Eu sou aquela q Mesmo Triste Sorri
Sob a luz das estrelas
Sem ar, sufocado em sombras, engolido pela escuridão do vazio, enxergo não só uma mas várias luzes no fim do túnel, nelas enxergo o reflexo de uma água que escorre de duas estrelas, antes disso, o silêncio era ruidoso, porém agora tudo se cala diante dele, pequenas luzes que ofuscam até mesmo o sol e a vazio.
Brilha mais uma vez, com esperança o olhar
Esperando desabrochar, a flor de pitanga para me banhar
Já está na hora de mudar, movimente sua alma ao ventar
Brilha mais uma vez, as estrelas e o luar
Esbaldando vontade, para as estrelas que o céu vão rasgar
Começou a esfriar, começou a acelerar, acabou o ar
Me sinto só
Estou rodeado de pessoas e sorrisos
Mas por dentro sozinho
Coloco músicas altas à beça para competirem com as vozes em minha cabeça
O silêncio é alto de mais e ensurdece
A sombra me veste
As luzes no meu quarto são para impedir a escuridão
Até mesmo no meio de tanta gente começo a desaguar, não posso reprimir, sou um chorão
Seja a razão das alegrias alheias, propositalmente.
No entanto, garanta-se primeiro...
Algumas razões são, propositalmente, tristes.
Ponto final
Parecia eterno
Mas chegou ao fim
Fora maravilhoso
Não sei se para você
Posso dizer por mim.
As coisas se modificam
Como as ondas do mar
Como o ar na atmosfera
Está sempre a se modificar
E como um barquinho
Nosso amor naufragou.
Aqui não restou rancor
Apenas restou uma paz
De ter me doado por inteiro
E ter entregado um sentimento verdadeiro
Que não fora o suficiente
Para eternizar o amor que existira.
Às vezes queria apenas dormir e acorda sem me lembrar do sentimento que sinto por você, o amor que sinto por você. Só para esse sentimento e essa dor acabar!
A tristeza gera uma diminuição notável de energia, o choro é um fenômeno que ocorre quando a alma precisa de ajuda, há a limitação do convívio social, que causa incômodo, até nosso próprio ambiente se torna chato e caótico, e queremos de longe a solidão.
Menino do Mar
Na vasta areia, sereno e sujo, juntando as pedrinhas que vinha do mar, o jovem garoto olhava o horizonte, seus olhos brilhavam e encantava o lugar. Contava ao vento os seus pensamentos, criando histórias com a imaginação, enquanto escrevia em um pequeno papel, palavras importantes, refrão por refrão. - Porque está sozinho pequeno garoto? ''Será que uma criança vai saber falar''. - Não sei o motivo de estar sozinho, quero achar um jeito de poder voar. ''Não entendi nada, senti sua inocência e rapidamente ele perguntou''. - Se eu sentar nas nuvens posso ver de perto brilhantes estrelas que pro céu voou? - Talvez se você pedir ajuda a lua, descubra um jeito de como alcançar, quem sabe por escadas, até uma corda, um trem flutuante, com balões de ar. A simples criança me olhou confiante, talvez minhas palavras pudessem ajudar, pegou sua caneta e escreveu no papel e disse que um dia iria tentar. - Você deixaria ver o que escreve? - Você me ajudou então posso deixar. Peguei a cartinha e li bem baixinho os versos daquela criança do mar.
''Mamã e Papá, esto a pocura di achar um jeto di podê voá, a vovó me dise qe viraram estelas, colado no céu voces sempe vão ta, eu amo voces e esperem qe um dia eu vou achar um jeto dai alcançar, vo faze uma lista e achá um jeto, me esperem qe chego, ta.
- pulando
- agarrando no pasarinho
- pedindo as asa pa meu anjinho potetor
- subi na avore
- pedi ajuda a lua
- escada
- ou coda
- balao de a
- trem voador''
A vó do garoto chamava-o de longe, pegou sua cartinha e ali partiu, de costas corria feliz, não sabia, que dura escolha você decidiu, achar um motivo ingênuo, difícil, sua pura inocência iria o guiar, nada eu falei, nem mesmo tentei, a única coisa que fiz foi chorar.
Não é como se o céu estivesse voando...
E entre os vagalumes, sinto o vento soprar meus cabelos exatamente como faz com o gramado diante de meus pés, enquanto os grilos cantam a canção em que minha alma escuta mais que meus ouvidos. Consigo sentir as gotas de água que escorre de meu apático rosto, são lágrimas que não vem das nuvens, mas de mim.
É como correr da luz de uma luminária com os olhos fechados... E ao abrir os olhos, espiar a lua pelo canto da janela e ainda assim, não ver seu brilho.
Somos pedaços de sonhos em uma generosa e encantadora bolinha no universo, entretanto, ao invés de deitarmos sobre as nuvens para desenhar sorrisos no horizonte, pintamos o chão com chuvas que não vem das nuvens e com gotas que não são de água, criando um nebuloso quadro chamado guerra.
Meu gato, Meu amigo
Seu pequeno e frágil corpo, tão grande pra mim
o carinho dos seus olhos me faziam sorrir
no meu colo o seu sono explanava amor
eu deitava e você vinha pro meu cobertor.
Te achei naquele dia tão vazio
na estrada, entre as águas te peguei naquele frio
esqueci os meus deveres por você
comecei a te amar sem mesmo te conhecer.
Porque esse amor escrito no papel
se acabou, chorei, te levaram pro céu
virou uma estrela, brilhe para nós
queria te ver, te amo amigo, meu pequeno herói.
Alguém sente aqui e olhe a lua comigo,
ela parece estar nos encarando,
está brilhando como a luz do meu quarto,
me deixa com a vista embaçada.
Lágrimas escorrem do meu rosto,
não sei se é da claridade ardente de sua luz ou dos sentimentos que me envolvem,
eu quero gritar mas já estou rouco.
Estou sentado nesta areia fria,
meus pés estão descalços,
talvez eu deva correr como o trem que passa ao meu lado,
não, eu não aguento mais correr.
O frio tomava conta do meu corpo, e,
um passo atrás do outro,
meus dedos pareciam dissipar naquele álgido momento
em que eu estava perdido em volta a neve,
um frio árduo, sem cor,
que a todo instante parecia soar uma música melancólica a cada
rajada de vento que transitava diante meus ouvidos.
Eu apenas seguia aquele pequeno caminho feito pela água,
uma corrente fraca que parecia querer me levar a algum lugar,
meu corpo estava fraco, minhas mãos trêmulas, minha fome incessante...
mas porque eu queria continuar?
porque eu continuei?
porqu...
é, eu acho que descobri!
não saber onde ir te mostra tantas coisas...
a natureza realmente nos destina a episódios incríveis,
que parecem ser irreais, que brotam até de uma mera gota d'água,
eventos tão fascinantes que faz você esquecer tudo, seu frio, sua fome...
acontecimentos tão incríveis que te faz imaginar como seria novos dias...
novos dias sem saber o caminho de volta,
novos dias a chegar em um lugar sem saida,
e se deparar com algo semelhante aquele dia...
aquela enorme parede de gelo,
onde seu interior guardava como em uma caixinha,
um radiante urso que parecia dormir até a eternidade.
A rosa no fim da estrada
No ar sinto o seu cheiro
Meu frio vive seu calor
Pássaros ressoam melodias
Que meu coração puro cantou
Hoje as nuvens observam
O que a lua a mim falou
Olhe as folhas no caminho
Na terra que a chuva aguou
Meus passos seguem sozinhos
Deixei a alma encontrar
A rosa no fim da estrada
Que me espera em algum lugar.
A rosa no fim da estrada
A que o livro falou
Que suas pétalas eram mágicas
É um anjo em uma flor.
A rosa no fim da estrada
Que está em algum lugar
A minha poção do amor
Pra fazer você me amar.
Até hoje, até hoje, não consigo deixar de lembrar a forma como eramos compatíveis.
Tão íntimos, tão companheiros, em tantas formas diferentes. Nos entediamos e parecia que tudo ia durar pra sempre. Que você nunca ia desaparecer.
Mas foi naquela noite de janeiro que eu te dava o ultimo até logo.
Se eu soubesse que eu nunca mais te veria, eu faria mais, eu diria tudo o que sempre quis dizer. Mas não disse. Já passou, acabou.
Daquele dia em diante você se tornou alguém que eu não conhecia mais. Esses sete anos que passamos juntos não valeram de nada? Eu pensei que eramos irmãos, eu jurei que te protegeria, que estaríamos juntos até ficarmos velhinhos, mas não foi...
Você não está mais aqui e eu sinto falta, mesmo você tendo me feito tão mal. Mesmo você tendo me feito se sentir maluco e obsessivo. Bem, talvez eu seja. Mas você se foi, sem avisar, nem uma ligação, nenhuma mensagem, nenhuma palavra... Você me abandonou primeiro, eu só te correspondi.
Dói tanto perceber que eu nunca signifiquei nada, que eu nunca fui ninguém importante em sua vida. Eu não era suficiente pra você, nunca fui. Você foi embora e depois agiu como se nada tivesse acontecido, como se eu não fosse uma pessoa, com fragilidades que você conhecia tão bem.
Você virou meu mundo de ponta cabeça, mesmo com sua ausência. Você acabou comigo, você sabe disso.
E eu aqui, tentando fingir que tá tudo bem, que não tem nada de errado, tentando ser forte por todos e por mim. Mas acabou me deixando marcado, de uma forma que eu não consigo apagar.
Eu sei, eu não era fácil, mas, por Deus, eu sempre demonstrei tanto meu amor. É esse o pagamento que eu recebo?
Como você tinha tanto poder sobre mim? Como eu deixei isso acontecer? Porque eu me deixei levar por seu sorriso e sua cara de bobo? Algo entre nós foi real? Existiu amizade de verdade? Ou você só me usou?
No final das contas só restaram dúvidas e inseguranças.
Eu não consigo confiar, não consigo me entregar a nenhuma relação humana e tenho muito medo de no final da minha vida não ter ninguém ao meu lado. Eu não quero ficar sozinho.
Mas esse sentimento um dia vai passar, um dia eu vou voltar a ser eu mesmo.
Me feri muito, ao descobrir que minha doação gratuita de amor e admiração, foi reles ao receptor.
Nara Nubia Alencar Queiroz
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