Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Eu acredito na vida, no que ela pode trazer de melhor. Acredito em dias bons e ruins, mas esqueço essa coisa tola de destino. Se hoje eu estou bem, o mérito é todinho meu e não de uma força que encaminha a minha vida, o meu humor e o meu amor. O cruel disso é só saber que se a coisa anda feia, a culpa é também toda minha. Se não era pra ser e eu quis, devo acreditar que Deus me fez pra chegar nesse determinado momento e eu passar por isso? Seria ótimo jogar a culpa do fracasso em alguém, mas se não quero ninguém sendo responsabilizado pelo que faço de bom, não posso desejar ninguém pra ser a minha válvula de escape. Então, toda a minha mania de insistir demais, de não enxergar o prazo de validade, o sinal que já deu, de que eu aproveitei o que tinha pra aproveitar. A minha loucura de querer sempre um pouquinho mais das coisas, das pessoas, dos sabores e das cores. A besteira de não entender o aviso de caia fora, isso tudo é minha tão e única grande culpa. O que me resta disso é aprender a conviver com que há de melhor e pior em mim, não faz o menor sentido em procurar a perfeição, ela não existe.
O que é sensato é aprimorar os meus talentos e me reconhecer humana, limitada, e nem por isso deixar de ser incrível. Por isso, em respeito ao que chamo de meu limite, vou compreender que o nosso tempo acabou, vou partir pra algo melhor. Quero estar disponível pra única pessoa em quem devo realmente confiar: eu mesma. Eu sinto muitíssimo por tudo que ameaçou a ser e não foi, por tudo que poderia ter sido, se a gente tivesse tido um pouco mais de qualquer coisa. Mas, como tudo na minha vida são escolhas exclusivamente minhas, eu opto por desistir e entenda a nobreza desse gesto, nem sempre reconhecer que a coisa expirou pode ser considerado algo fraco, talvez seja o que há de mais bonito em um ser humano: a compreensão de que se deve ir sem determinada situação ou pessoa e continuar a ser feliz mesmo assim. Enfim, em paz, com leveza e sabendo que com ou sem arrependimentos, tudo isso não passa de escolhas que são somente minhas.
Ei você ai que suportou ser: Enganado, esquecido, magoado, ignorado e sozinho. Eu te admiro, porque sei como dói.
Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
Eu te amo como quem esquece tudo
diante de um beijo:
as inúmeras horas desbeijadas
os terríveis desabraços
os dolorosos desencaixes
que meu corpo sofreu longe do seu.
Elejo sempre o encontro
Ele é o ponto do crochê.
Penélope invertida
nada começo de novo
nada desmancho
nada volto
Teço um novo tecido de amor eterno
a cada olhar seu de afeto
não ligo para nada que doeu.
Só para o que deixou de doer tenho olhos.
Cega do infortúnio
pesco os peixes dos nossos encaixes
pesco as gozadas
as confissões de amor
as palavras fundas de prazer
as esculturas astecas que nos fixam
na história dos dias
Eu preciso esquecer essa ideia, eu e você não vai existir.
Você não é pra mim, coração coloca um fim.
Eu costumo dizer, comparado ao mensalão, a mesada de nossos colegas (...), com o que nós perdemos em minério, aquilo é (desculpe) mesada de trombadinha.
Quem me dera eu fosse pó que rola na estrada e os pés dos pobres me tivessem pisando. Quem me dera eu fosse o burro do moleiro e que ele me batesse e me estimasse. Antes isso do que ser aquele que passa pela vida olhando pra traz, sentindo pena.
Eu me esqueci no armário.
Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!
Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.
Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.
Deve haver um pedaço de mim em algum lugar que eu desconheça...
Pedaços de mim ficam por aí, por onde eu passo.
Vou me desfazendo deles a cada dia,
Rompendo a dor e vivendo a intensidade que me obriga.
Acabo me perdendo por alguns lugares e em algumas pessoas.
Sei que muitos se aproveitam desse instante insano
E depois eu me arrependo deles.
Nunca achei que iria me magoar tanto.
Hoje não mais, mas acho que ainda posso encontrar uma maneira de olhar o horizonte.
Perdi a vontade hoje de manhã,
Quando acordei e não vi você.
Perdi a paz e a maneira saudável de esperar.
Cansei sentada e dormi.
Você, por certo, não entendeu nada,
Mas é que o marasmo me cansa
E eu sinto vontade de ir pra lua,
Porque eu sei que o Sol eu não alcanço.
Pode ir, deixa-me aqui, já faz tempo mesmo que eu me perdi.
E não precisa me achar,
Você não vai querer mesmo me encontrar nesse estado.
Com olhos vermelhos e inchados,
Completamente embriagados de esperança.
Estou sem dor, talvez um infarto alivie a minha alma,
Não sei explicar, nem sei entender;
Simplesmente acontece e me dá um medo danado.
Quem dera você me ajudasse nesses momentos.
A verdade é que a vida acabou depois que você não me achou.
Vou tentar seguir assim.
Difícil descobrir que amor tem fim
E que você não é mais real.
DEUS
Eu lhe digo que estou em todas s flores, todos os arco-íris, todas as estrelas do céu, e em tudo, em todos os planetas que giram em torno de todos os astros.
Eu sou o sussurro do vento, o calor de seu sol, a incrível individulidade e a extraordinária perfeicão de todos os flocos de neve.
Eu sou majestade no voo alto das águias e a inocencia da corca no campo; a coragem dos leões e a sabedoria dos antigos.
Eu me inspiro nas pequenas coisas, numa borboleta em minha lâmpada, num sorriso de criança, num livro de cabeceira. Porque as pequenas coisas, na verdade, têm um valor gigante.
