos do dia e ser feliz com mais facilidade.

E eu sigo sempre rumo ao seu coração... te pedi pra Deus de presente, pra me ver contente Ele te inventou!

Achei que o amor era eterno
E me enganei...
De tanta saudade, pensei que talvez eu morreria...
Mas um dia era um dia
E as águas do tempo corria...

3 de maio

Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971

Machado dizia, as mulheres são como maças, eu digo, as mulheres são como estrelas, cada qual com seu brilho, cabe ao homem aprender a voar para chegar até elas.

Eu tenho a minha opinião até eu mudar de idéia.

Eu Fechei os olhos e a imagem dele flutuar em meu lar , um louco desvairado e sonhador , com um olhar que golpeia a minha mente , suas maos esticam , me sacode , esta sempre murmulhando a verdade .
A verdade é como um cobertor , você puxa , estica , mas nunca vai dar , você chuta bate , ele nunca cobre ninguém e desde o momento em chegamos chorando , até o momento em que partimos morrendo ele só vai cobrir o seu rosto enquanto você geme chora e grita .

Eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais. A minha alucinação é suportar o dia-a-dia e meu delírio é a experiência com coisas reais.