Eu sou o Homem Certo pra Voce

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Sabe aqueles momentos em que eu te abraço e fico em silêncio, apenas sentindo a sua presença? É a minha forma de demonstrar o quanto eu valorizo ter você na minha vida. Sou muito grato por nossa relação. Olhando para trás, percebo que os meus maiores medos desapareceram, porque hoje eu sei que não preciso enfrentar mais nenhuma dificuldade sozinho.Você me traz equilíbrio e paz, principalmente nos dias em que tudo parece confuso ao meu redor. Por isso, faço questão de te mostrar — não apenas com palavras, mas com atitudes diárias — que o meu lugar é ao seu lado.A minha intenção é continuar cuidando de você e construindo o nosso futuro por muito tempo. Serei sempre o seu parceiro.

Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.


Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.


As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.


Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.


Mas sou brinquedo
das suas carências.


Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.


Me dê espaço.


Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.


Me dê espaço.

Era eu o sol da minha própria existência.
Era minha dor tão profunda quanto o oceano,
e minha insegurança tão vasta quanto o céu.


Mas tornaste tudo isso pequeno.


Chamam de corajoso o poeta que despiu
sua alma e conseguiu expor algo formoso.


Eu o chamo de louco!
Se sou uma carta, prefiro
que minhas linhas permaneçam em anonimato;
afinal, conheço meus pecados.


Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor; versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem haveria escrito, em seu coração se fizeram conhecidos.


Nem de tudo que leste te agradaste.
Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia; ainda assim, destes garranchos que sou,


fez poesia.

Brasil de quem?


Ora, de quem eu não sei, mas é meu também.
Meu Brasil, brasil do golpe, da ditadura, brasil de Vargas, mas também Brasil de Eunice, mãe amada


brasil com o solo manchado de vermelho, mas também regado pelas lágrimas do brasileiro. Sim, país de muitas desigualdades
mas pertencente a um Povo resplandecente, que em meio a tanta dor, encontra espaço para um sorriso


Dizíamos na segunda guerra que "A cobra vai fumar", sim, mesmo lá tinha espaço para nosso riso


Povo amado que tanto valorizo, Povo que torna do Brasil brasileiro.

Dizer 'eu te amo' é muito bonito, mas sinto que, ultimamente, essas palavras se tornaram automáticas. Eu não quero que você as diga apenas por hábito ou para preencher o silêncio no final do dia.O que eu realmente busco não está no que você fala, mas em como você age.Eu quero sentir o seu amor na prática: no jeito que você me apoia quando percebe que tive um dia difícil, e na sua disposição de estar presente de verdade, sem distrações. Se as palavras sumissem do mundo amanhã, como eu saberia que sou importante para você? É essa certeza que eu quero viver todos os dias através das suas ações.Não preciso de grandes discursos ou de promessas exageradas. Preciso apenas de reciprocidade e verdade. Se eu estiver passando por um momento difícil, não vou precisar de um 'sinto muito' — vou precisar do seu abraço e do seu suporte real.Me conquiste nos detalhes cotidianos. Mostre-me com atitudes o que sentimos um pelo outro.

⁠Que eu viva de tal forma que tenha vergonha do que fui ontem e inveja do que serei amanhã.

⁠⁠⁠Autoconhecimento
é a equivocada busca humana por alguém
para chamar de eu.

Tenho medo...De que o que eu pensei que era verdade, seja apenas uma alucinação passageira...


Oh céus! Me dê seu amor, mesmo que só por um instante...
Como posso estar tão ciente de que isso não ocorrerá?
De que nunca terei sua atenção?


Óh, céus! Me quebro em pedaços,
Sinto algo que não pode ser correspondido,
Uma carta enviada de volta...sem resposta...


Me desespero e procuro me acalmar de baixo dos alámos, que tentam me consolar...
Mas suas ações não colaboram...
Me vejo em um campo de Jacintos amarelos...
Com o céu estendendo seu véu nebulosoe se desperando junto de mim...
Posso estar exagerando,
Atordoada com a esperança de estar realmente alucinando.


Enquanto isso, vago pelo campo de rosas amarelas, procurando resposta em minhas próprias lembranças e reflexões, mas aparentemente essa neblina em meu caminho não vai sair tão cedo e irei me perder nele, me juntando ao vazio de não saber

Eu te amo, não com este coração que morrerá, mas com a alma, que um dia deseja lhe reencontrar.

Que cada batida do meu coração contenha o teu nome e a promessa: que até em outras vidas eu te amarei como o amei nessa—Fernando Machado.

Olhos castanhos


Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...


Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,


Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.


Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...




Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos

"Ontem eu te vi"

Ontem eu te vi.


No mesmo lugar que orou pra sair.


Eu vi quando você pediu uma saída,
quando prometeu que nunca mais voltaria.


O que prometeu não conseguiu cumprir,
escolheu cair invés de me ouvir.


E mesmo sabendo onde aquilo ia te levar,
você voltou.


Ontem eu te vi
acordar pensando:
“o que foi que eu fiz?”


Eu vi o peso que você carregou em silêncio,
a vontade de voltar no tempo
e fazer diferente.


Mas me diz...


O teu coração se vende por tão pouco?


Valeu a pena?


Você sabe que não.


Eu te falo para fugir
e você não me escutou.


Eu não estava tentando tirar de você
aquilo que te fazia feliz.


Eu estava tentando te livrar
daquilo que um dia faria você chorar.


Mas você chamou de liberdade
aquilo que estava te prendendo.


Chamou de escolha
aquilo que já tinha virado hábito.


E então, no último dia,
o pecado que decidiu domar
e tratar como um bichinho de estimação
traz a conta.


Porque tudo aquilo que você alimenta
um dia cresce.


E aquilo que você achou
que conseguiria controlar,
agora controla você.


Valeu a pena?


Me diz.


Quantas vezes você disse
“é a última vez”?


Quantas vezes prometeu
que amanhã seria diferente?


Quantas vezes caiu,
levantou,
chorou,
pediu perdão...


e voltou para o mesmo lugar?


Eu estava lá.


Quando ninguém viu.


Quando você fechou a porta.


Quando fingiu que estava tudo bem.


Quando sorriu para todo mundo
e por dentro estava cansado de lutar.


Eu vi.


Eu quero te ajudar,
mas você não se ajuda.


Não porque eu não possa te levantar.


Mas porque você continua escolhendo
aquilo que te derruba.


Eu estendo a mão.


E você continua olhando para trás.


Você pede que eu mude a sua vida,
mas ainda segura aquilo
que está destruindo ela.


Você pede uma nova história,
mas insiste em voltar para o mesmo capítulo.


Então me escuta.


Eu não desisti de você.


Se eu tivesse desistido,
você não estaria lendo isso agora.


Você ainda pode voltar.


Ainda pode largar.


Ainda pode dizer não.


Ainda pode escolher diferente.


Mas não espere perder tudo
para perceber o valor daquilo
que eu estava tentando preservar.


Porque talvez o seu maior erro
não tenha sido cair.


Talvez tenha sido acreditar
que precisava continuar no chão.


Eu te vi cair.


Eu te vi chorar.


Eu te vi se arrepender.


E eu também vi
todas as vezes que você tentou esconder de mim
aquilo que eu já conhecia.


Eu não quero a sua perfeição.


Eu quero o seu coração.


Então volta.


Antes que aquilo que hoje parece pequeno
se torne aquilo que amanhã
você vai implorar para esquecer.


E quando você olhar para trás
e perguntar:


“por que eu não ouvi?”


Lembre-se...


Eu estava falando com você o tempo todo.

Gênese Moral


As escolhas e mudanças almejadas
devem ser todas engendradas
ante o eu primordial
e no silêncio total
de nossa vasta escuridão.

Eu que pensei:
" hoje não é dia de poesia"
bastou lembrar de ti
musa de apolo
amarga inspiração
medula óssea
costela mitológica de Deus
mulher inconformada
por ser feita de carne
e não de barro
como é feita
a poesia de Adão.

ENQUANTO ELA DORME

é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..

⁠Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.

ELA FINGIA

Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar

o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.

Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.

Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.

Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.

A Canção em Valparaíso




Eu tinha vinte e seis anos e usava um anel que não significava nada.
Nem amor.
Nem compromisso.
Apenas hábito.
Tocava piano em um bar pequeno, escondido nas encostas de Valparaíso — um lugar onde os telhados se inclinavam em direção ao mar e as noites carregavam cheiro de sal, vinho barato e vidas inacabadas. O piano era meu altar. A noite, minha cúmplice.
Já havia estado ali antes, visitando um amigo — músico, livre de um jeito que eu não era. Ele morava com o irmão numa casa que sempre cheirava a pão quente e conversas silenciosas.
Foi ali que a vi.
Helena.
Cabelos escuros. Olhos que não olhavam — atravessavam. Tinha dezoito anos, mas nada nela era inacabado. Havia um fogo contido em seus gestos, como se soubesse exatamente o que podia causar — e escolhesse quando.
Já tínhamos nos cruzado antes.
Um almoço.
Um olhar sustentado um segundo a mais.
Nada além disso.
Mas naquela noite, dividíamos o mesmo espaço. O mesmo silêncio.
Então toquei.
Uma canção que raramente me permitia — uma das poucas que eu podia executar sem me esconder. Não toquei para o ambiente. Toquei porque algo em mim precisava ser ouvido.
As pessoas falavam. Copos se moviam. A noite seguia.
Ela não.
Deu um passo à frente.
Não o suficiente para chamar atenção.
Apenas o bastante para escutar.
Quando a música terminou, não houve aplausos.
Apenas um sorriso pequeno — inteiro, definitivo.
E aquilo bastou.


A casa foi se esvaziando devagar, como todas as noites fazem.
Corpos desapareceram em colchões e cobertores improvisados. As conversas se dissolveram em respiração. As luzes se apagaram sem cerimônia.
Ficamos.
Uma televisão acesa ao fundo mostrava algo que nenhum de nós via.
No começo, nada.
Um ombro tocando o outro.
Uma pausa longa demais.
Então ela virou o rosto.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
Permitindo.
O beijo veio sem negociação.
Não havia inocência ali —
mas também não havia culpa.
Apenas reconhecimento.


Não fomos para um quarto.
Não houve necessidade de distância, preparo ou significado.
Ficamos ali mesmo — entre almofadas, entre horas — dentro desse território frágil onde o desejo se torna imediato e a linguagem deixa de ser necessária.
Foi intenso.
Não por ser selvagem.
Mas por ser certo.
Há noites que acontecem.
E há noites que decidem algo.
Essa decidiu.


De manhã, não havia nada a dizer.
Nenhuma promessa. Nenhuma pergunta. Nenhuma ilusão de continuidade.
Ela se vestiu em silêncio.
Eu não pedi que ficasse.
Ela não fingiu que ficaria.
E talvez essa tenha sido a única verdade que fomos capazes de oferecer um ao outro.


Para ela, pode ter sido curiosidade.
Um instante.
Um desvio.
Para mim, foi outra coisa.
Não amor.
Nem memória.
Reconhecimento.
O momento em que entendi que aquilo que eu carregava — nas mãos, na voz — podia alcançar alguém além da superfície.
Que, por um breve instante, eu não estava apenas tocando.
Eu estava sendo sentido.


Às vezes, quando toco aquela mesma canção — com o mesmo cuidado, a mesma precisão silenciosa — não lembro do rosto dela.
Nem do corpo.
Nem da voz.
Lembro de outra coisa.
Do exato instante em que me tornei inesquecível
na vida de alguém que nunca ficou.

Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.