Eu sou aquela q Mesmo Triste Sorri

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Até que chegue o dia
Que minha reserva de amor fique vazia
Com você eu gastaria
Todas as minhas reservas de amar
Sei que esse dia nunca existirá
Pois não importa qual seja o lugar
Minhas reservas se enchem
Ora com seu olhar,
Ora com seu abraçar,
Ora com seu falar,
E isso faz de mim a pessoa mais rica a te amar.
-
Leonardo Procópio
27 de Novembro de 2024

Se fosse amado como eu gostaria,
Nenhum poema meu existiria.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

“Houve um tempo em que eu me encontrava de joelhos. Hoje, procuro-me de pé.”⁠

Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023

Meus dias, meus anos, minha vida viram altos e baixos, luz e trevas. Se eu escrevesse apenas e continuamente sobre a “luz” e nunca mencionasse o outro lado, então como artista eu seria um mentiroso.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Eu prefiro certamente falar com um gari, um encanador ou um chapeiro a falar com um poeta. Eles sabem mais dos problemas comuns e das alegrias comuns de se estar vivo.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Eu só preciso de Deus!

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.

Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.

Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.

Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.

Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.

De todas as dores que eu já senti... nada se compara a de não ter vivido o resto da minha vida com você.
Naquele fatídico dia, eu não perdi apenas você, (jamais alguém amou outro alguém como eu te amei)... Eu perdi a mim (Existia uma eu antes de você e uma eu com você, mas não havia uma eu para depois de você), eu respirava nós dois, transbordava aquele amor descomunal que eu não sabia onde por ou que fazer com ele... E ele me consumiu dia após dia, até não sobrar nada que outro alguém pudesse amar...
A inutilidade da existência fadada ao fracasso, não me permite voltar e não conhecer vc...
Vc sobreviveu ao que me matou... E por alguma razão não tive a oportunidade de me enterrar... e ... sigo aqui... orbitando no nada, vitimada por essa doença que me devora sem trégua.
Meu peito sangra todos os dias...
Uma dor na alma que invade o corpo, queimando o tórax, atravessando meu peito, um amargo que sobe do coração à garganta.
Uma enfermidade que me assola incansavelmente...
Uma guerra que eu não consigo vencer, eu daria absolutamente tudo para simplesmente esquecer.

⁠Você pode vir com um caminhão de cebolas que eu não choro mais.

Tu e Eu

As nossas profundidades
e as nossas superfícies: poemam-se constantemente.

O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.

Eu já venci batalhas que você jamais imaginou lutar.⁠

E olha… eu vou te contar uma coisa que a gente só entende depois de apanhar emocionalmente igual tapete em dia de limpeza pesada… amor que marca é barulhento. Faz escândalo, quebra prato invisível, deixa cicatriz que a gente até mostra com um certo orgulho, tipo troféu de guerra que ninguém pediu pra disputar. Já o amor que permanece… ah, esse quase não faz barulho nenhum. Ele chega de mansinho, senta do seu lado e, quando você percebe, já está ali há anos, dividindo até o último pedaço de pão e o último suspiro de paciência.


Eu já fui dessas que confundia intensidade com destino. Achava que quanto mais difícil, mais verdadeiro. Quanto mais lágrimas, mais profundo. Basicamente uma novela mexicana ambulante, só faltava a trilha sonora dramática e uma câmera dando zoom no meu rosto enquanto eu olhava pro nada pensando “por quê?”. E o pior é que a gente romantiza isso. A gente acha bonito sofrer. Olha que perigo.


Mas aí a vida, essa professora sem paciência e sem filtro, vem e fala “minha filha, senta aqui que você ainda não entendeu nada”. E foi aí que eu comecei a perceber que o amor que fica não precisa te convencer de nada. Ele não te deixa em dúvida, não te faz virar detetive emocional, não exige interpretação de texto às três da manhã.


O amor que permanece é quase sem graça… e é justamente por isso que ele é extraordinário. Ele não te dá frio na barriga todo dia, porque te dá algo muito melhor: paz. E paz, minha querida, não viraliza, não rende história caótica pra contar pras amigas, não dá engajamento… mas sustenta uma vida inteira.


Entre o amor que marca e o amor que permanece, eu também fico com o que fica. Porque o que marca às vezes só prova que doeu. O que permanece prova que deu certo. E no final das contas, depois de tanto drama desnecessário, tudo o que a gente quer é alguém que fique. Que fique quando o encanto dá uma cochilada, quando o dia é comum, quando a gente não está interessante, quando a gente só é… humana.


E é curioso, porque o amor que fica não grita “eu sou o amor da sua vida”. Ele só… fica. E nisso, ele vence.


Agora me diz, você ainda está escolhendo emoção ou já está escolhendo permanência?

Eu amei, me entreguei, mas não fui o suficiente, decidi trilhar caminhos, mergulhar em outra história, descobri que no amor o que sempre vence é o amor, ame, evolua e não deixe nada parar seu coração.

Eu vou te dizer uma coisa que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo já sentiu na pele em algum momento: não é o silêncio que machuca, é o que a gente imagina dentro dele. Porque o silêncio, por si só, é só ausência de som… mas na cabeça da gente ele vira roteiro de filme dramático, com trilha sonora triste e direito a prêmio de sofrimento interno.

Tem um momento na vida em que a gente cansa de tentar caber na vitrine dos outros. Eu cansei. Cansei de olhar pro mundo como se ele fosse uma grande competição de quem ostenta melhor, de quem parece mais feliz por fora enquanto por dentro tá um caos parcelado em doze vezes sem juros. E foi aí, bem nesse ponto meio bagunçado da minha existência, que eu percebi uma coisa quase absurda de tão simples… eu nunca precisei de tanto assim pra ser feliz.


Porque a felicidade que eu encontrei não veio com etiqueta, nem com aplauso, nem com aquele olhar de aprovação alheia que muita gente persegue como se fosse troféu. Ela veio quieta, quase tímida, se instalando nos detalhes que ninguém posta, mas que sustentam tudo. Um momento de paz, uma mente leve, um coração que não vive em guerra… isso vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.


E olha que curioso… quanto menos eu me preocupo em ter, mais eu sinto que já tenho. Já tenho o essencial, já tenho o suficiente, já tenho aquilo que dinheiro nenhum consegue comprar quando falta por dentro. Não é desprezo pelo dinheiro, é só maturidade pra entender que ele não manda em mim.


No fim, eu não quero ser rica de aparência e pobre de paz. Eu escolhi o contrário. E posso te dizer… essa escolha muda tudo.

Eu queria mudar o mundo, hoje eu só quero mudar meus sentimentos!⁠

Milagre é quando a humanidade diz que não tem como acontecer, a divindade diz: eu sei como fazer!

Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?