Eu sou o Homem Certo pra Voce
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Quero saber até
quando vocês vão
esconder as listas
das prisões políticas
da prova de fogo?
Não me confundam
como militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
A poesia tem a sua
militância política,
das maldades
deste mundo ela
sempre é teimosa,
e quer virar o jogo.
Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.
Só que a poesia
é muito superior
do que a política
que sempre tira
a esperança do povo:
a poesia pacífica
e a devolve de novo.
Ela pede todo dia
para que todos
tenham paciência,
perguntar
não é ofensa:
até quando a justiça
irá manter presos
a tropa e o General do povo?
O exagero poético
me licencia em
dizer que eu
sou os olhos,
a fisionomia
e o físico
exaustos
do General
que já deveria
ter sido pela
justiça libertado.
Não consigo cair
na conformação
daqueles que
dizem que poucos
são capazes de
sair dessa prisão.
Não pertenço
aos vis que
espalham fel,
tecem ardis
e desejam
transferir uma
responsabilidade
estatal para
a individual,
em detrimento
de um um passado
relativamente
distante que
insistem
os caluniadores
em dizer que
assim aconteceu,
o mais curioso
é que eles
nem rostos têm.
Porque bom senso
e espírito de justiça
não me faltam,
e não deixo faltar,
num mundo onde
as pessoas só pensam
em lucrar e se vingar.
Em letras claras
não posso deixar
de ao mundo falar
que o General não
está sendo punido
por atos do ofício
do passado,
mas porque não
deteve o ímpeto
de discordar
com o justo, humano
e necessário que
muitos por covardia
vivem a se calar
e outros vantagens
infaustas a buscar.
Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.
Poetisa Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
assim eu sempre sou,
do Norte até o meu Sul,
de Leste só Oeste,
Escrevo para fazer
da rotina algo que preste.
Não apenas escrevo
frases para redes sociais,
Eu sou poetisa que
escreve poesia contemporânea
para quem sente demais,
e não quer fazer da vida
um tanto fez ou tanto faz.
Não sou a favor da violência,
eu sou a favor a tapas poéticos
que alcançam direto a consciência.
Se você não viu o míssil que explodiu
o Shopping em Kremenchuk,
a câmera da fábrica e muita gente viu.
Não foi um gesto de boa vontade
abandonar a Ilha da Cobra,
afinal a Ilha não te pertence.
Se o teu entendimento a cada
recuo é encarado como gesto
de boa vontade volte para a sua casa.
Não é da arte da política querer
se impôr por meio da guerra,
e sim buscar sempre convencer.
Você usou mal a arte da política
e o teu tempo será encurtado
e colocado numa situação crítica.
Não é da arte da guerra invadir
outra terra: quem convenceu
o contrário não passa de besta fera.
Nunca será da arte de qualquer
religião não fazer um exame
de consciência e para gente como
você não haverá na vida clemência.
Nunca será de todas estas artes
agir sem estado de ampla consciência,
retire as tropas de uma vez não prolongue a sua vergonha,
e pare de gastar toda a paciência.
Não me peça
conselhos de amor,
Por favor, não insista,
eu apenas sou poetisa,
E poetas não sabem dar
conselhos de amor;
Todo o poeta só sabe
nesta vida é viajar.
Eu sou poetisa,
e conselhos de amor
eu não sei dar;
Tenho a minha própria
vida para cuidar,
E no amor do outro
ninguém deve se meter.
Uma coisa certa
posso te aconselhar:
Sempre que invejar
o amor do outro,
Você pode perder
a chance de perceber
o teu amor chegar.
Eu sou o poema
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
E de todos os povos
originários do continente.
Poesia oculta feita de vários
livros nas estantes das bibliotecas,
Assim sou eu a abrir caminhos
para todas as descobertas.
Por mais que fechem ou queimem
sempre serei aquele livro
que ao reaparecer iluminará alguém
quando menos esperarem.
Porque silenciosa de vários livros jamais serei rebelião controlada,
Podem me fechar ou queimar,
que sempre haverá alguma escapada.
Ninguém é igual a mim, e eu não sou igual a ninguém. Logo, ninguém é obrigado a nada, inclusive, aqueles que não gostam de mim. A não reação é uma reação, talvez a 'indiferença pacífica' seja sobre isso!
Eu sou brasileira
mesmo quando
não for reconhecida
como tal por
quem quer que seja;
Sou filha nascida
do 'Canto das Três Raças'
e o sufixo 'ista'
para qualquer ideologia
ou rótulo convencional
não encontra encaixe
porque sou brasileira.
Eu sou brasileira
quando respiro,
honro a Bandeira,
escrevo os meus poemas,
e até quando me calo.
Eu sou brasileira
quando me reúno
com povos e com
quem pensa diferente,
e quem é brasileiro
de verdade sempre
ama estar cercado por gente.
Eu sou brasileira
quando falo que
nunca vou romper
com os meus artistas,
e nem diminuir os militares.
Eu sou brasileira
para seguir com fé
por todos os altares
de todas as crenças
e por todos os lugares,
e sobretudo quando
aprecio as belezas da Natureza.
Eu sou brasileira,
amo ser brasileira
e ninguém vai diminuir
o amor que tenho
pela nossa terra;
posso até perdoar e dar
uma chance para quem erra,
só nunca vou concordar
com quem quer viver
para alimentar o Deus da Guerra.
Eu sou nacionalista romântica
que ama as suas
tropas mesmo quando
está feliz ou triste,
porque do Brasil jamais desiste.
Eu sou nacionalista romântica
de um Brasil de heróis
que são povos originários
resistindo a prolongada ocupação.
Eu sou nacionalista romântica
que nunca vai brigar
com os seus artistas
e todos os dias saúda
este país com muitas poesias.
Eu sou nacionalista romântica
que ama esta terra
que nasceu repleta de esplendor,
meu amado Brasil Brasileiro
te entrego o peito e todo o meu amor.
De baque solto
sou eu maracatu,
Todas em uma
para te fazer mais
doce que melado
e com engenho
a cada novo desejo.
De baque virado
sou eu maracatu,
Rainha coroada
para viver contigo
sempre apaixonada.
De baque doido
sou eu maracatu,
Ora virado e ora solto,
ocupando o seu sonho
e deste amor te dando orgulho.
Um na frente do outro
no Samba de Coco,
Eu sei que te deixo louco
de amor porque sou
eu a tua farra favorita,
o amor da sua vida
e dos teus olhos a menina
que você não resiste
nem por um segundo,
e sabe que não existe
outra igual no mundo.
Pelo quilombo eu sou
Caxambu espalhado,
bem tocado e dançado,
Poesia imparável que
nem mesmo o tempo
pode vir a capturar,
Estou presente aqui
e por todo o lugar,
Você pode ir por aí,
Mas sou eu o amor
que chegou para ficar.
Isso fala muito sobre os poetas:
Das profundezas das cavernas
do Cerro das Almas,
Sou eu que apago as velas
sempre quando quero,
Para acender as paixões,
e sustentar mistérios
vou deixando os poemas
nos teus caminhos
e intermináveis vestígios.
Sou de muita
pouca conversa
ou quase nenhuma,
Embora eu seja
repleta de poesia,
Quem me conhece
sabe que sou uma ilha.
Da minha ilha vejo
o mundo onde todos
nós podemos ser
diferentes em tudo,
Ninguém é obrigado
a concordar com tudo.
Eu e você podemos
ora concordar ora discordar,
Só não podemos nos desumanizar
e afastar da nossa consciência
a possibilidade dela ser a maior obra,
porque de nós só ela é a senhora.
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