Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
JAVALI
Como quem lamenta muito ela me disse e eu imediatamente questionei:
- Um javali? Por que justo um javali?
Ela não tinha uma resposta, simplesmente deu de ombros e suspirou. Com tantos bichos no mundo ela queria justamente um javali?! Não fazia sentido algum para mim:
- Por que não um gato felpudo ou um cachorrinho pidão? Um coelho branquinho ou ainda uma chinchila?!
Ela jogou-me um silêncio que ecoou pela sala. Pensei que poderia dar-lhe mais opções:
- Tem gente que cria iguanas ou miquinhos. Já vi até cobra e aranha tratados a pão-de-ló!
Ela olhou-me fixamente:
- A escolha já está feita!
Eu dirigia e ela indicava o caminho. Faria a sua vontade, mas não teria como entender a estranha preferência. Pensava nos possíveis motivos... nada parecia razoável! Quem sabe não estava em busca de algum animal mais selvagem? Um tigre não seria melhor, nesse caso? Pelo menos seria extremante belo e com porte de felino, ao contrário de um porco desengonçado e peludo! Ela olhava através da janela ansiosa pela chegada, estava deveras decidida, mas eu ainda via um lamento naquele olhar:
- Tudo bem, nós vamos buscá-lo, eu respeito a sua decisão. Não precisa ficar assim...
- Você não entende... Eu quero muito esse javali, mas ele não me quer!
Pulou do carro nesse instante quase junto com a parada dos pneus! O lugar era aberto, um grande pasto. Ela andou devagar se aproximando de uma touceira e logo apareceram dois pequenos olhos no meio da vegetação. Eu não precisava de mais nada! Estava claro feito o sol... Cinco segundos olhando nos olhos do animal para entender o que ela sentia. Duas horas inteiras para concluir que eu também não saberia explicar!
Antes que se pudesse pensar, o javali sumiu por entre as árvores que rodeavam o pasto.
Eu não vivo de poesia, vivo na poesia... dentro de um poema louco, com pitadas de poetas e poetisas... temperado com a eventual falta de censura de Bilac, o magnetismo de Fernando Pessoa, o abstrato de Drummond, as borboletas de Quintana, o amor de Vinícius de Moraes, a verdade invasiva de Martha Medeiros, as canções de Lya Luft, as contradições de Clarice Lispector, juntos todos e misturados, num roteiro de filme de Almodovar...
"A noite é tão bonita. Tenho um caso de amor com ela. Mas eu deixo que as ondas da lua ou das estrelas, me façam amar o que sinto quando vejo a escuridão.E isso na beira do mar.Onde só existe o infinito. Onde eu habito por que amo sem parar".
Sou tão frágil, tão pequena. E por mais que eu pareça forte, tem horas que somente um sopro é capaz de me derrubar.
Eu tentei, semeei em uma terra infértil,quis cuidar de um jardim onde as flores não queriam mais nascer.Reguei árvores em que já não havia nenhum vestígio de vida.Esperei resultados impossíveis,desafiei fronteiras inquebráveis,me esperancei. Não adiantaram os meus adubos, nem as lágrimas que usei para regar a plantação.De um canteiro que insiste em não florescer,não há como forçar que se brote frutos bons.
Um certo dia disseram: Queria eu ter podido escolher minha familia...Quanto erro;Pois sei que Deus jamais me daria a uma familia que eu não merecesse,por Deus ser Perfeito,Unico e Imutavél em todas as coisas...Eis minha familia o maior presente que Deus poderia me dar ou que em minha falta de saber pudesse escolher...
Sei lá,eu já tinha um plano completo na minha mente sobre o meu futuro, já sabia onde eu iria morar e com quem,ai você apareceu,mudou tudo,me ganhou e me levou com você,e eu que já sofri tanto por amor decidi me entregar mais uma vez,me arriscar,mudar tudo assim do nada,sinceramente não me arrependo,pois você faz qualquer loucura valer a pena,viva esse nosso amor,tão forte e seguro que desconheço!
Desde que eu nasci todos os dias pela manhã Deus passa pelo meu quarto e me entrega um presentinho chamado vida.
Aposto que todo mundo pode olhar nos seus olhos um milhão de vezes e nunca ver o que eu vejo em você.
Mesmo que um dia você esqueça,e que eu vire apenas uma boa lembrança .. quero dizer o quanto você é importante pra mim . sim , importante , não um importante comum, mas um importante insubstituível, daqueles que ficam e perduram , que nem o tempo leva embora o que a gente viveu, confidenciou , compartilhou . compartilhar , exatamente isso . voce me confiou e compartilhou seus medos e incertezas, criando um laço inquebrável entre nós. um laço com um nó apertado , bem apertado .. mas que se um dia ele afrouxar , eu vou tá do outro lado, segurando a outra ponta.
Já me perguntaram qual poder eu gostaria de ter. Hoje eu afirmo que um dos que eu mais queria, era conseguir controlar meus sentimentos.
O Livro e Eu
Lépido ou triste busco por ele
Para um entrave ou uma nova chave
Para um dialogo ou um dia longo
Funcionando como uma clave
Ele: o livro, vivo, vivo, livro
Dele, o sumo e o insumo que refaz
Ele o crivo e eu dele o mesmo
E faz, e desfaz, e sem mais ou me apraz
É místico, metafísico o que sinto
Todo livro é mágico
Se não pra mim, pra outrem
Nunca casto; estático.
Todo livro seduz e se torna ativo
Nunca li um que me deixasse inerte
E somos vivos: eu e o livro
E tudo se reverte ou se inverte
O livro é o instrumento do processo
Para um planeta intenso
De onde emerge o submerso
Por onde resvala o que penso
Leio o livro, sinto o livro
Ouço o livro, calo o livro
Canto o livro, recito o livro
Fecho o livro, abro e sirvo
Do que um “morto”, mais vale um valente livro!
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